A FÁBRICA

Setembro 05 2005
No dia 5 de Setembro de 1972, o mundo acordou atordoado. Os brilhantes recordes e as sete medalhas de ouro do nadador americano Mark Spitz foram ofuscados pela terrível acção terrorista, de uma organização palestiniana contra a delegação israelita, deixando atónita grande parte da população mundial.
Eram 4h30 da manhã de 5 de Setembro, durante a última semana dos Jogos, quando cinco terroristas usando roupas desportivas escalaram a grade que cercava a vila olímpica. Já dentro da vila onde os atletas estavam alojados, encontraram-se com mais três que já haviam entrado com credenciais. No espaço de 24 horas, 11 israelitas, 5 terroristas e um polícia alemão morreriam, manchando de sangue a até então tranquila Olimpíada alemã e a para sempre a memória dos Jogos Olímpicos. Pouco antes das 5h da manhã, os terroristas já estavam no sector da delegação israelita, que havia formado um grande esquema de segurança para os jogos. Mesmo com as intensas medidas de segurança, o grupo armado não encontrou dificuldade para realizar a acção. Assim que chegaram ao andar da delegação, bateram na porta do quarto do técnico Israelita Moshe Weinberg que imediatamente a abriu, percebeu que havia algo de errado e começou a gritar. Weinberg e o halterofilista Joseph Romano tentaram segurar a porta enquanto outros atletas escapavam, mas ambos foram mortos. Logo depois, os terroristas cercaram nove israelitas e fizeram-nos reféns. Às 9h30, os terroristas anunciaram que eram palestinianos pertencentes ao desconhecido grupo “Setembro Negro”. Em troca dos reféns, exigiam a libertação de 234 prisioneiros árabes em prisões israelitas e de dois terroristas alemães que estavam detidos em Frankfurt. Também exigiram um avião para deixarem o país.
O governo israelita não quis negociar com os terroristas. Assim, quem deveria zelar pela vida dos reféns eram os alemães, que organizavam os jogos. Foram horas de negociações e de uma tensão que envolveu até os demais participantes daquelas Olimpíadas. Alguns atletas judeus, como o norte-americano Mark Spitz, maior recordista da história da natação até aquele momento, resolveram antecipar a volta para casa. As delegações inteiras da Noruega e da Holanda também se retiraram. Para tentar salvar a vida dos reféns, a polícia de Munique resolveu simular uma concessão. Foi combinado que os terroristas iriam de helicóptero até a base aérea da NATO em Firstenfeldbruck e depois embarcavam num avião para o Cairo, onde supostamente seriam recebidos sem nenhuma punição. Atiradores de elite do exército alemão foram posicionados na base com ordens de matar todos os terroristas mesmo antes de entregar os reféns.
Os terroristas pousaram na base às 22h30. Era o início da tragédia: os palestinianos perceberam a emboscada e lançaram uma granada para o helicóptero onde estavam os nove reféns. Todos foram mortos, dando início a um terrível tiroteio, em que cinco terroristas, um dos cinco atiradores alemães e o piloto de um dos helicópteros morreram. Três palestinianos foram capturados e levados para uma prisão alemã. Tudo levaria a crer que ali se encerrariam os Jogos Olímpicos de Munique, mas o Comité Olímpico Internacional (COI) resistiu e manteve o andamento dos jogos, realizando uma cerimónia dedicada à memória dos atletas. As Olimpíadas desenrolaram-se até ao fim. Mas nada conseguiu apagar aquele acontecimento, o mais trágico nos 108 anos de história dos Jogos Olímpicos na era moderna. Na época, os orgãos de informação internacionais,l responsabilizaram de certa forma as autoridades alemãs, que não tiveram calma para negociar com o grupo e optaram por tentar matá-los mesmo sem ter garantias de vida para os atletas israelitas. A polícia de Munique disse que não teve outra alternativa, pois o governo israelita negou-se a atender as exigências dos terroristas. Mais de 20 anos depois, o único terrorista ainda vivo culpou a então primeira-ministra de Israel, Golda Meir, e os serviços secretos israelitas, Mossad, alegando, que foi a intransigência do governo de Israel em negociar que levou às mortes.
Quem eram os terroristas de Munique?
O grupo que perpretou o ataque dizia ser pertencente ao "Setembro Negro". Uma organização dissidente da OLP de Arafat supostamente criada após um conflito em Setembro de 1971 entre soldados jordanos e palestinianos em Aman e em outras cidades da Jordânia.A Mossad e outras organizações israelitas afirmam que foi o líder da OLP, Yasser Arafat, quem forjou o grupo para poder lançar ataques terroristas sem sujar o nome da Organização.O envolvimento de Arafat no massacre de Munique continua indefenido.O único terrorista de Munique sobrevivente, Abu Daoud, disse na autobiografia "Memórias de um Terrorista Palestiniano", lançada em 1999, que Yasser Arafat ordenou o ataque à vila olímpica de Munique e escreveu ainda que o grupo não tinha intenção de matar os israelitas. Além disso, Daoud disse que o ataque foi perpetrado pela Fatah, de Arafat e que o nome "Setembro Negro" foi usado para proteger a imagem internacional da Fatah e os interesses políticos da OLP. "Não havia a organização Setembro Negro.A Fatah anunciou a operação sob esse nome para o grupo não aparecer como responsável directo da operação", disse.Daoud, recebeu o Prémio Palestiniano da Cultura em 1999 pela sua obra.Arafat negou sempre, veementemente, o seu envolvimento no ataque e disse que tais acusações faziam parte da estratégia israelita de desmoralizá-lo.O facto é que até hoje não há nenhuma evidência a mais do seu envolvimento no ataque.Com a morte de Arafat, no ano passado, o mistério será eterno.
publicado por armando ésse às 07:56

Setembro 05 2005
No dia 5 de Setembro de 1972, o mundo acordou atordoado. Os brilhantes recordes e as sete medalhas de ouro do nadador americano Mark Spitz foram ofuscados pela terrível acção terrorista, de uma organização palestiniana contra a delegação israelita, deixando atónita grande parte da população mundial.
Eram 4h30 da manhã de 5 de Setembro, durante a última semana dos Jogos, quando cinco terroristas usando roupas desportivas escalaram a grade que cercava a vila olímpica. Já dentro da vila onde os atletas estavam alojados, encontraram-se com mais três que já haviam entrado com credenciais. No espaço de 24 horas, 11 israelitas, 5 terroristas e um polícia alemão morreriam, manchando de sangue a até então tranquila Olimpíada alemã e a para sempre a memória dos Jogos Olímpicos. Pouco antes das 5h da manhã, os terroristas já estavam no sector da delegação israelita, que havia formado um grande esquema de segurança para os jogos. Mesmo com as intensas medidas de segurança, o grupo armado não encontrou dificuldade para realizar a acção. Assim que chegaram ao andar da delegação, bateram na porta do quarto do técnico Israelita Moshe Weinberg que imediatamente a abriu, percebeu que havia algo de errado e começou a gritar. Weinberg e o halterofilista Joseph Romano tentaram segurar a porta enquanto outros atletas escapavam, mas ambos foram mortos. Logo depois, os terroristas cercaram nove israelitas e fizeram-nos reféns. Às 9h30, os terroristas anunciaram que eram palestinianos pertencentes ao desconhecido grupo “Setembro Negro”. Em troca dos reféns, exigiam a libertação de 234 prisioneiros árabes em prisões israelitas e de dois terroristas alemães que estavam detidos em Frankfurt. Também exigiram um avião para deixarem o país.
O governo israelita não quis negociar com os terroristas. Assim, quem deveria zelar pela vida dos reféns eram os alemães, que organizavam os jogos. Foram horas de negociações e de uma tensão que envolveu até os demais participantes daquelas Olimpíadas. Alguns atletas judeus, como o norte-americano Mark Spitz, maior recordista da história da natação até aquele momento, resolveram antecipar a volta para casa. As delegações inteiras da Noruega e da Holanda também se retiraram. Para tentar salvar a vida dos reféns, a polícia de Munique resolveu simular uma concessão. Foi combinado que os terroristas iriam de helicóptero até a base aérea da NATO em Firstenfeldbruck e depois embarcavam num avião para o Cairo, onde supostamente seriam recebidos sem nenhuma punição. Atiradores de elite do exército alemão foram posicionados na base com ordens de matar todos os terroristas mesmo antes de entregar os reféns.
Os terroristas pousaram na base às 22h30. Era o início da tragédia: os palestinianos perceberam a emboscada e lançaram uma granada para o helicóptero onde estavam os nove reféns. Todos foram mortos, dando início a um terrível tiroteio, em que cinco terroristas, um dos cinco atiradores alemães e o piloto de um dos helicópteros morreram. Três palestinianos foram capturados e levados para uma prisão alemã. Tudo levaria a crer que ali se encerrariam os Jogos Olímpicos de Munique, mas o Comité Olímpico Internacional (COI) resistiu e manteve o andamento dos jogos, realizando uma cerimónia dedicada à memória dos atletas. As Olimpíadas desenrolaram-se até ao fim. Mas nada conseguiu apagar aquele acontecimento, o mais trágico nos 108 anos de história dos Jogos Olímpicos na era moderna. Na época, os orgãos de informação internacionais,l responsabilizaram de certa forma as autoridades alemãs, que não tiveram calma para negociar com o grupo e optaram por tentar matá-los mesmo sem ter garantias de vida para os atletas israelitas. A polícia de Munique disse que não teve outra alternativa, pois o governo israelita negou-se a atender as exigências dos terroristas. Mais de 20 anos depois, o único terrorista ainda vivo culpou a então primeira-ministra de Israel, Golda Meir, e os serviços secretos israelitas, Mossad, alegando, que foi a intransigência do governo de Israel em negociar que levou às mortes.
Quem eram os terroristas de Munique?
O grupo que perpretou o ataque dizia ser pertencente ao "Setembro Negro". Uma organização dissidente da OLP de Arafat supostamente criada após um conflito em Setembro de 1971 entre soldados jordanos e palestinianos em Aman e em outras cidades da Jordânia.A Mossad e outras organizações israelitas afirmam que foi o líder da OLP, Yasser Arafat, quem forjou o grupo para poder lançar ataques terroristas sem sujar o nome da Organização.O envolvimento de Arafat no massacre de Munique continua indefenido.O único terrorista de Munique sobrevivente, Abu Daoud, disse na autobiografia "Memórias de um Terrorista Palestiniano", lançada em 1999, que Yasser Arafat ordenou o ataque à vila olímpica de Munique e escreveu ainda que o grupo não tinha intenção de matar os israelitas. Além disso, Daoud disse que o ataque foi perpetrado pela Fatah, de Arafat e que o nome "Setembro Negro" foi usado para proteger a imagem internacional da Fatah e os interesses políticos da OLP. "Não havia a organização Setembro Negro.A Fatah anunciou a operação sob esse nome para o grupo não aparecer como responsável directo da operação", disse.Daoud, recebeu o Prémio Palestiniano da Cultura em 1999 pela sua obra.Arafat negou sempre, veementemente, o seu envolvimento no ataque e disse que tais acusações faziam parte da estratégia israelita de desmoralizá-lo.O facto é que até hoje não há nenhuma evidência a mais do seu envolvimento no ataque.Com a morte de Arafat, no ano passado, o mistério será eterno.
publicado por armando ésse às 07:56

Setembro 04 2005

A União Europeia de Futebol (UEFA) comemora hoje 50 anos de competições europeias de clubes.O primeiro jogo da Taça dos Clubes Campeões Europeus (actual UEFA Champions League) foi disputado no dia 4 de Setembro de 1955. O Estádio Nacional, no Jamor, foi o palco escolhido, Sporting e FK Partizan de Belgrado as formações em confronto, o resultado final saldou-se numa igualdade a três golos.
As duas equipas estavam entre os 16 conjuntos que tinham carimbado a presença no campeonato europeu de clubes, concebido por Gabriel Hanot, editor do jornal desportivo francês L’Equipe, e adoptado pela recém-criada UEFA. A prova englobava equipas que não eram, propriamente, as mais cotadas dos seus países, um pouco à semelhança do que acontece actualmente na Liga dos Campeões. Sporting e Partizan estavam, precisamente, entre esse lote de clubes, juntamente com RSC Anderlecht, AGF Århus, Djurgårdens IF, AC Milan, Real Madrid CF, Stade de Reims Champagne e SC Rot-Weiss Essen, os sete campeões entre os 16 competidores. O Sporting, vencedor do campeonato português na época 1953/54 e ainda campeão em título quando decorreu o sorteio da prova, acabaria no terceiro posto em 1955, enquanto o Partizan se quedou, apenas, pelo quinto lugar da Liga jugoslava, na época 1954/55.
De qualquer forma, o primeiro de oito jogos referentes à ronda inaugural da primeira eliminatória, disputado em Lisboa, contou com uma excelente moldura humana, na ordem dos 30,000 espectadores. O Sporting apresentou-se moralizado pela extraordinária linha avançada, composta por , Manuel Vasques, , José Travassos e Albano Pereira, os que restavam do famoso quinteto conhecido pelos “cinco violinos”. Já os visitantes contavam com a presença de Branko Zebec e Milos Milutinovic, ao lado das estrelas do ataque, Stjepan Bobek e Marko Valok
Apesar das más condições atmosféricas, João Martins ofereceu, bem cedo, a liderança do marcador ao Sporting, uma vantagem que Milutinovic se encarregou de anular à beira do intervalo. O mesmo jogador haveria mesmo de colocar o Partizan em vantagem à passagem dos 50 minutos, antes de uma sequência de três golos em 15 minutos. Quim empatou para os leões, Bobek repôs a vantagem dos visitantes, mas Martins restaurou a igualdade, a 12 minutos do final.
Ficha do Jogo:
Sporting 3 - 3 Partizan
Local: Estádio Nacional (Lisboa) - 04/09/55
SPORTING
Carlos Gomes; Manuel Caldeira, João José Galaz, Armando Barros, Manuel Passos, Juca, Hugo Sarmento, Manuel Vasques, João Martins, José António Travassos, Quim
Treinador: Alejandro Scopelli
PARTIZAN
Slavko Stojanovic; Bruno Belin, Cedomir Lazarevic, Ranko Borozan, Branko Zebec, Bozidar Pajevic, Prvoslav Mihajlovic, Milos Milutinovic, Marko Valok, Stjepan Bobek, Anton Herceg
Treinador: Aleksandar Tomasevic
Golos: Martins 14, 78, Quim 65 / Milutinovic 45, 50, Bobek 73
Árbitro: Dean Harzic (França)
O encontro da segunda mão teve lugar a 12 de Outubro, com Milutinovic a apontar quatro golos no triunfo, por 5-2, da formação do Partizan.
William Gaillard, director de comunicação da UEFA, destacou a importância da ocasião: “O que aconteceu em 1955 foi algo extraordinário. Em pleno período da Guerra Fria, o futebol desempenhou, neste caso, um papel unificador. De um lado tínhamos um clube da Jugoslávia de Tito a visitar uma equipa de Portugal, então subjugado ao regime de Salazar. Tratou-se de um feito espectacular. O futebol antecipava, de várias formas, a união da Europa, que viria a acontecer 35 anos depois.
Durante os 50 anos, a UEFA organizou várias competições, como a Taça das Cidades com Feira e a Taça das Taças, ambas já extintas, a Taça dos Campeões Europeus, actualmente Liga dos Campeões, a Taça UEFA e a Supertaça Europeia. A primeira final da Taça dos Campeões Europeus, disputada a 13 de Junho de 1956, em Paris, foi ganha pelo Real Madrid, ao bater o Stade de Reims Champagne, por 4-3. “Quando a UEFA foi fundada, em 1954, teve, na sua origem, a necessidade urgente de criar competições europeias de clubes. Assim sendo, é importante, após o ano do Jubileu da UEFA (em 2004, por ocasião do Euro2004), que reconheçamos devidamente o papel crucial que a UEFA desempenhou no futebol europeu de clubes”, afirmou o porta- voz do organismo William Gaillard.
publicado por armando ésse às 16:02
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Setembro 04 2005

A União Europeia de Futebol (UEFA) comemora hoje 50 anos de competições europeias de clubes.O primeiro jogo da Taça dos Clubes Campeões Europeus (actual UEFA Champions League) foi disputado no dia 4 de Setembro de 1955. O Estádio Nacional, no Jamor, foi o palco escolhido, Sporting e FK Partizan de Belgrado as formações em confronto, o resultado final saldou-se numa igualdade a três golos.
As duas equipas estavam entre os 16 conjuntos que tinham carimbado a presença no campeonato europeu de clubes, concebido por Gabriel Hanot, editor do jornal desportivo francês L’Equipe, e adoptado pela recém-criada UEFA. A prova englobava equipas que não eram, propriamente, as mais cotadas dos seus países, um pouco à semelhança do que acontece actualmente na Liga dos Campeões. Sporting e Partizan estavam, precisamente, entre esse lote de clubes, juntamente com RSC Anderlecht, AGF Århus, Djurgårdens IF, AC Milan, Real Madrid CF, Stade de Reims Champagne e SC Rot-Weiss Essen, os sete campeões entre os 16 competidores. O Sporting, vencedor do campeonato português na época 1953/54 e ainda campeão em título quando decorreu o sorteio da prova, acabaria no terceiro posto em 1955, enquanto o Partizan se quedou, apenas, pelo quinto lugar da Liga jugoslava, na época 1954/55.
De qualquer forma, o primeiro de oito jogos referentes à ronda inaugural da primeira eliminatória, disputado em Lisboa, contou com uma excelente moldura humana, na ordem dos 30,000 espectadores. O Sporting apresentou-se moralizado pela extraordinária linha avançada, composta por , Manuel Vasques, , José Travassos e Albano Pereira, os que restavam do famoso quinteto conhecido pelos “cinco violinos”. Já os visitantes contavam com a presença de Branko Zebec e Milos Milutinovic, ao lado das estrelas do ataque, Stjepan Bobek e Marko Valok
Apesar das más condições atmosféricas, João Martins ofereceu, bem cedo, a liderança do marcador ao Sporting, uma vantagem que Milutinovic se encarregou de anular à beira do intervalo. O mesmo jogador haveria mesmo de colocar o Partizan em vantagem à passagem dos 50 minutos, antes de uma sequência de três golos em 15 minutos. Quim empatou para os leões, Bobek repôs a vantagem dos visitantes, mas Martins restaurou a igualdade, a 12 minutos do final.
Ficha do Jogo:
Sporting 3 - 3 Partizan
Local: Estádio Nacional (Lisboa) - 04/09/55
SPORTING
Carlos Gomes; Manuel Caldeira, João José Galaz, Armando Barros, Manuel Passos, Juca, Hugo Sarmento, Manuel Vasques, João Martins, José António Travassos, Quim
Treinador: Alejandro Scopelli
PARTIZAN
Slavko Stojanovic; Bruno Belin, Cedomir Lazarevic, Ranko Borozan, Branko Zebec, Bozidar Pajevic, Prvoslav Mihajlovic, Milos Milutinovic, Marko Valok, Stjepan Bobek, Anton Herceg
Treinador: Aleksandar Tomasevic
Golos: Martins 14, 78, Quim 65 / Milutinovic 45, 50, Bobek 73
Árbitro: Dean Harzic (França)
O encontro da segunda mão teve lugar a 12 de Outubro, com Milutinovic a apontar quatro golos no triunfo, por 5-2, da formação do Partizan.
William Gaillard, director de comunicação da UEFA, destacou a importância da ocasião: “O que aconteceu em 1955 foi algo extraordinário. Em pleno período da Guerra Fria, o futebol desempenhou, neste caso, um papel unificador. De um lado tínhamos um clube da Jugoslávia de Tito a visitar uma equipa de Portugal, então subjugado ao regime de Salazar. Tratou-se de um feito espectacular. O futebol antecipava, de várias formas, a união da Europa, que viria a acontecer 35 anos depois.
Durante os 50 anos, a UEFA organizou várias competições, como a Taça das Cidades com Feira e a Taça das Taças, ambas já extintas, a Taça dos Campeões Europeus, actualmente Liga dos Campeões, a Taça UEFA e a Supertaça Europeia. A primeira final da Taça dos Campeões Europeus, disputada a 13 de Junho de 1956, em Paris, foi ganha pelo Real Madrid, ao bater o Stade de Reims Champagne, por 4-3. “Quando a UEFA foi fundada, em 1954, teve, na sua origem, a necessidade urgente de criar competições europeias de clubes. Assim sendo, é importante, após o ano do Jubileu da UEFA (em 2004, por ocasião do Euro2004), que reconheçamos devidamente o papel crucial que a UEFA desempenhou no futebol europeu de clubes”, afirmou o porta- voz do organismo William Gaillard.
publicado por armando ésse às 16:02
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Setembro 03 2005
O Greenpeace criticou duramente ontem o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por supostamente subordinar o seu Governo às empresas petrolíferas e ignorar os alertas sobre os efeitos da mudança climática no planeta. Linkgreenpeace.org/mexico.
“A Administração Bush, subordinada à indústria petrolífera, ao negar reconhecer a mudança climática e seus possíveis impactos, fez com que não fossem tomadas medidas preventivas em áreas altamente vulneráveis, como New Orleans”, disse o director do Greenpeace México, Alejandro Calvillo.
Bush negou-se a assinar o Protocolo de Quioto e a reconhecer os impactos da mudança climática. Isto levou-o a recusar-se a tomar medidas para diminuir os impactos provocados por este tipo de evento climático. Hoje as consequências desta política estão aqui”, acrescentou o activista em comunicado.
Paradoxalmente, a indústria petrolífera também é vítima dessa política, pois 95% do petróleo e 98% do gás produzidos na plataforma continental são obtidos na região do Golfo do México, onde além disso há um grande número de refinarias”.
“Hoje tudo isto também está paralisado devido aos impactos do furacão Katrina”, acrescentou Calvillo na nota.
O comunicado citou ainda o relatório de 2001 “Confrontando a Mudança Climática na Região do Golfo”, em que duas organizações alertaram para a vulnerabilidade do litoral sul dos EUA diante desses fenómenos meteorológicos.
Os autores daquele estudo foram a Ecological Society of America (ESA) e a Union of Concerned Scientists (UCS).
Essas organizações advertiram então que o litoral sul dos EUA era vulnerável a um eventual aumento na potência dos furacões devido ao “aquecimento da superfície do mar tropical e extra - tropical”.
O Greenpeace disse que “o Governo de Bush tomou a decisão de reduzir o orçamento destinado à infra-estrutura de protecção de New Orleans, como diques e outro tipo de barreiras”, acrescentou Calvillo.



A organização ambientalista disse que os estados americanos da Louisiana, Mississippi, Texas e Florida são os mais vulneráveis aos furacões.
Trata-se de uma região com população maioritariamente democrata, pobre e negra”, afirmou o comunicado.O Greenpeace lembrou que até o momento o furacão mais devastador na região sul dos EUA foi o Andrew, em 1992, que deixou um prejuízo calculado em US$ 27 mil milhões, mas antecipou que os do Katrina podem chegar a US$ 50 mil milhões.


COMENTÁRIO DE C. INDICO.
Segundo soubemos pelos orgãos de informação comuns, dias antes já se sabia que o furacão ia lá bater.
1-Atrasadamente foi dada a ordem de Evacuação;
2-Uma parte substancial da população, os que tinham viaturas e dinheiro para pagar hotelaria, fujiu;
3-E os outros, a maioria?Parece-me, que seguindo certa corrente de pensamento,não são dignos de qualquer atenção. Não houve qualquer actividade prévia - isto é que assusta!
4-Os lugares de refugio, os hospitiais, os transportes, a segurança publica, nada, nada,nada foi preparado.Ou pior, foi calmamente ignorado. Sómente um ditado luso: tudo ao molhe e fé em Deus.
5-Já vêmos Economistas conceituados a dizerem que o Estado não deve gastar um centimo, porque estes desgraçados não pagam impostos, porque deverão os outros pagar por eles?.Têm razão.já vemos os Cristãos Renascidos -além dos Arrependidos- a dizerem que "a cidade está a pagar os seus pecados, tudo normal",etc.Têm razão.A 1ª medidad práctica foi pedir soldados com treino de Guerra!Têm razão.
6-Nas redondezas as pessoas estão-se a armar, "porque eles vêem sem nada e é normal que nos ataquem!".Têm razão.
7-A censura mediática em força,quando teremos reportagens como do Tsumani????,onde estão as outras zonas desvastadas?
8- Diz a nossa direita blogueira que num país como os EUA os responsáveis de CERTEZA serão responsabilizados!
9-Que indigência intelectual.Pelos menos "ter pena" dos que tudo perderam, pelo menos tão pouco.
10-Bush não vai ser afectado em nada.Se me perguntarem porque digo isto, respondo: Não sei.É uma resposta demasiado longa para caber aqui.Brevemente ninguém falará deste horror.Os amigos do Presidente vão receber muito dinheiro do Estado,dos contribuintes, para a reconstrução.É uma boa oportunidade que não deve escapar.Têm razão.Eles e ele.Tento não ser perverso em pensamento.
C. INDICO
publicado por armando ésse às 09:24

Setembro 03 2005
O Greenpeace criticou duramente ontem o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por supostamente subordinar o seu Governo às empresas petrolíferas e ignorar os alertas sobre os efeitos da mudança climática no planeta. Linkgreenpeace.org/mexico.
“A Administração Bush, subordinada à indústria petrolífera, ao negar reconhecer a mudança climática e seus possíveis impactos, fez com que não fossem tomadas medidas preventivas em áreas altamente vulneráveis, como New Orleans”, disse o director do Greenpeace México, Alejandro Calvillo.
Bush negou-se a assinar o Protocolo de Quioto e a reconhecer os impactos da mudança climática. Isto levou-o a recusar-se a tomar medidas para diminuir os impactos provocados por este tipo de evento climático. Hoje as consequências desta política estão aqui”, acrescentou o activista em comunicado.
Paradoxalmente, a indústria petrolífera também é vítima dessa política, pois 95% do petróleo e 98% do gás produzidos na plataforma continental são obtidos na região do Golfo do México, onde além disso há um grande número de refinarias”.
“Hoje tudo isto também está paralisado devido aos impactos do furacão Katrina”, acrescentou Calvillo na nota.
O comunicado citou ainda o relatório de 2001 “Confrontando a Mudança Climática na Região do Golfo”, em que duas organizações alertaram para a vulnerabilidade do litoral sul dos EUA diante desses fenómenos meteorológicos.
Os autores daquele estudo foram a Ecological Society of America (ESA) e a Union of Concerned Scientists (UCS).
Essas organizações advertiram então que o litoral sul dos EUA era vulnerável a um eventual aumento na potência dos furacões devido ao “aquecimento da superfície do mar tropical e extra - tropical”.
O Greenpeace disse que “o Governo de Bush tomou a decisão de reduzir o orçamento destinado à infra-estrutura de protecção de New Orleans, como diques e outro tipo de barreiras”, acrescentou Calvillo.



A organização ambientalista disse que os estados americanos da Louisiana, Mississippi, Texas e Florida são os mais vulneráveis aos furacões.
Trata-se de uma região com população maioritariamente democrata, pobre e negra”, afirmou o comunicado.O Greenpeace lembrou que até o momento o furacão mais devastador na região sul dos EUA foi o Andrew, em 1992, que deixou um prejuízo calculado em US$ 27 mil milhões, mas antecipou que os do Katrina podem chegar a US$ 50 mil milhões.


COMENTÁRIO DE C. INDICO.
Segundo soubemos pelos orgãos de informação comuns, dias antes já se sabia que o furacão ia lá bater.
1-Atrasadamente foi dada a ordem de Evacuação;
2-Uma parte substancial da população, os que tinham viaturas e dinheiro para pagar hotelaria, fujiu;
3-E os outros, a maioria?Parece-me, que seguindo certa corrente de pensamento,não são dignos de qualquer atenção. Não houve qualquer actividade prévia - isto é que assusta!
4-Os lugares de refugio, os hospitiais, os transportes, a segurança publica, nada, nada,nada foi preparado.Ou pior, foi calmamente ignorado. Sómente um ditado luso: tudo ao molhe e fé em Deus.
5-Já vêmos Economistas conceituados a dizerem que o Estado não deve gastar um centimo, porque estes desgraçados não pagam impostos, porque deverão os outros pagar por eles?.Têm razão.já vemos os Cristãos Renascidos -além dos Arrependidos- a dizerem que "a cidade está a pagar os seus pecados, tudo normal",etc.Têm razão.A 1ª medidad práctica foi pedir soldados com treino de Guerra!Têm razão.
6-Nas redondezas as pessoas estão-se a armar, "porque eles vêem sem nada e é normal que nos ataquem!".Têm razão.
7-A censura mediática em força,quando teremos reportagens como do Tsumani????,onde estão as outras zonas desvastadas?
8- Diz a nossa direita blogueira que num país como os EUA os responsáveis de CERTEZA serão responsabilizados!
9-Que indigência intelectual.Pelos menos "ter pena" dos que tudo perderam, pelo menos tão pouco.
10-Bush não vai ser afectado em nada.Se me perguntarem porque digo isto, respondo: Não sei.É uma resposta demasiado longa para caber aqui.Brevemente ninguém falará deste horror.Os amigos do Presidente vão receber muito dinheiro do Estado,dos contribuintes, para a reconstrução.É uma boa oportunidade que não deve escapar.Têm razão.Eles e ele.Tento não ser perverso em pensamento.
C. INDICO
publicado por armando ésse às 09:24

Setembro 02 2005

A fotomontagem não tem nada a ver com a notícia, de todas as maneiras, se quiser ver os pormenores, clique na fotografia para aumentar.
Homem e chimpanzé partilham 96 por cento do código genético
A primeira comparação do genoma do Homem e do chimpanzé revela que 96 por cento da sequência de ADN dos seres humanos é igual à destes primatas, segundo um estudo hoje publicado na revista Nature.
Investigadores do Instituto Nacional de Saúde e do Instituto Nacional de Investigações sobre o Genoma Humano (NHGRI), nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez sequenciar o genoma do chimpanzé e compararam-no com o do Homem.
Trata-se de da primeira sequenciação do genoma de um primata não humano e a quarta de um mamífero, incluindo o Homem, em 2001.
A equipa constatou que as grandes semelhanças entre os chimpanzés e os seres humanos os tornam dez vezes mais parecidos do que os ratos com as ratazanas e sessenta vezes mais do que os ratos e os próprios humanos.
Para esta investigação, os cientistas utilizaram o ADN (Ácido Desoxirribonucleico) do sangue de um chimpanzé macho de 24 anos, Clint, e descobriram que este primata partilha com o humano 29 por cento das suas proteínas.
Segundo os investigadores os genomas do Homem e do chimpanzé contêm um número idêntico de genes - entre 20 mil e 25 mil em três milhões de pares de bases (letras químicas que formam os genes) de ADN.
Os investigadores concluíram que os pares de bases totalmente diferentes entre as duas espécies representam apenas 1,2 por cento do total dos seus genomas, e que 2,7 por cento das diferenças existentes entre ambos os genomas se deve a processos de duplicação genética.
A restante diferença - até aos quatro por cento - que separa o Homem do chimpanzé é fruto de outros acontecimentos ao longo da evolução.
Lusa

O último antepassado comum às duas espécies viveu há cerca de seis milhões de anos, segundo os cientistas, apesar de a fotografia os desmentir.
publicado por armando ésse às 05:12

Setembro 02 2005

A fotomontagem não tem nada a ver com a notícia, de todas as maneiras, se quiser ver os pormenores, clique na fotografia para aumentar.
Homem e chimpanzé partilham 96 por cento do código genético
A primeira comparação do genoma do Homem e do chimpanzé revela que 96 por cento da sequência de ADN dos seres humanos é igual à destes primatas, segundo um estudo hoje publicado na revista Nature.
Investigadores do Instituto Nacional de Saúde e do Instituto Nacional de Investigações sobre o Genoma Humano (NHGRI), nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez sequenciar o genoma do chimpanzé e compararam-no com o do Homem.
Trata-se de da primeira sequenciação do genoma de um primata não humano e a quarta de um mamífero, incluindo o Homem, em 2001.
A equipa constatou que as grandes semelhanças entre os chimpanzés e os seres humanos os tornam dez vezes mais parecidos do que os ratos com as ratazanas e sessenta vezes mais do que os ratos e os próprios humanos.
Para esta investigação, os cientistas utilizaram o ADN (Ácido Desoxirribonucleico) do sangue de um chimpanzé macho de 24 anos, Clint, e descobriram que este primata partilha com o humano 29 por cento das suas proteínas.
Segundo os investigadores os genomas do Homem e do chimpanzé contêm um número idêntico de genes - entre 20 mil e 25 mil em três milhões de pares de bases (letras químicas que formam os genes) de ADN.
Os investigadores concluíram que os pares de bases totalmente diferentes entre as duas espécies representam apenas 1,2 por cento do total dos seus genomas, e que 2,7 por cento das diferenças existentes entre ambos os genomas se deve a processos de duplicação genética.
A restante diferença - até aos quatro por cento - que separa o Homem do chimpanzé é fruto de outros acontecimentos ao longo da evolução.
Lusa

O último antepassado comum às duas espécies viveu há cerca de seis milhões de anos, segundo os cientistas, apesar de a fotografia os desmentir.
publicado por armando ésse às 05:12

Setembro 01 2005

1 de Setembro de 2004.
Era o primeiro dia de aulas.

Um dia de festa para centenas de crianças.
Pais, filhos e professores confraternizavam, num ambiente alegre.
Tiros inesperados.
Explosões súbitas.
Um comando tchetcheno sequestrou 1.200 pessoas na escola número 1 de Beslan, Ossétia do Norte, a maior parte das quais crianças que assistiam à cerimónia de início do ano escolar.

Cianças aterrorizadas, aos gritos e choros, agarradas aos adultos que nada poderiam fazer, sem água, sem comida, sobre um calor sufocante, vigiadas por terroristas armados e mascarados.
Os que resistiram foram abatidos imediatamente.
O assalto das tropas russas, a 3 de Setembro, é a resposta aos terroristas, deixando um rasto de sangue e de morte, de 331 civis, 186 dos quais crianças, além de 31 terroristas.
Um campo de flores à sua memória.
Para não esquecer.
publicado por armando ésse às 07:59

Setembro 01 2005

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Era o primeiro dia de aulas.

Um dia de festa para centenas de crianças.
Pais, filhos e professores confraternizavam, num ambiente alegre.
Tiros inesperados.
Explosões súbitas.
Um comando tchetcheno sequestrou 1.200 pessoas na escola número 1 de Beslan, Ossétia do Norte, a maior parte das quais crianças que assistiam à cerimónia de início do ano escolar.

Cianças aterrorizadas, aos gritos e choros, agarradas aos adultos que nada poderiam fazer, sem água, sem comida, sobre um calor sufocante, vigiadas por terroristas armados e mascarados.
Os que resistiram foram abatidos imediatamente.
O assalto das tropas russas, a 3 de Setembro, é a resposta aos terroristas, deixando um rasto de sangue e de morte, de 331 civis, 186 dos quais crianças, além de 31 terroristas.
Um campo de flores à sua memória.
Para não esquecer.
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