A FÁBRICA

Maio 28 2005

O apicultor neozelandês Edmund Hillary era apenas um praticante de alpinismo, mas viu-se catapultado repentinamente para a glória quando, se tornou o primeiro homem a chegar ao topo do Evereste, ao lado do sherpa nepalês Tenzing Norgay.
Hillary continuou sendo um homem simples, quase chateado com sua fama mundial, como prova o facto de que as únicas imagens da façanha são as fotos que mostram o seu companheiro de aventura no cume da maior montanha do mundo, de 8.848 metros. “Senti satisfação, mas não de forma exaltada, quando cheguei ao topo do mundo”, disse ele. Hillary declarou diversas vezes que a sua acção em favor dos povos e da conservação dos Himalaias lhe pareciam mais importantes do que a recordação das suas façanhas pessoais.
Segundo filho de Gertrude e Percy Hillary, Edmund nasceu no dia 20 de Julho de 1919 em Auckland. Ele define-se como um “jovem pobre do campo”, que começou a praticar o montanhismo aos 12 anos, nos picos e glaciares da Nova Zelândia. Durante a Segunda Guerra Mundial esteve na Força aérea, e em 1946 começou a dedicar-se à criação de abelhas com o seu irmão. Porém, outros caminhos o aguardavam. Seu tipo físico – 1,90 metro e capacidade pulmonar de 7 litros, contra 5 litros dos seres humanos comuns -permitiu que se alistasse em 1951 na primeira expedição neozelandesa aos Himalaias. Depois, foi seleccionado como integrante de uma equipe de reconhecimento do Evereste, liderada pelo coronel britânico John Hunt. No dia 29 de Maio de 1953, pela manhã, a expedição estava no acampamento IX, a 8500 metros de altitude. Hillary e Tenzing Norgay iniciaram então a conquista do último trecho, equipados com tubos de oxigénio. Às 11h30 alcançaram o topo do mundo e entraram para a história.
Fama não deslumbrou Hillary
Outro integrante da expedição, George Lowe, relatou o retorno de Hillary ao campo IX. “Ed tirou a máscara e saudou-nos com um sorriso expressivo. Sentou-se no gelo e disse, com a simplicidade que o caracteriza: Pronto, liquidamos o bastardo”.
A fama chegou de modo imediato. A rainha da Inglaterra, concedeu-lhe um título de “Sir”, no ano da sua coroação. No entanto, Hillary manteve a sua humildade. “Não fizemos mais do que subir uma montanha”. “A vista não tinha nada de grandiosa. Tudo era chato e monótono”, são algumas de suas frases.
Hillary voltou para a Nova Zelândia e casou-se com Louise Rose, com quem teve três filhos: Peter, Sarah e Belinda. Participou em diversas expedições, incluindo o Pólo Sul, mas consagrou-se sobretudo a ajudar o povo sherpa, pelo qual possui um grande afecto.
Em Abril de 1975, a sua esposa e a sua filha Belinda faleceram num acidente de avião no Nepal, onde participariam num dos seus projectos. Em 1989, aos 70 anos, casou com June Mulgrew, viúva de um alpinista neozelandês.
publicado por armando ésse às 14:11

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