A FÁBRICA

Setembro 21 2005

“Como um pássaro no fio, como um bêbado numa cantoria nocturna, eu vou buscando a minha maneira de ser livre”, definiu-se na sua mais emblemática canção, “Bird on the wire”.
Faz hoje setenta e um anos, um dos melhores poetas e músicos do nosso tempo.
Nascido numa família tradicional judaica, em 21 de Setembro de 1934, Leonard Cohen escreveu os primeiros poemas aos 15 anos, dando início a uma busca pessoal que o levou também à boémia, à música, às drogas e a insolúveis conflitos em todos os caminhos que tem percorrido, incluindo o religioso. Enquanto frequentava a universidade, Cohen começou a escrever poesia e passou a fazer parte de uma cena literária local tão underground que era apelidada de «subversiva». A sua primeira colectânea de poesia, Let Us Compare Mythologies, foi editada em 1956, quando Cohen ainda estava a estudar. Mas foi o segundo livro de poemas, The Spice Box of Earth, de 1961, que lhe deu o reconhecimento internacional. As suas origens, além do hábito de se vestir bem, afastaram dele os poetas da geração beat. Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William Burroughs consideravam-no “muito classe média para nós”.
Depois da licenciatura, Leonard Cohen partiu para uma viagem pela Europa e acabou por se fixar na ilha grega de Hidra, onde viveu durante sete anos. Na Grécia, escreveu mais dois livros de poesia, Flowers For Hitler (1964) e Parasites of Heaven (1966) e dois romances, O Jogo Preferido (1963) e Belos Vencidos (1966).
Depois da passagem pela Grécia, Cohen decidiu regressar ao continente americano e iniciar uma carreira musical. Em 1967, apareceu no Festival Folk de Newport, onde chamou a atenção de John Hammond, o responsável pela edição de nomes como Billie Holiday, Bob Dylan. Finalmente, em 1967, aos 33 anos, lançou Songs of Leonard Cohen, que já trazia alguns temas muito conhecidos, como Sisters of Mercy e So long Marianne, além de Suzanne. Este disco apresentava as principais características da sua obra musical, feita de melodias suaves, aparentemente monótonas, quase declamativas, porém dotadas de uma beleza que dispensa teorizações. Em 1968, Cohen editou mais um livro de poesia, Selected Poems: 1956-1968, e, no ano seguinte, o seu segundo álbum de originais, Songs From a Room.
Os anos que se seguiram foram prolíferos, tanto em termos de poesia como de música. Songs of Love and Hate (1971), Live Songs (1972), New Skin For the Old Ceremony (1973), Best of Leonard Cohen (1975), Death of a Lady´s Man (1977), Recent Songs (1979), Various Positions (1985), I´m Your Man (1988), The Future (1992), Cohen Live (1994), Field Commander Cohen - Tour of 1979 (2001), Ten New Songs (2001) e The Essential Leonard Cohen (2002) foram os álbuns editados por Cohen e The Energy of Slaves (1972), Death of a Lady´s Man (1978), The Book of Mercy (1984), Stranger Music (1993), os livros de poemas.
Pouco tempo depois da digressão do álbum The Future, Cohen começou a passar cada vez mais tempo num retiro zen no topo do monte Baldy, no sul da Califórnia. Passava a maior parte do tempo a meditar, a exercitar os koans e a cozinhar para o seu mestre, Sasaki Roshi.
Em 1999, depois de quase cinco anos no monte Baldy, período em que Cohen foi ordenado monge zen e baptizado com o nome dharma de Jikan (O Silencioso), o compositor desceu a montanha com centenas de novos poemas e letras de canções. Começou imediatamente a trabalhar as canções e daí nasceu o álbum Ten New Songs.
Voltou aos registos discográficos em 2004, com mais um disco intimista intitulado Dear Heather.

Parabéns Mister Cohen!
publicado por armando ésse às 12:56
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Setembro 21 2005

“Como um pássaro no fio, como um bêbado numa cantoria nocturna, eu vou buscando a minha maneira de ser livre”, definiu-se na sua mais emblemática canção, “Bird on the wire”.
Faz hoje setenta e um anos, um dos melhores poetas e músicos do nosso tempo.
Nascido numa família tradicional judaica, em 21 de Setembro de 1934, Leonard Cohen escreveu os primeiros poemas aos 15 anos, dando início a uma busca pessoal que o levou também à boémia, à música, às drogas e a insolúveis conflitos em todos os caminhos que tem percorrido, incluindo o religioso. Enquanto frequentava a universidade, Cohen começou a escrever poesia e passou a fazer parte de uma cena literária local tão underground que era apelidada de «subversiva». A sua primeira colectânea de poesia, Let Us Compare Mythologies, foi editada em 1956, quando Cohen ainda estava a estudar. Mas foi o segundo livro de poemas, The Spice Box of Earth, de 1961, que lhe deu o reconhecimento internacional. As suas origens, além do hábito de se vestir bem, afastaram dele os poetas da geração beat. Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William Burroughs consideravam-no “muito classe média para nós”.
Depois da licenciatura, Leonard Cohen partiu para uma viagem pela Europa e acabou por se fixar na ilha grega de Hidra, onde viveu durante sete anos. Na Grécia, escreveu mais dois livros de poesia, Flowers For Hitler (1964) e Parasites of Heaven (1966) e dois romances, O Jogo Preferido (1963) e Belos Vencidos (1966).
Depois da passagem pela Grécia, Cohen decidiu regressar ao continente americano e iniciar uma carreira musical. Em 1967, apareceu no Festival Folk de Newport, onde chamou a atenção de John Hammond, o responsável pela edição de nomes como Billie Holiday, Bob Dylan. Finalmente, em 1967, aos 33 anos, lançou Songs of Leonard Cohen, que já trazia alguns temas muito conhecidos, como Sisters of Mercy e So long Marianne, além de Suzanne. Este disco apresentava as principais características da sua obra musical, feita de melodias suaves, aparentemente monótonas, quase declamativas, porém dotadas de uma beleza que dispensa teorizações. Em 1968, Cohen editou mais um livro de poesia, Selected Poems: 1956-1968, e, no ano seguinte, o seu segundo álbum de originais, Songs From a Room.
Os anos que se seguiram foram prolíferos, tanto em termos de poesia como de música. Songs of Love and Hate (1971), Live Songs (1972), New Skin For the Old Ceremony (1973), Best of Leonard Cohen (1975), Death of a Lady´s Man (1977), Recent Songs (1979), Various Positions (1985), I´m Your Man (1988), The Future (1992), Cohen Live (1994), Field Commander Cohen - Tour of 1979 (2001), Ten New Songs (2001) e The Essential Leonard Cohen (2002) foram os álbuns editados por Cohen e The Energy of Slaves (1972), Death of a Lady´s Man (1978), The Book of Mercy (1984), Stranger Music (1993), os livros de poemas.
Pouco tempo depois da digressão do álbum The Future, Cohen começou a passar cada vez mais tempo num retiro zen no topo do monte Baldy, no sul da Califórnia. Passava a maior parte do tempo a meditar, a exercitar os koans e a cozinhar para o seu mestre, Sasaki Roshi.
Em 1999, depois de quase cinco anos no monte Baldy, período em que Cohen foi ordenado monge zen e baptizado com o nome dharma de Jikan (O Silencioso), o compositor desceu a montanha com centenas de novos poemas e letras de canções. Começou imediatamente a trabalhar as canções e daí nasceu o álbum Ten New Songs.
Voltou aos registos discográficos em 2004, com mais um disco intimista intitulado Dear Heather.

Parabéns Mister Cohen!
publicado por armando ésse às 12:56
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Setembro 21 2005

A ex-presidente da Câmara de Felgueiras Fátima Felgueiras foi detida hoje pelas autoridades policiais portuguesas no aeroporto de Lisboa, onde chegou às 7:00 vinda do Rio de Janeiro, no Brasil, disse à Lusa fonte policial.
A fonte da Polícia Judiciária adiantou que a autarca pediu para ser detida, o que foi cumprido pela PJ, que estava na posse de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal da Relação de Guimarães.
Fátima Felgueiras deverá agora ser conduzida ao Tribunal Judicial de Felgueiras onde será ouvida, provavelmente ainda hoje, pelo delegado do Procurador da República.
Fátima Felgueiras vai entregar ao Tribunal um requerimento solicitando a alteração do regime de prisão preventiva a que foi sujeita em Maio de 2003, data em que se fugiu para o Brasil.
No documento, a ex-autarca argumenta que já não existem as três razões invocadas pela Relação para lhe impor aquela medida: o perigo de perturbação do inquérito, o de continuação da alegada actividade criminosa na Câmara e o de fuga.
No primeiro caso, lembra que o inquérito está terminado pelo que não pode nele intervir, no segundo, assinala que já não governa os destinos da Câmara, dado ter renunciado ao mandato, e, no terceiro, usará o argumento de que regressou voluntariamente do Brasil para "provar" a sua inocência em Tribunal.
Caso o Tribunal não lhe conceda a liberdade, poderá manter a prisão preventiva, ou alterar a medida de coacção, optando pela prisão domiciliária, pelo pagamento de uma caução, ou mesmo pela imposição do sistema de pulseira electrónica.
Ao regressar a Portugal, Fátima Felgueiras cumpre a promessa feita a 03 de Agosto ao Tribunal de Felgueiras, e concretiza aquilo que vinha dizendo desde que foi para o Brasil, para fugir a um mandado de captura das autoridades portuguesas.
Fátima Felgueiras está acusada de 23 crimes, seis dos quais de corrupção passiva para acto ilícito e quatro de abuso de poderes.
O caso, conhecido como o "saco azul de Felgueiras", envolve 14 outros arguidos, estando julgamento marcado para dia 11 de Outubro em Felgueiras.
A autarca sempre se disse "inocente", garantindo que o conseguirá "provar em julgamento" e "nunca geriu qualquer saco azul ilegal, em benefício próprio, do PS ou do Município".

A ex-autarca Fátima Felgueiras, invocou a imunidade dos candidatos autárquicos para evitar a prisão preventiva, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária.
A mesma fonte disse que a ex-presidente da Câmara de Felgueiras pediu à Polícia Judiciária do Porto, em cujas instalações se encontra detida, para transmitir o seu pedido de imunidade ao Tribunal Judicial de Felgueiras. Felgueiras ficará nas instalações da PJ do Porto a aguardar a decisão do Tribunal.
O pedido de imunidade significa que Fátima Felgueiras decidiu levar por diante a sua candidatura como independente à Câmara de Felgueiras, anteriormente formalizada por um grupo de apoiantes.
Além dos telejornais terem de que falar à hora do almoço, mostrando uma vez mais, o lixo de informação a que nos habituaram, a senhora arrisca-se sériamente, a ser reeleita presidente da Câmara de Felgueiras.
publicado por armando ésse às 09:29

Setembro 21 2005

A ex-presidente da Câmara de Felgueiras Fátima Felgueiras foi detida hoje pelas autoridades policiais portuguesas no aeroporto de Lisboa, onde chegou às 7:00 vinda do Rio de Janeiro, no Brasil, disse à Lusa fonte policial.
A fonte da Polícia Judiciária adiantou que a autarca pediu para ser detida, o que foi cumprido pela PJ, que estava na posse de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal da Relação de Guimarães.
Fátima Felgueiras deverá agora ser conduzida ao Tribunal Judicial de Felgueiras onde será ouvida, provavelmente ainda hoje, pelo delegado do Procurador da República.
Fátima Felgueiras vai entregar ao Tribunal um requerimento solicitando a alteração do regime de prisão preventiva a que foi sujeita em Maio de 2003, data em que se fugiu para o Brasil.
No documento, a ex-autarca argumenta que já não existem as três razões invocadas pela Relação para lhe impor aquela medida: o perigo de perturbação do inquérito, o de continuação da alegada actividade criminosa na Câmara e o de fuga.
No primeiro caso, lembra que o inquérito está terminado pelo que não pode nele intervir, no segundo, assinala que já não governa os destinos da Câmara, dado ter renunciado ao mandato, e, no terceiro, usará o argumento de que regressou voluntariamente do Brasil para "provar" a sua inocência em Tribunal.
Caso o Tribunal não lhe conceda a liberdade, poderá manter a prisão preventiva, ou alterar a medida de coacção, optando pela prisão domiciliária, pelo pagamento de uma caução, ou mesmo pela imposição do sistema de pulseira electrónica.
Ao regressar a Portugal, Fátima Felgueiras cumpre a promessa feita a 03 de Agosto ao Tribunal de Felgueiras, e concretiza aquilo que vinha dizendo desde que foi para o Brasil, para fugir a um mandado de captura das autoridades portuguesas.
Fátima Felgueiras está acusada de 23 crimes, seis dos quais de corrupção passiva para acto ilícito e quatro de abuso de poderes.
O caso, conhecido como o "saco azul de Felgueiras", envolve 14 outros arguidos, estando julgamento marcado para dia 11 de Outubro em Felgueiras.
A autarca sempre se disse "inocente", garantindo que o conseguirá "provar em julgamento" e "nunca geriu qualquer saco azul ilegal, em benefício próprio, do PS ou do Município".

A ex-autarca Fátima Felgueiras, invocou a imunidade dos candidatos autárquicos para evitar a prisão preventiva, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária.
A mesma fonte disse que a ex-presidente da Câmara de Felgueiras pediu à Polícia Judiciária do Porto, em cujas instalações se encontra detida, para transmitir o seu pedido de imunidade ao Tribunal Judicial de Felgueiras. Felgueiras ficará nas instalações da PJ do Porto a aguardar a decisão do Tribunal.
O pedido de imunidade significa que Fátima Felgueiras decidiu levar por diante a sua candidatura como independente à Câmara de Felgueiras, anteriormente formalizada por um grupo de apoiantes.
Além dos telejornais terem de que falar à hora do almoço, mostrando uma vez mais, o lixo de informação a que nos habituaram, a senhora arrisca-se sériamente, a ser reeleita presidente da Câmara de Felgueiras.
publicado por armando ésse às 09:29

Setembro 20 2005

O “caçador de nazis” Simon Wiesenthal, morreu hoje em Viena aos 96 anos.
Fundador do Centro Judaico de Documentação, em Viena, ajudou a capturar cerca de 1.100 criminosos de guerra nazistas, entre eles Adolf Eichmann, o carrasco que planeou o extermínio dos judeus. Wiesenthal recebeu mais de uma centena de prémios e condecorações, entre os quais a “Medalha Presidencial da Liberdade”, maior condecoração civil dos Estados Unidos, oferecida por Bill Clinton, em 2000, e o “World Tolerance Award”, outorgado para premiar o seu compromisso com a justiça, a tolerância e a paz. Também foi homenageado por movimentos de resistência de vários países europeus, recebeu “Medalhas da Liberdade” na Holanda e no Luxemburgo, e a Medalha de Ouro do Congresso americano. Foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra, na França, e seu trabalho em prol dos refugiados foi reconhecido pelas Nações Unidas.
Simon Wiesenthal nasceu em 31 de Dezembro de 1908, em Buczacz, então parte do Império Austro-húngaro, hoje Lvov, na Ucrânia. Recusado pelo Instituto Politécnico da sua cidade natal pelas cotas restritivas a alunos judeus, fez os seus estudos na Universidade de Praga, onde se formou em Arquitectura, em 1932.
Em 1936 casou-se com Cyla Mueller e trabalhou num gabinete de arquitectura em Lvov. Em 1939, a Alemanha e a Rússia assinaram o pacto de não-agressão e concordaram em dividir a Polónia entre si. O exército russo logo entrou em Lvov. O padrasto de Wiesenthal foi detido pelo NKVD (Comissariado do Povo para os Assuntos Internos - polícia soviética) morrendo na prisão. O meio-irmão foi abatido a tiro e o próprio Wiesenthal viu-se obrigado a encerrar o seu gabinete, tornando-se mecânico numa fábrica. Mais tarde conseguiu salvar-se, e à mulher e à mãe, da deportação para a Sibéria subornando o comissário do NKVD. No início de 1942, os nazis decidiram pôr em prática a “Solução Final” para o “Problema judeu “ - Aniquilação.
Em Agosto de 1942, a mãe de Wiesenthal foi enviada para o campo de morte de Belzec. Em Setembro, a maior parte da família da mulher estava morta. No total, sucumbiram 89 elementos de ambas as famílias.
Conseguiu fugir em 1943, mas foi recapturado no ano seguinte e enviado novamente para o campo de Janovska. Com o avanço do Exército Vermelho, as SS decidiram manter vivos os 34 mil prisioneiros que ainda restavam dos 149 mil que havia inicialmente no campo. Durante a marcha de retirada rumo ao Ocidente, que passou pelo campo de Buchenwald e terminou em Mauthausen, pouquíssimos prisioneiros sobreviveram.
Quando, em 5 de Maio 1945, o campo de Mauthausen foi libertado pelos americanos, Simon pesava menos de 50 quilos. Assim que recuperou as suas forças, começou a reunir provas das atrocidades cometidas pelos nazistas para a secção dos crimes de guerra do exército americano. Além desse trabalho, dirigia o Comité Judaico da Áustria, uma organização assistencial beneficente.
No final de 1945, Simon e Cyla reencontraram-se e uniram-se novamente, após anos acreditando que o outro morrera. Um ano depois, nasceu sua filha Pauline. Simon Wisenthal criou em 1947 o centro de informação e documentação sobre criminosos nazis, ponto de partida para a procura de nazis.
Após anos de perseguição obstinada na Argentina, localizou Eichmann, que os serviços secretos israelitas raptaram em Buenos Aires em 1960. Levado perante a justiça em Israel, em 1961, o dirigente nazi foi condenado à morte e executado pelo Estado hebraico a 31 de Maio de 1962. Em 1967, Simon Wiesenthal desferiu mais um golpe de mestre com a detenção do comandante do campo de concentração de Treblinka, Franz Stangl. “Para que Auschwitz não se interponha sempre entre os judeus e os alemães é preciso que os criminosos de guerra sejam condenados”, defendia Wiesenthal. Ao retirar-se, em 2003, observou: “Os criminosos que procurei, encontrei-os. Sobrevivi a todos eles”.
publicado por armando ésse às 17:40
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Setembro 20 2005

O “caçador de nazis” Simon Wiesenthal, morreu hoje em Viena aos 96 anos.
Fundador do Centro Judaico de Documentação, em Viena, ajudou a capturar cerca de 1.100 criminosos de guerra nazistas, entre eles Adolf Eichmann, o carrasco que planeou o extermínio dos judeus. Wiesenthal recebeu mais de uma centena de prémios e condecorações, entre os quais a “Medalha Presidencial da Liberdade”, maior condecoração civil dos Estados Unidos, oferecida por Bill Clinton, em 2000, e o “World Tolerance Award”, outorgado para premiar o seu compromisso com a justiça, a tolerância e a paz. Também foi homenageado por movimentos de resistência de vários países europeus, recebeu “Medalhas da Liberdade” na Holanda e no Luxemburgo, e a Medalha de Ouro do Congresso americano. Foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra, na França, e seu trabalho em prol dos refugiados foi reconhecido pelas Nações Unidas.
Simon Wiesenthal nasceu em 31 de Dezembro de 1908, em Buczacz, então parte do Império Austro-húngaro, hoje Lvov, na Ucrânia. Recusado pelo Instituto Politécnico da sua cidade natal pelas cotas restritivas a alunos judeus, fez os seus estudos na Universidade de Praga, onde se formou em Arquitectura, em 1932.
Em 1936 casou-se com Cyla Mueller e trabalhou num gabinete de arquitectura em Lvov. Em 1939, a Alemanha e a Rússia assinaram o pacto de não-agressão e concordaram em dividir a Polónia entre si. O exército russo logo entrou em Lvov. O padrasto de Wiesenthal foi detido pelo NKVD (Comissariado do Povo para os Assuntos Internos - polícia soviética) morrendo na prisão. O meio-irmão foi abatido a tiro e o próprio Wiesenthal viu-se obrigado a encerrar o seu gabinete, tornando-se mecânico numa fábrica. Mais tarde conseguiu salvar-se, e à mulher e à mãe, da deportação para a Sibéria subornando o comissário do NKVD. No início de 1942, os nazis decidiram pôr em prática a “Solução Final” para o “Problema judeu “ - Aniquilação.
Em Agosto de 1942, a mãe de Wiesenthal foi enviada para o campo de morte de Belzec. Em Setembro, a maior parte da família da mulher estava morta. No total, sucumbiram 89 elementos de ambas as famílias.
Conseguiu fugir em 1943, mas foi recapturado no ano seguinte e enviado novamente para o campo de Janovska. Com o avanço do Exército Vermelho, as SS decidiram manter vivos os 34 mil prisioneiros que ainda restavam dos 149 mil que havia inicialmente no campo. Durante a marcha de retirada rumo ao Ocidente, que passou pelo campo de Buchenwald e terminou em Mauthausen, pouquíssimos prisioneiros sobreviveram.
Quando, em 5 de Maio 1945, o campo de Mauthausen foi libertado pelos americanos, Simon pesava menos de 50 quilos. Assim que recuperou as suas forças, começou a reunir provas das atrocidades cometidas pelos nazistas para a secção dos crimes de guerra do exército americano. Além desse trabalho, dirigia o Comité Judaico da Áustria, uma organização assistencial beneficente.
No final de 1945, Simon e Cyla reencontraram-se e uniram-se novamente, após anos acreditando que o outro morrera. Um ano depois, nasceu sua filha Pauline. Simon Wisenthal criou em 1947 o centro de informação e documentação sobre criminosos nazis, ponto de partida para a procura de nazis.
Após anos de perseguição obstinada na Argentina, localizou Eichmann, que os serviços secretos israelitas raptaram em Buenos Aires em 1960. Levado perante a justiça em Israel, em 1961, o dirigente nazi foi condenado à morte e executado pelo Estado hebraico a 31 de Maio de 1962. Em 1967, Simon Wiesenthal desferiu mais um golpe de mestre com a detenção do comandante do campo de concentração de Treblinka, Franz Stangl. “Para que Auschwitz não se interponha sempre entre os judeus e os alemães é preciso que os criminosos de guerra sejam condenados”, defendia Wiesenthal. Ao retirar-se, em 2003, observou: “Os criminosos que procurei, encontrei-os. Sobrevivi a todos eles”.
publicado por armando ésse às 17:40
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Setembro 16 2005

Maria Anna Sofia Cecilia Kalogeropoulos, filha de emigrantes gregos, nasceu em Nova Iorque, no dia 2 de Dezembro de 1923. Depois do divórcio dos pais, em 1937, foi viver para a Grécia, onde começou a estudar canto, no Conservatório de Atenas. Aos 16 anos, substituiu uma outra cantora em Tosca, na Ópera de Atenas. Em 1945 regressou a Nova Iorque, na esperança de iniciar uma carreira internacional, mas foi em Verona, Itália, ao interpretar «La Gioconda», que deu o primeiro grande passo para se tornar na mais célebre soprano de todos os tempos. A partir daí, as interpretações em óperas dos maiores compositores tornaram conhecidas as suas extraordinárias capacidades vocais e de expressão dramática. Embora a sua técnica não fosse considerada perfeita, Maria Calas contribuiu para a popularidade dos papéis clássicos da coloratura através da expressividade que lhes conseguia imprimir e do seu carisma. Em Verona conheceu o empresário Giovanni Battista Meneghini, com quem viria a casar. A sua carreira prosseguiu então, acumulando sucessos, tornando-se a cantora de ópera mais célebre e procurada do seu tempo.
Em 1957, Maria Callas conheceu o milionário grego Onassis, por quem deixou o marido em 1959, tornando pública a sua relação amorosa com o armador grego, um dos homens mais ricos do mundo, que insistia para que ela deixasse os palcos .Aristóteles Onassis viria depois a separar-se dela, casando com Jacqueline Kennedy em 1968. Desde inícios dos anos 60, a voz de Callas começara a acusar algum desgaste, chegando mesmo os médicos a proibi-la de cantar. A sua última grande interpretação em palco foi na ópera «Tosca», no teatro de Covent Garden, em Londres, em 1965. Após um longo período em que se afastou dos palcos, Maria Callas voltou aos palcos em 1973 em companhia de Di Stefano numa digressão mundial que se inicia na Alemanha e termina no Japão. Mas, Callas não recupera a paixão e a vontade de viver. Em 1974, apresentou-se pela última vez em público e recolhe-se no seu apartamento de Paris.A 16 de Setembro de 1977, pouco antes de completar 54 anos, “La Diva” acordou de manhã e sucumbiu duas horas depois, vítima de um ataque cardíaco. Encontrava-se sozinha, no seu apartamento em Paris.
publicado por armando ésse às 09:06
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Setembro 16 2005

Maria Anna Sofia Cecilia Kalogeropoulos, filha de emigrantes gregos, nasceu em Nova Iorque, no dia 2 de Dezembro de 1923. Depois do divórcio dos pais, em 1937, foi viver para a Grécia, onde começou a estudar canto, no Conservatório de Atenas. Aos 16 anos, substituiu uma outra cantora em Tosca, na Ópera de Atenas. Em 1945 regressou a Nova Iorque, na esperança de iniciar uma carreira internacional, mas foi em Verona, Itália, ao interpretar «La Gioconda», que deu o primeiro grande passo para se tornar na mais célebre soprano de todos os tempos. A partir daí, as interpretações em óperas dos maiores compositores tornaram conhecidas as suas extraordinárias capacidades vocais e de expressão dramática. Embora a sua técnica não fosse considerada perfeita, Maria Calas contribuiu para a popularidade dos papéis clássicos da coloratura através da expressividade que lhes conseguia imprimir e do seu carisma. Em Verona conheceu o empresário Giovanni Battista Meneghini, com quem viria a casar. A sua carreira prosseguiu então, acumulando sucessos, tornando-se a cantora de ópera mais célebre e procurada do seu tempo.
Em 1957, Maria Callas conheceu o milionário grego Onassis, por quem deixou o marido em 1959, tornando pública a sua relação amorosa com o armador grego, um dos homens mais ricos do mundo, que insistia para que ela deixasse os palcos .Aristóteles Onassis viria depois a separar-se dela, casando com Jacqueline Kennedy em 1968. Desde inícios dos anos 60, a voz de Callas começara a acusar algum desgaste, chegando mesmo os médicos a proibi-la de cantar. A sua última grande interpretação em palco foi na ópera «Tosca», no teatro de Covent Garden, em Londres, em 1965. Após um longo período em que se afastou dos palcos, Maria Callas voltou aos palcos em 1973 em companhia de Di Stefano numa digressão mundial que se inicia na Alemanha e termina no Japão. Mas, Callas não recupera a paixão e a vontade de viver. Em 1974, apresentou-se pela última vez em público e recolhe-se no seu apartamento de Paris.A 16 de Setembro de 1977, pouco antes de completar 54 anos, “La Diva” acordou de manhã e sucumbiu duas horas depois, vítima de um ataque cardíaco. Encontrava-se sozinha, no seu apartamento em Paris.
publicado por armando ésse às 09:06
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Setembro 16 2005

Em Nenhum País do Mundo As Mulheres Têm as Mesmas Oportunidades que os Homens
Não existe, actualmente, um único país do mundo onde as mulheres gozem das mesmas oportunidades que os homens. Apesar do progresso em algumas áreas nos últimos anos, as mulheres estão ainda em desvantagem na vida económica e política, de acordo com o último relatório anual da Social Watch.
O Social Watch é uma rede internacional de 400 organizações não governamentais de mais de 50 países – entre as quais a Oikos em Portugal – dedicada a monitorizar o cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais para a erradicação da pobreza, que tem a equidade de género como uma das suas dimensões fundamentais.
A exclusão das mulheres é muito visível na arena política. Apesar de representarem mais de metade da população mundial, somente 15 por cento das mulheres têm assento nos parlamentos no mundo.
De acordo com os estudos internacionais, para que as mulheres possam exercer uma influência real sobre os processos políticos é necessário que ocupem pelo menos 30 por cento dos cargos políticos. No entanto, apenas alguns países, na sua maioria na Europa do Norte, superam esta taxa: Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca.
Em Portugal, e após as eleições de 2005, as mulheres representam apenas 17,8% entre os deputados da Assembleia da República e há apenas duas mulheres entre os 16 ministros do actual Governo.
De facto, a presença de mulheres nos centros de poder de decisão política é o único indicador de equidade de género que não varia segundo a pobreza do país. Em alguns dos países mais ricos do mundo como a França ou o Japão, as mulheres ocupam apenas entre 10 e 12 por cento dos assentos parlamentares, que é menor do que a taxa de 13 por cento alcançada pela África subsariana, a região mais pobre do mundo.
De um modo geral, os decisores políticos nacionais continuam a ser homens, e isto acaba por se reflectir no tratamento dos temas que preocupam as mulheres: 47 países membros da ONU continuam sem assinar ou ratificar a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, adoptada em 1979, e outros 43 fizeram-no com reservas, diz o relatório.
Quanto à participação económica, a nível mundial as mulheres enfrentam diferentes níveis de discriminação laboral. Elas têm um acesso limitado ao mercado do trabalho, e o salário médio que recebem é menor do que o dos homens. As maiores iniquidades nestes dois aspectos encontram-se nos países do Médio Oriente, no Norte de África e alguns na América Latina como o Chile, México e Peru.
Contrariamente ao que muitos podem assumir, os países não necessitam de altos níveis de rendimento para conceder oportunidades iguais para homens e mulheres. Existem algumas nações com problemas sérios de pobreza e que têm feito um progresso assinalável no alcance de uma maior equidade de género, revela o relatório Social Watch.

Fonte Oikos.
publicado por armando ésse às 07:44

Setembro 16 2005

Em Nenhum País do Mundo As Mulheres Têm as Mesmas Oportunidades que os Homens
Não existe, actualmente, um único país do mundo onde as mulheres gozem das mesmas oportunidades que os homens. Apesar do progresso em algumas áreas nos últimos anos, as mulheres estão ainda em desvantagem na vida económica e política, de acordo com o último relatório anual da Social Watch.
O Social Watch é uma rede internacional de 400 organizações não governamentais de mais de 50 países – entre as quais a Oikos em Portugal – dedicada a monitorizar o cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais para a erradicação da pobreza, que tem a equidade de género como uma das suas dimensões fundamentais.
A exclusão das mulheres é muito visível na arena política. Apesar de representarem mais de metade da população mundial, somente 15 por cento das mulheres têm assento nos parlamentos no mundo.
De acordo com os estudos internacionais, para que as mulheres possam exercer uma influência real sobre os processos políticos é necessário que ocupem pelo menos 30 por cento dos cargos políticos. No entanto, apenas alguns países, na sua maioria na Europa do Norte, superam esta taxa: Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca.
Em Portugal, e após as eleições de 2005, as mulheres representam apenas 17,8% entre os deputados da Assembleia da República e há apenas duas mulheres entre os 16 ministros do actual Governo.
De facto, a presença de mulheres nos centros de poder de decisão política é o único indicador de equidade de género que não varia segundo a pobreza do país. Em alguns dos países mais ricos do mundo como a França ou o Japão, as mulheres ocupam apenas entre 10 e 12 por cento dos assentos parlamentares, que é menor do que a taxa de 13 por cento alcançada pela África subsariana, a região mais pobre do mundo.
De um modo geral, os decisores políticos nacionais continuam a ser homens, e isto acaba por se reflectir no tratamento dos temas que preocupam as mulheres: 47 países membros da ONU continuam sem assinar ou ratificar a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, adoptada em 1979, e outros 43 fizeram-no com reservas, diz o relatório.
Quanto à participação económica, a nível mundial as mulheres enfrentam diferentes níveis de discriminação laboral. Elas têm um acesso limitado ao mercado do trabalho, e o salário médio que recebem é menor do que o dos homens. As maiores iniquidades nestes dois aspectos encontram-se nos países do Médio Oriente, no Norte de África e alguns na América Latina como o Chile, México e Peru.
Contrariamente ao que muitos podem assumir, os países não necessitam de altos níveis de rendimento para conceder oportunidades iguais para homens e mulheres. Existem algumas nações com problemas sérios de pobreza e que têm feito um progresso assinalável no alcance de uma maior equidade de género, revela o relatório Social Watch.

Fonte Oikos.
publicado por armando ésse às 07:44

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