A FÁBRICA

Julho 08 2005

Sebastião Salgado, Goldmine, Serra Pelada, Brazil, 1986

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado é um dos mais respeitados fotojornalistas da actualidade, natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944. Sebastião Ribeiro Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito crianças. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar seus estudos em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. Depois de levar emprestada a câmara de sua mulher, para uma viagem à África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Entrou para a Magnum Photos, em 1979 permanecendo aí até 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara Ocidental, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projectos documentais mais elaborados e pessoais. O Seu primeiro livro, “Outras Américas”, sobre os pobres na América Latina foi publicado em 1986. Na sequência, publicou “Sahel: O Homem em Pânico” (também publicado em 1986), resultado de uma longa colaboração de 15 meses com a ONG Médicos sem Fronteiras cobrindo a seca no Norte da África. Entre 1986 e 1992, concentrou-se num projecto sobre o desaparecimento do trabalho manual que termina em 1993 com o seu álbum "Trabalhadores", um feito monumental que confirmou sua reputação como fotojornalista de primeira linha. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de refugiados e migrantes de 41 países. Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazónia. Em 1998 ganhou o prémio "Príncipe de Asturias de las Artes", tornando-se no primeiro fotógrafo a receber esse galardão.
Adaptado da internet.
publicado por armando ésse às 15:06

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