A FÁBRICA

Junho 15 2005

Almada Negreiros, Auto-retrato
José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970) nasceu em São Tomé e Príncipe.Em 1905 já redigia e ilustrava jornais manuscritos (“A República” e “O Mundo”). A sua actividade artística inicia-se, para o público, com a participação na I Exposição do Grupo de Humoristas Portugueses, em 1911. Com esta exposição nasce a chamada Arte Moderna Portuguesa; e, coincidindo com a primeira aparição colectiva dos cubistas, em Paris, traz, como também lá acontecera, o selo do humorismo para génese das novas correntes artísticas. Publica seu primeiro desenho em “A Sátira” e faz sua primeira exposição individual de 90 desenhos, em 1913. Escreve, em 1915, o “Manifesto Anti-Dantas e por extenso”, uma reacção contra uma geração tradicionalista, uma sociedade burguesa, um país limitado; e, é publicado o primeiro número da revista “Orpheu”.
No ano de 1925 pinta dois painéis para “A Brasileira”, um café do Chiado, em Lisboa. De 1927 a 1932 mora em Madrid. Em 1938, conclui os vitrais da Igreja de Nossa Sra. de Fátima. Pinta o famoso retrato de Fernando Pessoa (“Lendo Orpheu”), para o restaurante “Irmãos Unidos”, em 1954.
Em 1951, o SNI lhe confere o “Prémio Nacional das Artes”. Em 1966 é eleito membro honorário da Academia Nacional de Belas Artes. No ano seguinte recebe o Grande Oficialato da Ordem de Santiago Espada.
Estreitamente enlaçada na sua actividade de artista plástico, tem Almada Negreiros uma obra de poeta, dramaturgo, romancista, investigador e mitógrafo, das mais originais da nosa literatura e das mais significativas e perturbantes da cultura comtemporânea. A camaradagem com Fernando Pessoa viria a ser extremamente fecunda para o surgimento do futurismo em Portugal e para os destinos do modernismo português.Juntos participaram da aventura do Orpheu (1915), juntos permanecem no Portugal Futurista (1917), juntos se reencontram ainda, à beira da morte de Pessoa, no terceiro e último número da revista Sudoeste (1935), fundada e dirigida por Almada Negreiros e cujos dois primeiros números tinham contido exclusivamente trabalhos da sua autoria. Deixou contos espalhados por revistas de vanguarda de curta duração: O Moinho (1912 – teatro)Manifesto Anti-Dantas e por extenso (1915)A Engomadeira (1917 – novela)A Cena do Ódio (poema publicado na revista Portugal Futurista em 1917)A Invenção do Dia Claro (1921)Os Outros (1923 – teatro),S. O. S. (1929 – teatro)Nome de Guerra (romance, 1938)Antes de Começar (teatro)Deseja-se Mulher (1959 – teatro), Poesia.
Em 15 de Junho de 1970, o pintor e escritor morre em Lisboa, no mesmo quarto em que morrera o poeta Fernando Pessoa.
Se quiser saber mais pode visitar,vidaslusofonas.pt/almada_negreiros.
publicado por armando ésse às 10:44

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