A FÁBRICA

Setembro 21 2005

“Como um pássaro no fio, como um bêbado numa cantoria nocturna, eu vou buscando a minha maneira de ser livre”, definiu-se na sua mais emblemática canção, “Bird on the wire”.
Faz hoje setenta e um anos, um dos melhores poetas e músicos do nosso tempo.
Nascido numa família tradicional judaica, em 21 de Setembro de 1934, Leonard Cohen escreveu os primeiros poemas aos 15 anos, dando início a uma busca pessoal que o levou também à boémia, à música, às drogas e a insolúveis conflitos em todos os caminhos que tem percorrido, incluindo o religioso. Enquanto frequentava a universidade, Cohen começou a escrever poesia e passou a fazer parte de uma cena literária local tão underground que era apelidada de «subversiva». A sua primeira colectânea de poesia, Let Us Compare Mythologies, foi editada em 1956, quando Cohen ainda estava a estudar. Mas foi o segundo livro de poemas, The Spice Box of Earth, de 1961, que lhe deu o reconhecimento internacional. As suas origens, além do hábito de se vestir bem, afastaram dele os poetas da geração beat. Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William Burroughs consideravam-no “muito classe média para nós”.
Depois da licenciatura, Leonard Cohen partiu para uma viagem pela Europa e acabou por se fixar na ilha grega de Hidra, onde viveu durante sete anos. Na Grécia, escreveu mais dois livros de poesia, Flowers For Hitler (1964) e Parasites of Heaven (1966) e dois romances, O Jogo Preferido (1963) e Belos Vencidos (1966).
Depois da passagem pela Grécia, Cohen decidiu regressar ao continente americano e iniciar uma carreira musical. Em 1967, apareceu no Festival Folk de Newport, onde chamou a atenção de John Hammond, o responsável pela edição de nomes como Billie Holiday, Bob Dylan. Finalmente, em 1967, aos 33 anos, lançou Songs of Leonard Cohen, que já trazia alguns temas muito conhecidos, como Sisters of Mercy e So long Marianne, além de Suzanne. Este disco apresentava as principais características da sua obra musical, feita de melodias suaves, aparentemente monótonas, quase declamativas, porém dotadas de uma beleza que dispensa teorizações. Em 1968, Cohen editou mais um livro de poesia, Selected Poems: 1956-1968, e, no ano seguinte, o seu segundo álbum de originais, Songs From a Room.
Os anos que se seguiram foram prolíferos, tanto em termos de poesia como de música. Songs of Love and Hate (1971), Live Songs (1972), New Skin For the Old Ceremony (1973), Best of Leonard Cohen (1975), Death of a Lady´s Man (1977), Recent Songs (1979), Various Positions (1985), I´m Your Man (1988), The Future (1992), Cohen Live (1994), Field Commander Cohen - Tour of 1979 (2001), Ten New Songs (2001) e The Essential Leonard Cohen (2002) foram os álbuns editados por Cohen e The Energy of Slaves (1972), Death of a Lady´s Man (1978), The Book of Mercy (1984), Stranger Music (1993), os livros de poemas.
Pouco tempo depois da digressão do álbum The Future, Cohen começou a passar cada vez mais tempo num retiro zen no topo do monte Baldy, no sul da Califórnia. Passava a maior parte do tempo a meditar, a exercitar os koans e a cozinhar para o seu mestre, Sasaki Roshi.
Em 1999, depois de quase cinco anos no monte Baldy, período em que Cohen foi ordenado monge zen e baptizado com o nome dharma de Jikan (O Silencioso), o compositor desceu a montanha com centenas de novos poemas e letras de canções. Começou imediatamente a trabalhar as canções e daí nasceu o álbum Ten New Songs.
Voltou aos registos discográficos em 2004, com mais um disco intimista intitulado Dear Heather.

Parabéns Mister Cohen!
publicado por armando ésse às 12:56
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Setembro 21 2005

“Como um pássaro no fio, como um bêbado numa cantoria nocturna, eu vou buscando a minha maneira de ser livre”, definiu-se na sua mais emblemática canção, “Bird on the wire”.
Faz hoje setenta e um anos, um dos melhores poetas e músicos do nosso tempo.
Nascido numa família tradicional judaica, em 21 de Setembro de 1934, Leonard Cohen escreveu os primeiros poemas aos 15 anos, dando início a uma busca pessoal que o levou também à boémia, à música, às drogas e a insolúveis conflitos em todos os caminhos que tem percorrido, incluindo o religioso. Enquanto frequentava a universidade, Cohen começou a escrever poesia e passou a fazer parte de uma cena literária local tão underground que era apelidada de «subversiva». A sua primeira colectânea de poesia, Let Us Compare Mythologies, foi editada em 1956, quando Cohen ainda estava a estudar. Mas foi o segundo livro de poemas, The Spice Box of Earth, de 1961, que lhe deu o reconhecimento internacional. As suas origens, além do hábito de se vestir bem, afastaram dele os poetas da geração beat. Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William Burroughs consideravam-no “muito classe média para nós”.
Depois da licenciatura, Leonard Cohen partiu para uma viagem pela Europa e acabou por se fixar na ilha grega de Hidra, onde viveu durante sete anos. Na Grécia, escreveu mais dois livros de poesia, Flowers For Hitler (1964) e Parasites of Heaven (1966) e dois romances, O Jogo Preferido (1963) e Belos Vencidos (1966).
Depois da passagem pela Grécia, Cohen decidiu regressar ao continente americano e iniciar uma carreira musical. Em 1967, apareceu no Festival Folk de Newport, onde chamou a atenção de John Hammond, o responsável pela edição de nomes como Billie Holiday, Bob Dylan. Finalmente, em 1967, aos 33 anos, lançou Songs of Leonard Cohen, que já trazia alguns temas muito conhecidos, como Sisters of Mercy e So long Marianne, além de Suzanne. Este disco apresentava as principais características da sua obra musical, feita de melodias suaves, aparentemente monótonas, quase declamativas, porém dotadas de uma beleza que dispensa teorizações. Em 1968, Cohen editou mais um livro de poesia, Selected Poems: 1956-1968, e, no ano seguinte, o seu segundo álbum de originais, Songs From a Room.
Os anos que se seguiram foram prolíferos, tanto em termos de poesia como de música. Songs of Love and Hate (1971), Live Songs (1972), New Skin For the Old Ceremony (1973), Best of Leonard Cohen (1975), Death of a Lady´s Man (1977), Recent Songs (1979), Various Positions (1985), I´m Your Man (1988), The Future (1992), Cohen Live (1994), Field Commander Cohen - Tour of 1979 (2001), Ten New Songs (2001) e The Essential Leonard Cohen (2002) foram os álbuns editados por Cohen e The Energy of Slaves (1972), Death of a Lady´s Man (1978), The Book of Mercy (1984), Stranger Music (1993), os livros de poemas.
Pouco tempo depois da digressão do álbum The Future, Cohen começou a passar cada vez mais tempo num retiro zen no topo do monte Baldy, no sul da Califórnia. Passava a maior parte do tempo a meditar, a exercitar os koans e a cozinhar para o seu mestre, Sasaki Roshi.
Em 1999, depois de quase cinco anos no monte Baldy, período em que Cohen foi ordenado monge zen e baptizado com o nome dharma de Jikan (O Silencioso), o compositor desceu a montanha com centenas de novos poemas e letras de canções. Começou imediatamente a trabalhar as canções e daí nasceu o álbum Ten New Songs.
Voltou aos registos discográficos em 2004, com mais um disco intimista intitulado Dear Heather.

Parabéns Mister Cohen!
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Setembro 21 2005

A ex-presidente da Câmara de Felgueiras Fátima Felgueiras foi detida hoje pelas autoridades policiais portuguesas no aeroporto de Lisboa, onde chegou às 7:00 vinda do Rio de Janeiro, no Brasil, disse à Lusa fonte policial.
A fonte da Polícia Judiciária adiantou que a autarca pediu para ser detida, o que foi cumprido pela PJ, que estava na posse de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal da Relação de Guimarães.
Fátima Felgueiras deverá agora ser conduzida ao Tribunal Judicial de Felgueiras onde será ouvida, provavelmente ainda hoje, pelo delegado do Procurador da República.
Fátima Felgueiras vai entregar ao Tribunal um requerimento solicitando a alteração do regime de prisão preventiva a que foi sujeita em Maio de 2003, data em que se fugiu para o Brasil.
No documento, a ex-autarca argumenta que já não existem as três razões invocadas pela Relação para lhe impor aquela medida: o perigo de perturbação do inquérito, o de continuação da alegada actividade criminosa na Câmara e o de fuga.
No primeiro caso, lembra que o inquérito está terminado pelo que não pode nele intervir, no segundo, assinala que já não governa os destinos da Câmara, dado ter renunciado ao mandato, e, no terceiro, usará o argumento de que regressou voluntariamente do Brasil para "provar" a sua inocência em Tribunal.
Caso o Tribunal não lhe conceda a liberdade, poderá manter a prisão preventiva, ou alterar a medida de coacção, optando pela prisão domiciliária, pelo pagamento de uma caução, ou mesmo pela imposição do sistema de pulseira electrónica.
Ao regressar a Portugal, Fátima Felgueiras cumpre a promessa feita a 03 de Agosto ao Tribunal de Felgueiras, e concretiza aquilo que vinha dizendo desde que foi para o Brasil, para fugir a um mandado de captura das autoridades portuguesas.
Fátima Felgueiras está acusada de 23 crimes, seis dos quais de corrupção passiva para acto ilícito e quatro de abuso de poderes.
O caso, conhecido como o "saco azul de Felgueiras", envolve 14 outros arguidos, estando julgamento marcado para dia 11 de Outubro em Felgueiras.
A autarca sempre se disse "inocente", garantindo que o conseguirá "provar em julgamento" e "nunca geriu qualquer saco azul ilegal, em benefício próprio, do PS ou do Município".

A ex-autarca Fátima Felgueiras, invocou a imunidade dos candidatos autárquicos para evitar a prisão preventiva, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária.
A mesma fonte disse que a ex-presidente da Câmara de Felgueiras pediu à Polícia Judiciária do Porto, em cujas instalações se encontra detida, para transmitir o seu pedido de imunidade ao Tribunal Judicial de Felgueiras. Felgueiras ficará nas instalações da PJ do Porto a aguardar a decisão do Tribunal.
O pedido de imunidade significa que Fátima Felgueiras decidiu levar por diante a sua candidatura como independente à Câmara de Felgueiras, anteriormente formalizada por um grupo de apoiantes.
Além dos telejornais terem de que falar à hora do almoço, mostrando uma vez mais, o lixo de informação a que nos habituaram, a senhora arrisca-se sériamente, a ser reeleita presidente da Câmara de Felgueiras.
publicado por armando ésse às 09:29

Setembro 21 2005

A ex-presidente da Câmara de Felgueiras Fátima Felgueiras foi detida hoje pelas autoridades policiais portuguesas no aeroporto de Lisboa, onde chegou às 7:00 vinda do Rio de Janeiro, no Brasil, disse à Lusa fonte policial.
A fonte da Polícia Judiciária adiantou que a autarca pediu para ser detida, o que foi cumprido pela PJ, que estava na posse de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal da Relação de Guimarães.
Fátima Felgueiras deverá agora ser conduzida ao Tribunal Judicial de Felgueiras onde será ouvida, provavelmente ainda hoje, pelo delegado do Procurador da República.
Fátima Felgueiras vai entregar ao Tribunal um requerimento solicitando a alteração do regime de prisão preventiva a que foi sujeita em Maio de 2003, data em que se fugiu para o Brasil.
No documento, a ex-autarca argumenta que já não existem as três razões invocadas pela Relação para lhe impor aquela medida: o perigo de perturbação do inquérito, o de continuação da alegada actividade criminosa na Câmara e o de fuga.
No primeiro caso, lembra que o inquérito está terminado pelo que não pode nele intervir, no segundo, assinala que já não governa os destinos da Câmara, dado ter renunciado ao mandato, e, no terceiro, usará o argumento de que regressou voluntariamente do Brasil para "provar" a sua inocência em Tribunal.
Caso o Tribunal não lhe conceda a liberdade, poderá manter a prisão preventiva, ou alterar a medida de coacção, optando pela prisão domiciliária, pelo pagamento de uma caução, ou mesmo pela imposição do sistema de pulseira electrónica.
Ao regressar a Portugal, Fátima Felgueiras cumpre a promessa feita a 03 de Agosto ao Tribunal de Felgueiras, e concretiza aquilo que vinha dizendo desde que foi para o Brasil, para fugir a um mandado de captura das autoridades portuguesas.
Fátima Felgueiras está acusada de 23 crimes, seis dos quais de corrupção passiva para acto ilícito e quatro de abuso de poderes.
O caso, conhecido como o "saco azul de Felgueiras", envolve 14 outros arguidos, estando julgamento marcado para dia 11 de Outubro em Felgueiras.
A autarca sempre se disse "inocente", garantindo que o conseguirá "provar em julgamento" e "nunca geriu qualquer saco azul ilegal, em benefício próprio, do PS ou do Município".

A ex-autarca Fátima Felgueiras, invocou a imunidade dos candidatos autárquicos para evitar a prisão preventiva, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária.
A mesma fonte disse que a ex-presidente da Câmara de Felgueiras pediu à Polícia Judiciária do Porto, em cujas instalações se encontra detida, para transmitir o seu pedido de imunidade ao Tribunal Judicial de Felgueiras. Felgueiras ficará nas instalações da PJ do Porto a aguardar a decisão do Tribunal.
O pedido de imunidade significa que Fátima Felgueiras decidiu levar por diante a sua candidatura como independente à Câmara de Felgueiras, anteriormente formalizada por um grupo de apoiantes.
Além dos telejornais terem de que falar à hora do almoço, mostrando uma vez mais, o lixo de informação a que nos habituaram, a senhora arrisca-se sériamente, a ser reeleita presidente da Câmara de Felgueiras.
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