A FÁBRICA

Dezembro 26 2008

O Prémio Nobel da Literatura 2005 Harold Pinter morreu ontem à noite, aos 78 anos de idade, anunciou hoje a sua mulher, Antonia Fraser.
Harold Pinter nasceu a 10 de Outubro de 1930 em Hackney, Londres, tendo abandonado a capital britânica aos nove anos, durante a II Guerra Mundial devido aos constantes bombardeamentos da aviação nazista, regressando três anos depois. Este facto, foi um dos factos mais marcantes da sua vida. Harold Pinter confessaria mais tarde, que a experiência da fuga debaixo dos bombardeamentos nunca o abandonou.
Em 1948, Harold Pinter, filho de pai com ascendência luso-judaica, ingressou na Real Academia de Arte Dramática e dois anos depois publicou os primeiros poemas.
Autor de mais de 30 peças de teatro, Pinter foi também poeta, encenador, e autor de guiões para filmes, entre os quais adaptações de várias das suas obras.
Iniciou-se na escrita de peças de teatro em 1957 com “The Room”, a que se seguiu, no mesmo ano, “The Birthday Party”, considerada no início um fiasco, mas tornando-se depois numa das peças mais representadas.
Entre as suas peças mais conhecidas estão “The Caretaker” (1959), “The Homecoming” (1964), “No Man‘s Land” (1974) e “Ashes to Ashes” (1996).
Nas obras de Harold Pinter destacam-se personagens que se defendem a si próprias contra a intrusão ou contra os seus próprios impulsos, mergulhando numa existência reduzida e controlada. Outro tema predominante é a volatilidade e o carácter esquivo do passado.
De um período inicial de realismo psicológico, Pinter passa depois para uma fase mais lírica com peças como “Landscape” (1967) e “Silence” (1968), e depois para outra ainda, mais política, com “One of the Road” (1984), “Mountain Language” (1988) ou “The New World Order” (1991).
Teve como principais influências, Samuel Beckett, Luis Buñuel, Franz Kafka, Wilfred Owen, Marcel Proust, William Shakespeare e o Surrealismo.
A Academia Sueca atribuiu-lhe em 2005 o prémio Nobel da literatura justificando a atribuição do galardão com o facto de ele ter “recuperado para o teatro os seus elementos básicos: um espaço fechado e um diálogo imprevisível, onde as pessoas estão à mercê umas das outras”.
Foi na altura, considerada pela Academia Sueca um autor que “nas suas peças, revelava o abismo existente nas conversas banais e força a sua entrada nos espaços fechados da opressão”.
Harold Pinter é “visto como o principal representante da dramaturgia britânica da segunda metade do século XX”, uma posição “ilustrada pela adaptação do seu nome para um adjectivo - ‘pinteresco’ - usado para descrever uma atmosfera e ambiência específicas em teatro”, considerou a Academia ao atribuir-lhe o galardão.
Harold Pinter é um escritor de créditos firmados mas como homem é controverso e activista. Pacifista por natureza, opôs-se fortemente à invasão do Iraque em 2003, contestando as políticas de George W. Bush e do homem que então governava a Grã-Bretanha, Tony Blair.
Acusou o então primeiro-ministro britânico de ser “um criminoso de guerra”, e referiu os Estados Unidos como um país “dirigido por um bando de delinquentes”.
Em 10 de Junho de 2000, Pinter profere uma palestra na Conferência pela Paz nos Balcãs, em que se manifestou claramente contra o bombardeamento de civis pela OTAN na Sérvia.
Em 2001 Pinter participa no Comité Internacional de Defesa de Slobodan Milosevic que exigia então um julgamento justo e a libertação do antigo líder sérvio.
Em 2004, assina um manifesto de artistas por Milosevic a quem considera como uma figura digna e um “herói nacional” da Sérvia.(Com agências).
publicado por armando ésse às 10:41

Novembro 06 2008

O escritor, argumentista e realizador Michael Crichton, um mestre do thriller norte-americano, autor de, entre outros livros, o Parque Jurássico, O Mundo Perdido, Congo, Presas ou Next, mas também da série televisiva ER-Serviço de Urgência, morreu ontem em Los Angeles, aos 66 anos anunciou a família num comunicado emitido pela estação norte-americana de televisão CNN.
A morte de Michael Crichton foi inesperada, adiantou a família, apesar do escritor, travar há já algum tempo uma batalha contra um cancro.
Segundo a família, Michael Crichton, é descrito como “um pai e marido dedicado e um amigo muito generoso”, ficará lembrado pelo modo como mostrava “as maravilhas do mundo através de um olhar diferente”. “E fez isso com um sentido de humor que todos os que tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente nunca esquecerão”.
Embora nunca tenha exercido medicina, a experiência no hospital serviu-lhe de matéria-prima para escrever a série televisiva ER-Serviço de Urgência, que deu a conhecer George Clooney. A série foi capa da revista Newsweek e vencedora de oito prémios Emmy, em 1995.
A trilogia "Parque Jurássico" – com realização de Steven Spielberg os dois primeiros filmes e de Joe Johnson o terceiro – é a obra cinematográfica inspirada num livro do autor mais conhecida, no entanto, Crichton teve 13 dos seus livros adaptados ao cinema.
John Michael Crichton nasceu em Chicago em 1942 ( 23 de Outubro), era filho de um jornalista que o incentivou a escrever. Michael Crichton passou os primeiros anos de sua infância em Chicago até que a família se mudou para Nova Iorque onde, apenas com 14 anos, publicou o seu primeiro artigo no "The New York Times". Os seus primeiros livros apareceram assinados com pseudónimo: Jeffery Hudson.
Estudou Antropologia em Harvard 1965 e mais tarde formou-se em Medicina na Harvard Medical School e nos primeiros anos da década de 70 partiu para a Califórnia, aí começando a dirigir filmes baseados nos seus livros.
Aos 29 anos teve o seu primeiro livro, The Andromeda Strain, adaptado ao cinema em 1971. No ano seguinte, já como realizador fez o tele-filme Pursuit e em 1973 dirigiria Westworld. Em 1978 escreveu e dirigiu o filme Coma, baseado no livro do mesmo nome, do escritor Robin Cook, especialista em escrever livros de suspense na área da medicina.
Da sua carreira como realizador é de salientar ainda os filmes The Great Train Robbery, Looker (1981),Runaway (1984) e Physical Evidence (1989).
Michael Crichton já vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo, encontrando-se traduzido em 35 línguas. Na sua basta obra (Sol Nascente, O Mundo Perdido, O Homem Terminal, Congo, A Esfera, Resgate no Tempo, Revelação, Estado de Pânico, Presas e Next) popularizou temas de ciência e tecnologia, tais como a clonagem,a nanotecnologia ou a inteligência artificial. Desaparece um grande contador de histórias.
publicado por armando ésse às 11:12

Novembro 06 2008

O escritor, argumentista e realizador Michael Crichton, um mestre do thriller norte-americano, autor de, entre outros livros, o Parque Jurássico, O Mundo Perdido, Congo, Presas ou Next, mas também da série televisiva ER-Serviço de Urgência, morreu ontem em Los Angeles, aos 66 anos anunciou a família num comunicado emitido pela estação norte-americana de televisão CNN.
A morte de Michael Crichton foi inesperada, adiantou a família, apesar do escritor, travar há já algum tempo uma batalha contra um cancro.
Segundo a família, Michael Crichton, é descrito como “um pai e marido dedicado e um amigo muito generoso”, ficará lembrado pelo modo como mostrava “as maravilhas do mundo através de um olhar diferente”. “E fez isso com um sentido de humor que todos os que tiveram o privilégio de o conhecer pessoalmente nunca esquecerão”.
Embora nunca tenha exercido medicina, a experiência no hospital serviu-lhe de matéria-prima para escrever a série televisiva ER-Serviço de Urgência, que deu a conhecer George Clooney. A série foi capa da revista Newsweek e vencedora de oito prémios Emmy, em 1995.
A trilogia "Parque Jurássico" – com realização de Steven Spielberg os dois primeiros filmes e de Joe Johnson o terceiro – é a obra cinematográfica inspirada num livro do autor mais conhecida, no entanto, Crichton teve 13 dos seus livros adaptados ao cinema.
John Michael Crichton nasceu em Chicago em 1942 ( 23 de Outubro), era filho de um jornalista que o incentivou a escrever. Michael Crichton passou os primeiros anos de sua infância em Chicago até que a família se mudou para Nova Iorque onde, apenas com 14 anos, publicou o seu primeiro artigo no "The New York Times". Os seus primeiros livros apareceram assinados com pseudónimo: Jeffery Hudson.
Estudou Antropologia em Harvard 1965 e mais tarde formou-se em Medicina na Harvard Medical School e nos primeiros anos da década de 70 partiu para a Califórnia, aí começando a dirigir filmes baseados nos seus livros.
Aos 29 anos teve o seu primeiro livro, The Andromeda Strain, adaptado ao cinema em 1971. No ano seguinte, já como realizador fez o tele-filme Pursuit e em 1973 dirigiria Westworld. Em 1978 escreveu e dirigiu o filme Coma, baseado no livro do mesmo nome, do escritor Robin Cook, especialista em escrever livros de suspense na área da medicina.
Da sua carreira como realizador é de salientar ainda os filmes The Great Train Robbery, Looker (1981),Runaway (1984) e Physical Evidence (1989).
Michael Crichton já vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo, encontrando-se traduzido em 35 línguas. Na sua basta obra (Sol Nascente, O Mundo Perdido, O Homem Terminal, Congo, A Esfera, Resgate no Tempo, Revelação, Estado de Pânico, Presas e Next) popularizou temas de ciência e tecnologia, tais como a clonagem,a nanotecnologia ou a inteligência artificial. Desaparece um grande contador de histórias.
publicado por armando ésse às 11:12

Agosto 04 2008
O escritor russo Alexandre Soljenitsin, de 89 anos, prémio Nobel da Literatura em 1970, morreu ontem no seu domicílio em Moscovo, anunciou o seu filho à agência Itar-Tass.
Alexandre Soljenitsin faleceu às 23 horas de domingo de “insuficiência cardíaca aguda”, segundo declarou o filho do escritor.
Soljenitsin é mais conhecido por ter revelado ao mundo a realidade do sistema soviético em livros como “Arquipélago de Gulag”, “Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch”, ou “O Primeiro Círculo”.
Galardoado com o Nobel da Literatura em 1970, foi privado da cidadania russa em 1974 e expulso do país tendo vivido depois na Alemanha, Suíça e Estados Unidos tendo regressado à Rússia em 1994, após a implosão da União Soviética.
Alexandre Soljenitsin foi quem mostrou ao mundo o universo inumano dos campos de concentração soviéticos no seu clássico "Arquipélago de Gulag".
Patriota com uma determinação comparável, segundo os críticos, à de Fedor Dostoievski, não foi capaz de vencer o cancro de que padecia e acabou por falecer de insuficiência cardíaca aguda na sua residência em Moscovo.
Nascido a 11 de Dezembro de 1918 no Cáucaso, aderiu aos ideais revolucionário bolcheviques daquele tempo, estudou Matemática e tomou parte como artilheiro na II Guerra Mundial, contra o III Reich.
Dos campos de batalha, em 1941, aos campos de concentração, em 1945, foi um passo. Uma simples carta, escrita a um amigo em Janeiro de 1945, provocou a prisão do capitão de artilharia do Exército Vermelho Alexandre Soljenitsin. Naquela carta estavam escritas algumas palavras amargas contra os privilégios existentes no seio do Exército e contra a conduta de Estaline em relação à guerra. Estaline não admitia, no entanto, qualquer espécie de crítica à sua actuação como político e como homem.
Por isso, Soljenitsin vê-se condenado, sem qualquer julgamento, a oito anos de prisão e quatro anos de exílio. Assim começou a dura vida de um jovem físico e matemático, que acabou por abandonar as ciências puras, passando a dedicar-se apenas às lides literárias.
Libertado em 1953, foi exilado para a Ásia Central, onde começou a escrever, viajando depois para Riazan, a duas centenas de quilómetros de Moscovo, para ser professor.
O sucessor de Estaline, Nikita Krushtchev, deu "luz verde" à publicação - na revista Novy Mir - de "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", relato do quotidiano de um recluso nos "gulag", editado a 18 de Novembro de 1962.
Uma onda de choque sacudiu a Rússia e em especial os meios soviético mas, sobretudo, o mundo, que abriu os olhos para uma realidade até então desconhecida.
Krushtchev, que continuava com a sua política de desanuviamento permitiu que este livro fosse publicado, uma vez que ele iria aprofundar muitas das críticas contra Estaline.
No entanto, as estrondosas vendas deste livro impressionaram vivamente as autoridaes soviéticas, que, terminado o degelo político de Krushtchev, proibiram a divulgação de todos os seus livros.
Começou então a fase de literatura clandestina. Os livros "O Pavilhão dos Cancerosos", "O Primeiro Círculo" e "Agosto de 1914", tiveram de ser publicados no Ocidente e difundidos na União Soviética clandestinamente.
O Nobel da Literatura foi-lhe atribuído em 1970, mas declinou ir recebê-lo a Estocolmo com receio de não poder regressar à mãe Rússia, então com Leónidas Brejnev, à frente da União Soviética.
O seu primeiro casamento terminou em divórcio quando estava a ponto de concluir a sua obra magna, o "Arquipélago de Gulag".
Entretanto, em Setembro de 1973, as forças de segurança "levaram" Elizavieta Voronianskaia, a amiga de Soljenitsin que lhe tinha dactilografado secretamente o manuscrito do "Arquipélago de Gulag", a confessar onde se encontrava o original. Tal confissão conduziu Elizavieta ao suicídio. Perante tal situação, e em homenagem a tão grande amiga, Soljenitsin dá ordens de imediata publicação. Se as primeiras edições clandestinas lhe tinham provocado a irradiação do Sindicato dos Escritores, impedindo-o portanto de ganhar a vida como escritor, a difusão do livro, em 1974, culminou com a expulsão Soljenitsin para o Ocidente, primeiro para a Alemanha e Suíça, e depois para os Estados Unidos e a consequente retirada de cidadania soviética.
Os ocidentais reparam entretanto que Soljenitsin era um conservador ortodoxo e defensor acérrimo da cultura eslava, muito duro para com a sociedade de consumo.
Em 1994 voltou à Rússia e espantou toda a gente ao aprovar a guerra na Tchetchénia desencadeada por Ieltsine , pedindo a pena de morte para os independentistas.
Aproximando-se a seguir do então Presidente Vladimir Putin, louvando publicamente as suas qualidades, Soljenitsin atacou ainda os hebreus, ao ponto de o Congresso Judaico Russo o ter acusado de anti-semitismo. (Fontes Lusa/Bertrand).
publicado por armando ésse às 07:01

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