A FÁBRICA

Janeiro 26 2008

Marie Magdelene Dietrich von Losch, nasceu em Berlim, a 27 de Dezembro de 1901. Orfã de pai desde muito cedo, cresceu numa família conservadora da classe média alta alemã. Começou por aprender violino, mas cedo decidiu ser actriz. Em 1922, entrou para a escola de teatro de Max Reinhardt, começando pouco tempo depois a fazer pequenos papéis em peças de teatro e filmes mudos alemães, como Tragédia de Amor (1923) que assinalou a sua estreia como actriz de cinema. Em 1924 casou com Rudolf Sieber, de quem teve uma filha, Maria Riva. No final da década de 20 era já uma conhecida actriz na Alemanha, comparada a Greta Garbo e Elizabeth Bergner.
Foi descoberta por Josef Von Sternberg em 1930 em O Anjo Azul, onde contracenou com Emil Jannings. No mesmo ano, assinou um contracto com a Paramount e foi para Hollywood, deixando o marido e a filha. Dos seus sete primeiros filmes com a Paramount, seis foram dirigidos por Josef Von Sternberg que imortalizou para sempre Dietrich, transformando-a num mito.
Da sua filmografia destacam-se Marrocos (1930), O Expresso de Xangai (1932),A Vénus Loira (1932) e The Devil is a Woman (1935), o último filme da dupla Dietrich/Sternberg. Em 1939, obteve a cidadania americana. Durante a II Guerra Mundial interrompeu a carreira de actriz para acompanhar o contingente militar norte-americano na Europa, fazendo animações e espectáculos para as tropas, serviço pelo qual foi galardoada com diversas medalhas de honra e mérito, em França e nos EUA. Os seus filmes foram proibidos na Alemanha, por ter recusado ofertas para voltar a filmar no seu país e por ter participado em campanhas anti-.nazis. Após a guerra, regressou à América e retomou a sua carreira no cinema com Berlim Ocidental (1948), Pânico nos Bastidores (1950) e Sede do Mal (1958), tendo iniciado uma nova fase como cantora em espectáculos musicais.
Nos últimos anos era raramente vista em público. Colaborou ainda com Maximilian Schell na realização de um filme autobiográfico, mas nunca deixou que a filmassem. Apenas permitiu a gravação da sua voz. O resultado final do trabalho - Marlene (1984) - foi uma excelente montagem entre filmes antigos e o registo vivo da estrela. Morreu em Paris, a 6 de Maio de 1992.
Em 1993, a filha, Maria Riva, publicou uma biografia escrita pela própria Marlene, intitulada Marlene: An Intimate Memoir.
publicado por armando ésse às 17:46
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