A FÁBRICA

Outubro 20 2005

Noam Chomsky declarado o maior intelectual do mundo
O linguista americano e crítico da política externa americana Noam Chomsky foi declarado o maior intelectual público do mundo, segundo uma consulta publicada pela revista britânica Prospect Magazine.
Mais conhecido pelas suas críticas contundentes à Guerra do Vietname, à Guerra do Golfo e à Invasão do Iraque e de uma maneira geral, à política externa americana nos últimos 40 anos, Chomsky, de 76 anos, derrotou o romancista e académico italiano Umberto Eco, o segundo classificado, e o professor da Universidade de Oxford Richard Dawkins, que ficou em terceiro.
Noam Chomsky nasceu em 7 de Dezembro de 1928, em Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos. Estudou Linguística, Matemática e Filosofia na Universidade da Pensilvânia, onde recebeu o doutoramento em Linguística, em 1955. Entre 1951 e 1955, foi membro da Society of Fellows da Universidade de Harvard e completou a tese de doutoramento, intitulada "Análise Transformacional". Aos 27 anos, em 1955, tornou-se professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Professor emérito de Linguística no MIT, Chomsky primeiro ficou conhecido pela sua teoria sobre gramática desenvolvida no mesmo MIT nos anos cinquenta, segundo a qual a habilidade de formar a língua estruturada é inata da mente humana.
Posteriormente, tornou-se activista político e publicou a sua primeira colecção de escritos políticos em 1969. Até hoje, escreveu mais de 40 livros sobre teoria linguística, política dos Estados Unidos, crítica social e sobre os media. Ao mesmo tempo em que é chamado para fazer palestras sobre teoria linguística, Chomsky expõe questões sociais.
Ataca o neoliberalismo, os meios de comunicação, o estado e os intelectuais. Ao fazer uma análise político-social, não se intimida em incluir as irregularidades do governo americano nos depoimentos contra o neoliberalismo.
Dos 20.000 votantes da pesquisa Prospect/Foreign Policy, publicada na revista Prospect magazine, 4.800 votaram em Chomsky e 2.500 em Umberto Eco.
Vaclav Havel, o dramaturgo e ex-presidente checo que liderou a “Revolução de Veludo” de 1989 na Checoslováquia, que derrubou o comunismo, ficou em quarto.
Ao saber do prémio, Noam Chomsky brincou com a situação afirmando que "isto era, provavelmente, obra de alguns amigos seus", para depois acrescentar num tom mais sério, que estas consultas eram algo ao qual ele não presta muita atenção.
Link:prospectmagazine.
publicado por armando ésse às 08:35
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