A FÁBRICA

Dezembro 15 2005
Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, nasceu a 15 de Dezembro de 1944, no seringal Porto Rico, em Xapuri, no estado do Acre, Brasil. Seguindo os ensinamentos do pai, Chico Mendes começou a trabalhar aos nove anos, como seringueiro.
A sua vida como líder sindical inicia-se com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, em 1975, quando é escolhido para ser secretário geral. Em 1976, participa activamente nas lutas dos seringueiros para impedir a desflorestação do estado do Acre, liderando várias manifestações pacíficas que consistiam em abraçar as árvores e impedir o corte, organizando ao mesmo tempo, várias acções em defesa da posse da terra.
Em 1977, é um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, além de ter sido eleito vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) à Câmara Municipal local. Neste mesmo ano, Chico Mendes sofre as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros, ao mesmo tempo que começa a distanciar-se do seu partido, o MDB, que não era solidário com as suas lutas.
Com o aparecimento do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, no inicio dos anos oitenta, Chico Mendes transforma-se num dos seus fundadores e dirigentes no estado do Acre, participando em comícios na região juntamente com Lula da Silva.
Em Outubro de 1985, lidera o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, onde é criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), do qual se torna a principal referência.
Em 1987, Chico Mendes recebe a visita de alguns membros da ONU, em Xapuri, onde puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros causadas por projectos financiados por bancos internacionais. Dois meses depois, Chico Mendes levava estas denúncias ao Senado norte-americano e à reunião de um banco financiador, o Banco Internacional de Desenvolvimento. Trinta dias depois, os financiamentos dos projectos são suspensos e Chico Mendes é acusado por fazendeiros e políticos de prejudicar o progresso do Estado do Acre.
A partir deste momento, as acções e reivindicações de Chico Mendes começaram a ocupar as páginas dos principais jornais brasileiros e internacionais, principalmente com a proposta de "União dos Povos da Floresta", que visava unir os interesses dos índios e seringueiros em defesa da floresta amazónica propondo ainda a criação de "reservas extractivas", que consistem, numa área protegida para conservação e uso sustentável, gerida pelas pessoas que vivem na região, ao mesmo tempo, que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros.
Este reconhecimento internacional, fez com Chico Mendes fosse agraciado com diversos prémios internacionais, com destaque para o Prémio Global 500 da ONU, em Londres e o Diploma de Ecologista do Ano, no Acre, ambos em 1987. Também, foi homenageado em Nova York com a “Medalha Ambiental” da Better World Society da CNN, em Setembro do mesmo ano. Prémios estes que apenas eram atribuídos a ecologistas.
Durante o ano de 1988, Chico Mendes, cada vez mais ameaçado e perseguido, continua a sua luta percorrendo várias regiões do Brasil, participando em seminários, palestras e congressos, com o objectivo de denunciar a acção predatória contra a floresta e as acções violentas dos fazendeiros da região contra os trabalhadores. Por outro lado, Chico Mendes vê concretizado o seu grande sonho: a implantação das primeiras “reservas extractivas” criadas no Estado do Acre.
Os assassinos de Chico Mendes
A partir dai, agravam-se as ameaças de morte, como o próprio Chico Mendes escreveu:
“Eles vão-me matar.
Digo o nome deles: Darly e Alvarino Alves da Silva. Eles já mandaram matar mais de trinta trabalhadores e a Polícia Federal não fez nada.
Se viesse um enviado do céu e me garantisse que
a minha morte iria fortalecer a nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência ensina-nos o contrário.
Então eu quero viver. Reconhecimento público e enterros numerosos não salvarão a Amazónia.
Quero viver”.
Na manhã de 22 de Dezembro de 1988, Chico Mendes foi brutalmente assassinado em frente da sua casa quando saía para comprar leite para o seu filho, que na época, tinha apenas um mês de vida.
publicado por armando ésse às 13:05
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Dezembro 15 2005
Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, nasceu a 15 de Dezembro de 1944, no seringal Porto Rico, em Xapuri, no estado do Acre, Brasil. Seguindo os ensinamentos do pai, Chico Mendes começou a trabalhar aos nove anos, como seringueiro.
A sua vida como líder sindical inicia-se com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, em 1975, quando é escolhido para ser secretário geral. Em 1976, participa activamente nas lutas dos seringueiros para impedir a desflorestação do estado do Acre, liderando várias manifestações pacíficas que consistiam em abraçar as árvores e impedir o corte, organizando ao mesmo tempo, várias acções em defesa da posse da terra.
Em 1977, é um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, além de ter sido eleito vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) à Câmara Municipal local. Neste mesmo ano, Chico Mendes sofre as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros, ao mesmo tempo que começa a distanciar-se do seu partido, o MDB, que não era solidário com as suas lutas.
Com o aparecimento do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, no inicio dos anos oitenta, Chico Mendes transforma-se num dos seus fundadores e dirigentes no estado do Acre, participando em comícios na região juntamente com Lula da Silva.
Em Outubro de 1985, lidera o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, onde é criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), do qual se torna a principal referência.
Em 1987, Chico Mendes recebe a visita de alguns membros da ONU, em Xapuri, onde puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros causadas por projectos financiados por bancos internacionais. Dois meses depois, Chico Mendes levava estas denúncias ao Senado norte-americano e à reunião de um banco financiador, o Banco Internacional de Desenvolvimento. Trinta dias depois, os financiamentos dos projectos são suspensos e Chico Mendes é acusado por fazendeiros e políticos de prejudicar o progresso do Estado do Acre.
A partir deste momento, as acções e reivindicações de Chico Mendes começaram a ocupar as páginas dos principais jornais brasileiros e internacionais, principalmente com a proposta de "União dos Povos da Floresta", que visava unir os interesses dos índios e seringueiros em defesa da floresta amazónica propondo ainda a criação de "reservas extractivas", que consistem, numa área protegida para conservação e uso sustentável, gerida pelas pessoas que vivem na região, ao mesmo tempo, que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros.
Este reconhecimento internacional, fez com Chico Mendes fosse agraciado com diversos prémios internacionais, com destaque para o Prémio Global 500 da ONU, em Londres e o Diploma de Ecologista do Ano, no Acre, ambos em 1987. Também, foi homenageado em Nova York com a “Medalha Ambiental” da Better World Society da CNN, em Setembro do mesmo ano. Prémios estes que apenas eram atribuídos a ecologistas.
Durante o ano de 1988, Chico Mendes, cada vez mais ameaçado e perseguido, continua a sua luta percorrendo várias regiões do Brasil, participando em seminários, palestras e congressos, com o objectivo de denunciar a acção predatória contra a floresta e as acções violentas dos fazendeiros da região contra os trabalhadores. Por outro lado, Chico Mendes vê concretizado o seu grande sonho: a implantação das primeiras “reservas extractivas” criadas no Estado do Acre.
Os assassinos de Chico Mendes
A partir dai, agravam-se as ameaças de morte, como o próprio Chico Mendes escreveu:
“Eles vão-me matar.
Digo o nome deles: Darly e Alvarino Alves da Silva. Eles já mandaram matar mais de trinta trabalhadores e a Polícia Federal não fez nada.
Se viesse um enviado do céu e me garantisse que
a minha morte iria fortalecer a nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência ensina-nos o contrário.
Então eu quero viver. Reconhecimento público e enterros numerosos não salvarão a Amazónia.
Quero viver”.
Na manhã de 22 de Dezembro de 1988, Chico Mendes foi brutalmente assassinado em frente da sua casa quando saía para comprar leite para o seu filho, que na época, tinha apenas um mês de vida.
publicado por armando ésse às 13:05
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Dezembro 14 2005

O presidente do Irão classificou hoje como um "mito" o massacre dos judeus durante o Holocausto e propôs a criação de um Estado israelita na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá ou no Alasca.
"Eles (os ocidentais) inventaram o mito do massacre dos judeus e elevaram-no acima de Deus, das religiões e dos pr
ofetas", afirmou Mahmoud Ahmadinejad, num discurso transmitido em directo pela televisão estatal iraniana.
"A nossa proposta é esta: dêem um pedaço da vossa terra na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá ou no Alasca para que eles (os judeus) criem o seu Estado", afirmou.
"Que a Alemanha e a Áustria dêem duas ou três das suas províncias ao regime sionista e o problema ficará resolvido", declarou Ahmadinejad, que classificou Israel de "tumor".
Lusa.
Estas declarações do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, contra Israel, são totalmente inaceitáveis e devem ser condenadas inequivocamente.

No espaço de um mês é a segunda vez, que Mahmud Ahmadinejad ataca violentamente Israel: primeiro a dizer que Israel deveria ser riscado do mapa e agora a negar o Holocausto.
É altura da comunidade internacional, ponderar muito bem, sobre o programa nuclear do Irão e sobre, o suporte que dá ao regime fundamentalista iraniano.
Que acontecerá a Israel, se o Irão tiver acesso a armas nucleares?
publicado por armando ésse às 10:27

Dezembro 14 2005

O presidente do Irão classificou hoje como um "mito" o massacre dos judeus durante o Holocausto e propôs a criação de um Estado israelita na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá ou no Alasca.
"Eles (os ocidentais) inventaram o mito do massacre dos judeus e elevaram-no acima de Deus, das religiões e dos pr
ofetas", afirmou Mahmoud Ahmadinejad, num discurso transmitido em directo pela televisão estatal iraniana.
"A nossa proposta é esta: dêem um pedaço da vossa terra na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá ou no Alasca para que eles (os judeus) criem o seu Estado", afirmou.
"Que a Alemanha e a Áustria dêem duas ou três das suas províncias ao regime sionista e o problema ficará resolvido", declarou Ahmadinejad, que classificou Israel de "tumor".
Lusa.
Estas declarações do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, contra Israel, são totalmente inaceitáveis e devem ser condenadas inequivocamente.

No espaço de um mês é a segunda vez, que Mahmud Ahmadinejad ataca violentamente Israel: primeiro a dizer que Israel deveria ser riscado do mapa e agora a negar o Holocausto.
É altura da comunidade internacional, ponderar muito bem, sobre o programa nuclear do Irão e sobre, o suporte que dá ao regime fundamentalista iraniano.
Que acontecerá a Israel, se o Irão tiver acesso a armas nucleares?
publicado por armando ésse às 10:27

Dezembro 13 2005
António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, o único português a ser galardoado com o prémio Nobel da Medicina, em 1949, pelo desenvolvimento de uma operação ao cérebro chamada lobotomia morreu há 50 anos, em Lisboa.
António Caetano de Abreu Freire nasceu em Avanca, concelho de Estarreja, a 29 de Novembro de 1874 e em honra do herói português, e suposto antepassado da família, o seu padrinho alterou-lhe o sobrenome Freire para Egas Moniz.

A educação do pequeno Egas Moniz ficou a cargo do tio Caetano Sá Freire, até à entrada na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Após a finalização do curso, em 1899, continuou os seus estudos em Neurologia nas Universidades de Bordeaux e Paris.
De regresso a Portugal tornou-se professor na Universidade de Coimbra e casou com Elvira de Macedo Dias.
Durante alguns anos abraçou a carreira política, primeiro como deputado no parlamento português (1903-1917), posteriormente como ministro das Relações Exteriores da Primeira República (1918) e finalmente como embaixador em Espanha (1918-1919).
De volta à Medicina, dedicou-se à Neurologia na Faculdade de Medicina de Lisboa, para onde tinha sido transferido em 1911. Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias e hematomas no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.
Em 1935, numa conferência internacional de Neurologia, ouviu uma palestra sobre os efeitos da leucotomia frontal (corte cirúrgico das fibras nervosas que ligam o lobo frontal às restantes partes do cérebro) no comportamento de chimpanzés.
Em Novembro de 1935, Egas Moniz e Almeida Lima realizaram a primeira leucotomia e um ano depois são publicados os resultados das 20 primeiras operações. No seu relatório afirmava que nenhum paciente tinha morrido durante a operação, e 14 dos 20 pacientes estavam curados ou tinham melhorado.
O médico português criou assim um interesse mundial sobre o assunto e nos Estados Unidos o neurologista Walter Freeman, influenciado por estes resultados, realizou várias cirurgias por todo o país.
A leucotomia foi, posteriormente, designada de lobotomia por Walter Freeman.
Em 1944, um antigo paciente disparou sobre Egas Moniz, atingindo-lhe uma perna e obrigando-o a ficar numa cadeira de rodas o resto da vida.
As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da época, que admiravam a acuidade das suas análises e observações. Os seus trabalhos sobre Angiografia Cerebral foram premiados em 1945 pela Faculdade de Medicina de Oslo.
Em 1949 recebeu o prémio Nobel de Medicina pelo desenvolvimento da lobotomia, mas por motivos de saúde não se deslocou à Suécia para receber o galardão, tendo a cerimónia decorrido, excepcionalmente, na sua casa de Lisboa, cidade onde morreu a 13 de Dezembro de 1955.
A técnica desenvolvida por Egas Moniz e que deixou de ser praticada pelos médicos há 30 anos tem sido alvo de polémica. Em Julho deste ano, familiares de pacientes que sofreram esta intervenção exigiram que fosse anulado o Prémio Nobel atribuído em 1949 ao seu inventor.
A campanha em prol da revogação do prémio foi lançada por Christine Johnson, uma bibliotecária médica que criou há vários anos um “site” na Internet para criar uma rede de apoio entre familiares de pacientes lobotomizados.
A Carta Nobel não contém nenhuma cláusula que preveja a revogação de um prémio e a fundação ignora habitualmente as críticas.
publicado por armando ésse às 04:07
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Dezembro 13 2005
António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, o único português a ser galardoado com o prémio Nobel da Medicina, em 1949, pelo desenvolvimento de uma operação ao cérebro chamada lobotomia morreu há 50 anos, em Lisboa.
António Caetano de Abreu Freire nasceu em Avanca, concelho de Estarreja, a 29 de Novembro de 1874 e em honra do herói português, e suposto antepassado da família, o seu padrinho alterou-lhe o sobrenome Freire para Egas Moniz.

A educação do pequeno Egas Moniz ficou a cargo do tio Caetano Sá Freire, até à entrada na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Após a finalização do curso, em 1899, continuou os seus estudos em Neurologia nas Universidades de Bordeaux e Paris.
De regresso a Portugal tornou-se professor na Universidade de Coimbra e casou com Elvira de Macedo Dias.
Durante alguns anos abraçou a carreira política, primeiro como deputado no parlamento português (1903-1917), posteriormente como ministro das Relações Exteriores da Primeira República (1918) e finalmente como embaixador em Espanha (1918-1919).
De volta à Medicina, dedicou-se à Neurologia na Faculdade de Medicina de Lisboa, para onde tinha sido transferido em 1911. Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias e hematomas no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.
Em 1935, numa conferência internacional de Neurologia, ouviu uma palestra sobre os efeitos da leucotomia frontal (corte cirúrgico das fibras nervosas que ligam o lobo frontal às restantes partes do cérebro) no comportamento de chimpanzés.
Em Novembro de 1935, Egas Moniz e Almeida Lima realizaram a primeira leucotomia e um ano depois são publicados os resultados das 20 primeiras operações. No seu relatório afirmava que nenhum paciente tinha morrido durante a operação, e 14 dos 20 pacientes estavam curados ou tinham melhorado.
O médico português criou assim um interesse mundial sobre o assunto e nos Estados Unidos o neurologista Walter Freeman, influenciado por estes resultados, realizou várias cirurgias por todo o país.
A leucotomia foi, posteriormente, designada de lobotomia por Walter Freeman.
Em 1944, um antigo paciente disparou sobre Egas Moniz, atingindo-lhe uma perna e obrigando-o a ficar numa cadeira de rodas o resto da vida.
As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da época, que admiravam a acuidade das suas análises e observações. Os seus trabalhos sobre Angiografia Cerebral foram premiados em 1945 pela Faculdade de Medicina de Oslo.
Em 1949 recebeu o prémio Nobel de Medicina pelo desenvolvimento da lobotomia, mas por motivos de saúde não se deslocou à Suécia para receber o galardão, tendo a cerimónia decorrido, excepcionalmente, na sua casa de Lisboa, cidade onde morreu a 13 de Dezembro de 1955.
A técnica desenvolvida por Egas Moniz e que deixou de ser praticada pelos médicos há 30 anos tem sido alvo de polémica. Em Julho deste ano, familiares de pacientes que sofreram esta intervenção exigiram que fosse anulado o Prémio Nobel atribuído em 1949 ao seu inventor.
A campanha em prol da revogação do prémio foi lançada por Christine Johnson, uma bibliotecária médica que criou há vários anos um “site” na Internet para criar uma rede de apoio entre familiares de pacientes lobotomizados.
A Carta Nobel não contém nenhuma cláusula que preveja a revogação de um prémio e a fundação ignora habitualmente as críticas.
publicado por armando ésse às 04:07
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Dezembro 10 2005

Foi no dia 10 de Dezembro de 1948, que a Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida em Paris aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também, neste dia mas em 1984 a Assembleia Geral da ONU, adoptou a Convenção das Nações Unidas, proibindo a tortura. No dia em que estes direitos deixarem de ser violados, a Humanidade dará um salto sem precedentes em toda a nossa História.
Nunca é demais divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 1º.Liberdade e igualdade de todos os seres humanos.
Artigo 2º.Não discriminação.
Artigo 3º.Direito à vida.
Artigo 4º.Poibição de escravatura.
Artigo 5º.Proibição de tortura.
Artigo 6º.Direito à personalidade jurídica.
Artigo 7º.Igualdade perante a lei.
Artigo 8º.Direito a recurso efectivo perante jurisdições nacionais.
Artigo 9º.Proibição de prisão, detenção ou exílio arbitrários.
Artigo 10º.Direito a ser julgado num tribunal independente.
Artigo 11º. nº1:Presunção de inocência até prova em contrário.
nº2:Não retroactividade da lei penal.
Artigo 12º.Direito à vida privada, familiar e protecção de correspondência.
Artigo 13º. nº1:Liberdade de circulação.
nº2:Direito de sair e entrar em qualquer país.
Artigo 14º.Direito de requerer e receber asilo.
Artigo 15º.Direito à nacionalidade.
Artigo 16º.Direito de se casar e constituir família.
Artigo 17º. nº1:Direito de propiedade.
nº2:Proibição da privação arbitrária da propiedade.
Artigo 18º.Liberdade de pensamento,consciência e religião.
Artigo 19º.Liberdade de expressão e opinião.
Artigo 20º.Liberdade de reunião e associação.
Artigo 21º. nº1:Direito de participação nos assuntos públicos do seu país.
nº2:Igualdade de acesso a funções de natureza pública no seu país.
nº3:Direito a sufrágio directo e universal e direito ao voto secreto.
Artigo 22º.Direito à segurança social.
Artigo 23º. nº1:Direito ao trabalho.
nº2:Direito a salário igual para trabalho igual.
nº3:Direito a remuneração suficiente.
nº4:Direito à constituição e filiação em sindicatos.
Artigo 24º.Direito a lazer,repouso e tempos livres.
Artigo 25º. nº1:Direito a um nível de vida suficiente.nº2:Protecção especial da maternidade e infância.
Artigo 26º. nº1:Direito à educação,princípios da gratuitidade e obrigatoriedade do ensino Básico, acesso generalizado ao ensino técnico e profissional e igualdade de acesso ao ensino superior.
nº2:A educaçao deve favorecer o desenvolvimento da personalidade,tolerância, compreensão mútua e amizade entre os povos.
nº3:Direito dos pais escolherem a educação a dar aos seus filhos.
Artigo 27º. nº1:Direito de participar na vida cultural e de gozar os frutos do progresso científico.
nº2:Protecção dos direitos de autor.
Artigo 28º.Direito a que existam condições permitindo a plena aplicação dos direitos enunciados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Artigo 29º. nº1:Princípio de que o indivíduo tem deveres para com a comunidade.
nº2:As únicas limitações ao exercício dos direitos devem ser previstas por lei,com vista a satisfazer exigências da moral,de ordem pública e de bem-estar geral.
nº3:Os direitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos não podem ser exercidos contrariamente aos fins e princípios da Carta das Nações Unidas.
Artigo 30º.Nenhuma interpretação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pode ligitimar actividades que visem a aniquilação dos direitos e liberdades nela consagrados.

Divulgue, para quem sabe a Humanidade sair do papel.
publicado por armando ésse às 15:08

Dezembro 10 2005

Foi no dia 10 de Dezembro de 1948, que a Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida em Paris aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também, neste dia mas em 1984 a Assembleia Geral da ONU, adoptou a Convenção das Nações Unidas, proibindo a tortura. No dia em que estes direitos deixarem de ser violados, a Humanidade dará um salto sem precedentes em toda a nossa História.
Nunca é demais divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 1º.Liberdade e igualdade de todos os seres humanos.
Artigo 2º.Não discriminação.
Artigo 3º.Direito à vida.
Artigo 4º.Poibição de escravatura.
Artigo 5º.Proibição de tortura.
Artigo 6º.Direito à personalidade jurídica.
Artigo 7º.Igualdade perante a lei.
Artigo 8º.Direito a recurso efectivo perante jurisdições nacionais.
Artigo 9º.Proibição de prisão, detenção ou exílio arbitrários.
Artigo 10º.Direito a ser julgado num tribunal independente.
Artigo 11º. nº1:Presunção de inocência até prova em contrário.
nº2:Não retroactividade da lei penal.
Artigo 12º.Direito à vida privada, familiar e protecção de correspondência.
Artigo 13º. nº1:Liberdade de circulação.
nº2:Direito de sair e entrar em qualquer país.
Artigo 14º.Direito de requerer e receber asilo.
Artigo 15º.Direito à nacionalidade.
Artigo 16º.Direito de se casar e constituir família.
Artigo 17º. nº1:Direito de propiedade.
nº2:Proibição da privação arbitrária da propiedade.
Artigo 18º.Liberdade de pensamento,consciência e religião.
Artigo 19º.Liberdade de expressão e opinião.
Artigo 20º.Liberdade de reunião e associação.
Artigo 21º. nº1:Direito de participação nos assuntos públicos do seu país.
nº2:Igualdade de acesso a funções de natureza pública no seu país.
nº3:Direito a sufrágio directo e universal e direito ao voto secreto.
Artigo 22º.Direito à segurança social.
Artigo 23º. nº1:Direito ao trabalho.
nº2:Direito a salário igual para trabalho igual.
nº3:Direito a remuneração suficiente.
nº4:Direito à constituição e filiação em sindicatos.
Artigo 24º.Direito a lazer,repouso e tempos livres.
Artigo 25º. nº1:Direito a um nível de vida suficiente.nº2:Protecção especial da maternidade e infância.
Artigo 26º. nº1:Direito à educação,princípios da gratuitidade e obrigatoriedade do ensino Básico, acesso generalizado ao ensino técnico e profissional e igualdade de acesso ao ensino superior.
nº2:A educaçao deve favorecer o desenvolvimento da personalidade,tolerância, compreensão mútua e amizade entre os povos.
nº3:Direito dos pais escolherem a educação a dar aos seus filhos.
Artigo 27º. nº1:Direito de participar na vida cultural e de gozar os frutos do progresso científico.
nº2:Protecção dos direitos de autor.
Artigo 28º.Direito a que existam condições permitindo a plena aplicação dos direitos enunciados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Artigo 29º. nº1:Princípio de que o indivíduo tem deveres para com a comunidade.
nº2:As únicas limitações ao exercício dos direitos devem ser previstas por lei,com vista a satisfazer exigências da moral,de ordem pública e de bem-estar geral.
nº3:Os direitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos não podem ser exercidos contrariamente aos fins e princípios da Carta das Nações Unidas.
Artigo 30º.Nenhuma interpretação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pode ligitimar actividades que visem a aniquilação dos direitos e liberdades nela consagrados.

Divulgue, para quem sabe a Humanidade sair do papel.
publicado por armando ésse às 15:08

Dezembro 08 2005

Florbela Espanca colocou termo à sua vida na madrugada de 7 para 8 de Dezembro de 1930. Faz hoje 75 Anos.Toda a sua existência, contada em todos os seus escritos, fazia prever este trágico desenlace. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
Flor Bela Lobo, imortalizada como Florbela Espanca, nasceu a 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa. Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir, que morreu com apenas 29 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose.
Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento, em 1915, com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus.
Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar.
Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas.
Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida.
Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra.
Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, nas vésperas da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930.
Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931.
Postumamente, além de Charneca em Flor, foram publicadas as obras, Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
Aqui fica o poema, “ A Vida”, um dos meus poemas preferidos:

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.

Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
publicado por armando ésse às 10:34
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Dezembro 08 2005

Florbela Espanca colocou termo à sua vida na madrugada de 7 para 8 de Dezembro de 1930. Faz hoje 75 Anos.Toda a sua existência, contada em todos os seus escritos, fazia prever este trágico desenlace. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
Flor Bela Lobo, imortalizada como Florbela Espanca, nasceu a 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa. Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir, que morreu com apenas 29 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose.
Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento, em 1915, com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus.
Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar.
Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas.
Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida.
Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra.
Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, nas vésperas da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930.
Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931.
Postumamente, além de Charneca em Flor, foram publicadas as obras, Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
Aqui fica o poema, “ A Vida”, um dos meus poemas preferidos:

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.

Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
publicado por armando ésse às 10:34
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