A FÁBRICA

Dezembro 04 2005

4 de Dezembro de 1980:
Um bimotor Cessna C421 descola do Aeroporto da Portela, com destino ao Porto.
A viagem demorou 38 segundos… acabou em Camarate.
A bordo seguiam sete pessoas que morreram.
Além dos dois tripulantes e de dois acompanhantes, seguiam nesse avião, Adelino Amaro da Costa, ministro de Estado e da Defesa, Francisco de Sá Carneiro, Primeiro Ministro de Portugal, e a sua companheira, Snu Abecassis.
Eram 20 horas e quinze minutos.
Faz hoje 25 anos.
Francisco Manuel Lumbralles de Sá Carneiro nasceu na cidade do Porto em 19 de Julho de 1934. Oriundo de uma família onde se englobam figuras de relevo do regime salazarista e, por outro lado, personalidades liberais, Francisco de Sá Carneiro licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, em 1956, montando de imediato, um escritório de advogado na sua cidade natal.

Co-director da revista dos tribunais, fundada por seu pai, o conhecido advogado José Gualberto Sá Carneiro, aqui publicou alguns estudos sobre a dissolução do casamento em face da Concordata e do Código Civil então vigente.
Após a subida ao Poder de Marcelo Caetano, período conhecido como a “primavera marcelista”, Sá Carneiro foi convidado a participar nas listas de candidatos a deputados da Acção Nacional Popular (ANP), pedido a que acedeu, embora como independente e distanciando-se do Governo de então.
Assim, em 1969, tomou assento na Assembleia Nacional, englobando a chamada “ala liberal”, cargo que renunciaria em 2 de Fevereiro de 1973, por entrar em forte litígio com a maioria dos outros deputados. De regresso ao Porto, voltou à advocacia.
Com o eclodir do 25 de Abril de 1974, Francisco de Sá Carneiro vem a constituir, com Magalhães Mota e Pinto Balsemão, o Partido Popular Democrático, em 5 de Maio de 1974.
Assim Sá Carneiro, integrou o I Governo Provisório, liderado por Adelino da Palma Carlos, na qualidade de ministro sem Pasta, chegando a desempenhar ainda funções de ministro-adjunto do primeiro ministro. Contudo, Sá Carneiro irá acompanhar Adelino da Palma Carlos quando este se demitiu.
Em 1975 foi eleito deputado à Assembleia da República, mas não chegou a exercer o mandato por motivos de saúde. Voltou a ser eleito deputado em 1976, ano que assumiu a chefia da bancada parlamentar. No IV Congresso do partido, em Outubro de 1976 foi eleito presidente do PPD e o partido passou a designar-se PSD (Partido Social Democrata).

No entanto, em Novembro de 1977, na sequência de convulsões internas do partido, demitiu-se do cargo de presidente. Contudo, em 1978, assistiu-se ao regresso triunfal de Sá Carneiro à presidência do PSD, ao derrotar o grupo subscritor do documento “Opções Inadiáveis”, com uma maioria de dois terços. Depois de vencer praticamente a oposição interna, Sá Carneiro levou o PSD a aproximar-se do CDS(de Freitas do Amaral), surgindo a Aliança Democrática em 5 Julho de 1979, composta por estes dois partidos, aos quais se juntou o PPM (de Gonçalo Ribeiro Teles).
Em 2 de Dezembro de 1979, conduziu a Aliança Democrática à vitória nas eleições legislativas intercalares. Dispondo de uma ampla maioria a apoia-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido designado como Primeiro-Ministro de Portugal em 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lourdes Pintassilgo. Mais tarde, em 5 de Outubro de 1980, a AD volta a vencer novamente as eleições legislativas, que Sá Carneiro declara terem sido "a primeira volta das eleições presidenciais".
E é na sequência de uma acção de campanha para as presidenciais, que Sá Carneiro viria a falecer em circunstâncias trágicas, em 4 de Dezembro de 1980, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto da Portela, em Lisboa, quando se dirigia ao Porto para tomar parte num comício destinado a apoiar o candidato presidencial da coligação, o general António Soares Carneiro.

O funeral do malogrado líder social-democrata constituiu uma grande manifestação de pesar. A nível póstumo foi laureado com a Medalha de Mérito da Região Autónoma da Madeira, em 1984 e com a Grã – Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 1986.
A razão da queda do avião é oficialmente aceite como sendo devido a uma falha técnica, mas ainda hoje não é aceite pelo Parlamento português que, nas conclusões de várias comissões de inquérito, tem afirmado ser a possibilidade de atentado muito provável.
publicado por armando ésse às 06:12
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Dezembro 04 2005

4 de Dezembro de 1980:
Um bimotor Cessna C421 descola do Aeroporto da Portela, com destino ao Porto.
A viagem demorou 38 segundos… acabou em Camarate.
A bordo seguiam sete pessoas que morreram.
Além dos dois tripulantes e de dois acompanhantes, seguiam nesse avião, Adelino Amaro da Costa, ministro de Estado e da Defesa, Francisco de Sá Carneiro, Primeiro Ministro de Portugal, e a sua companheira, Snu Abecassis.
Eram 20 horas e quinze minutos.
Faz hoje 25 anos.
Francisco Manuel Lumbralles de Sá Carneiro nasceu na cidade do Porto em 19 de Julho de 1934. Oriundo de uma família onde se englobam figuras de relevo do regime salazarista e, por outro lado, personalidades liberais, Francisco de Sá Carneiro licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, em 1956, montando de imediato, um escritório de advogado na sua cidade natal.

Co-director da revista dos tribunais, fundada por seu pai, o conhecido advogado José Gualberto Sá Carneiro, aqui publicou alguns estudos sobre a dissolução do casamento em face da Concordata e do Código Civil então vigente.
Após a subida ao Poder de Marcelo Caetano, período conhecido como a “primavera marcelista”, Sá Carneiro foi convidado a participar nas listas de candidatos a deputados da Acção Nacional Popular (ANP), pedido a que acedeu, embora como independente e distanciando-se do Governo de então.
Assim, em 1969, tomou assento na Assembleia Nacional, englobando a chamada “ala liberal”, cargo que renunciaria em 2 de Fevereiro de 1973, por entrar em forte litígio com a maioria dos outros deputados. De regresso ao Porto, voltou à advocacia.
Com o eclodir do 25 de Abril de 1974, Francisco de Sá Carneiro vem a constituir, com Magalhães Mota e Pinto Balsemão, o Partido Popular Democrático, em 5 de Maio de 1974.
Assim Sá Carneiro, integrou o I Governo Provisório, liderado por Adelino da Palma Carlos, na qualidade de ministro sem Pasta, chegando a desempenhar ainda funções de ministro-adjunto do primeiro ministro. Contudo, Sá Carneiro irá acompanhar Adelino da Palma Carlos quando este se demitiu.
Em 1975 foi eleito deputado à Assembleia da República, mas não chegou a exercer o mandato por motivos de saúde. Voltou a ser eleito deputado em 1976, ano que assumiu a chefia da bancada parlamentar. No IV Congresso do partido, em Outubro de 1976 foi eleito presidente do PPD e o partido passou a designar-se PSD (Partido Social Democrata).

No entanto, em Novembro de 1977, na sequência de convulsões internas do partido, demitiu-se do cargo de presidente. Contudo, em 1978, assistiu-se ao regresso triunfal de Sá Carneiro à presidência do PSD, ao derrotar o grupo subscritor do documento “Opções Inadiáveis”, com uma maioria de dois terços. Depois de vencer praticamente a oposição interna, Sá Carneiro levou o PSD a aproximar-se do CDS(de Freitas do Amaral), surgindo a Aliança Democrática em 5 Julho de 1979, composta por estes dois partidos, aos quais se juntou o PPM (de Gonçalo Ribeiro Teles).
Em 2 de Dezembro de 1979, conduziu a Aliança Democrática à vitória nas eleições legislativas intercalares. Dispondo de uma ampla maioria a apoia-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido designado como Primeiro-Ministro de Portugal em 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lourdes Pintassilgo. Mais tarde, em 5 de Outubro de 1980, a AD volta a vencer novamente as eleições legislativas, que Sá Carneiro declara terem sido "a primeira volta das eleições presidenciais".
E é na sequência de uma acção de campanha para as presidenciais, que Sá Carneiro viria a falecer em circunstâncias trágicas, em 4 de Dezembro de 1980, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto da Portela, em Lisboa, quando se dirigia ao Porto para tomar parte num comício destinado a apoiar o candidato presidencial da coligação, o general António Soares Carneiro.

O funeral do malogrado líder social-democrata constituiu uma grande manifestação de pesar. A nível póstumo foi laureado com a Medalha de Mérito da Região Autónoma da Madeira, em 1984 e com a Grã – Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 1986.
A razão da queda do avião é oficialmente aceite como sendo devido a uma falha técnica, mas ainda hoje não é aceite pelo Parlamento português que, nas conclusões de várias comissões de inquérito, tem afirmado ser a possibilidade de atentado muito provável.
publicado por armando ésse às 06:12
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Dezembro 02 2005

Os psicólogos e psiquiatras norte-americanos preocupam –se cada vez mais com o vício na Internet— estimam que entre 6% e 10% dos 189 milhões de internautas do país são dependentes da navegação virtual. O grupo de pessoas que sofrem com o problema já têm nome: são os onlineaholics.
Segundo especialistas, o vício pode ser tão devastador quanto o alcoolismo ou dependência de drogas.
Além disso, afirma o jornal “The New York Times”, o uso compulsivo da Internet está associado, muitas vezes, a outros tipos de dependência—diversos internautas passam horas on-line para fazer apostas ou aceder a conteúdos pornográficos.

Há também aqueles que se viciam em actividades mais quotidianas, como envio de mensagens electrónicas e leitura de blogues.
Segundo a psicóloga Hilarie Cash, directora dos Serviços para Vício em Internet/Computadores, aqueles que abusam da navegação geralmente enfrentam outros problemas, como depressão e ansiedade.

Em entrevista ao “NYT” afirmou que os onlineaholics encontram na Web uma fuga da realidade “de acesso fácil e barato, desfrutando do anonimato”.
O grupo que dirige tem uma lista com 15 sintomas para identificar o vício no universo virtual. Entre eles, mentir sobre quanto tempo passam on-line, ganho de peso, dores nas costas e ansiedade, além do abandono de hobbies e interacções sociais.
Para tratar os onlineaholics, psiquiatras e psicólogos utilizam diversas técnicas—incluindo o programa de 12 passos, usado entre aqueles que apresentam dependência química.
O “The New York Times” também cita um programa de internamento no Proctor Hospital, em Illinois, onde os viciados em Internet fazem terapia em grupo com outros dependentes—como os de cocaína, por exemplo.

Segundo profissionais do hospital, os sinais de abstinência dos onlineaholics são semelhantes àqueles apresentados por pessoas com vício em drogas e álcool: muito suor, ansiedade e paranóia.
publicado por armando ésse às 13:58

Dezembro 02 2005

Os psicólogos e psiquiatras norte-americanos preocupam –se cada vez mais com o vício na Internet— estimam que entre 6% e 10% dos 189 milhões de internautas do país são dependentes da navegação virtual. O grupo de pessoas que sofrem com o problema já têm nome: são os onlineaholics.
Segundo especialistas, o vício pode ser tão devastador quanto o alcoolismo ou dependência de drogas.
Além disso, afirma o jornal “The New York Times”, o uso compulsivo da Internet está associado, muitas vezes, a outros tipos de dependência—diversos internautas passam horas on-line para fazer apostas ou aceder a conteúdos pornográficos.

Há também aqueles que se viciam em actividades mais quotidianas, como envio de mensagens electrónicas e leitura de blogues.
Segundo a psicóloga Hilarie Cash, directora dos Serviços para Vício em Internet/Computadores, aqueles que abusam da navegação geralmente enfrentam outros problemas, como depressão e ansiedade.

Em entrevista ao “NYT” afirmou que os onlineaholics encontram na Web uma fuga da realidade “de acesso fácil e barato, desfrutando do anonimato”.
O grupo que dirige tem uma lista com 15 sintomas para identificar o vício no universo virtual. Entre eles, mentir sobre quanto tempo passam on-line, ganho de peso, dores nas costas e ansiedade, além do abandono de hobbies e interacções sociais.
Para tratar os onlineaholics, psiquiatras e psicólogos utilizam diversas técnicas—incluindo o programa de 12 passos, usado entre aqueles que apresentam dependência química.
O “The New York Times” também cita um programa de internamento no Proctor Hospital, em Illinois, onde os viciados em Internet fazem terapia em grupo com outros dependentes—como os de cocaína, por exemplo.

Segundo profissionais do hospital, os sinais de abstinência dos onlineaholics são semelhantes àqueles apresentados por pessoas com vício em drogas e álcool: muito suor, ansiedade e paranóia.
publicado por armando ésse às 13:58

Dezembro 02 2005

A última ceia de Kenneth Boyd, condenado à morte na Califórnia do Norte, foi ontem à noite. Dado como culpado do assassinato da mulher e do sogro, o prisioneiro saltou para as páginas dos jornais por ser o milésimo condenado à pena capital desde que os Estados Unidos a restabeleceram em 1976, depois de uma moratória de dez anos.
Desde então, 832 condenados foram mortos por injecção, 152 por electrocussão, 11 na câmara de gás, três por enforcamento e dois fuzilados.
A pena de morte é legal em 38 dos 50 Estados norte-americanos. As atenções centraram-se em Kenneth Boyd por se tornar no milésimo condenado a ser executado.
Um condenado da Virgínia deveria ter alcançado este número simbólico na passada quarta-feira, mas o governador deste Estado decidiu na véspera comutar a pena de morte em prisão perpétua.
Antes de ser executado, Boyd teve uma última refeição simples, bife, salada e um refrigerante, que comeu cerca das 17:00, indicou Keith Acree, porta-voz da administração penitenciaria da Carolina do Norte.
A sua família passou o dia de quinta-feira ao seu lado na prisão central de Raleigh, um edifício bege no qual está situada o quarto de execução.

Diante da prisão de Raleigh centenas de abolicionistas manifestaram-se.
O director da Amnistia Internacional denuncia que "o facto do país mais rico e mais poderoso do mundo continuar a matar como forma de resolver os seus problemas sociais não reflete o respeito pelos direitos humanos nem a imagem de uma sociedade civilizada".
publicado por armando ésse às 09:00

Dezembro 02 2005

A última ceia de Kenneth Boyd, condenado à morte na Califórnia do Norte, foi ontem à noite. Dado como culpado do assassinato da mulher e do sogro, o prisioneiro saltou para as páginas dos jornais por ser o milésimo condenado à pena capital desde que os Estados Unidos a restabeleceram em 1976, depois de uma moratória de dez anos.
Desde então, 832 condenados foram mortos por injecção, 152 por electrocussão, 11 na câmara de gás, três por enforcamento e dois fuzilados.
A pena de morte é legal em 38 dos 50 Estados norte-americanos. As atenções centraram-se em Kenneth Boyd por se tornar no milésimo condenado a ser executado.
Um condenado da Virgínia deveria ter alcançado este número simbólico na passada quarta-feira, mas o governador deste Estado decidiu na véspera comutar a pena de morte em prisão perpétua.
Antes de ser executado, Boyd teve uma última refeição simples, bife, salada e um refrigerante, que comeu cerca das 17:00, indicou Keith Acree, porta-voz da administração penitenciaria da Carolina do Norte.
A sua família passou o dia de quinta-feira ao seu lado na prisão central de Raleigh, um edifício bege no qual está situada o quarto de execução.

Diante da prisão de Raleigh centenas de abolicionistas manifestaram-se.
O director da Amnistia Internacional denuncia que "o facto do país mais rico e mais poderoso do mundo continuar a matar como forma de resolver os seus problemas sociais não reflete o respeito pelos direitos humanos nem a imagem de uma sociedade civilizada".
publicado por armando ésse às 09:00

Dezembro 01 2005

Segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas sobre a Sida e vírus HIV divulgado no passado dia 21 foram infectadas em todo o mundo em 2005, 4,9 milhões de pessoas, o maior salto desde que o primeiro caso foi descoberto, em 1981. Segundo o porta-voz do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Sida (ONUsida) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), actualmente há 40,3 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Sida em todo o mundo—contra 37,5 milhões em 2003.
Os 4,9 milhões de novas infecções de HIV registados em 2005, ocorreram principalmente na África subsaariana, Rússia e países do Leste Europeu, segundo o relatório.
Só neste ano, mais de 3,1 milhões de pessoas morreram por causa da Sida, incluindo 570 mil crianças.
Segundo a OMS e a ONUsida, o Relatório Mundial sobre a Epidemia da Sida deste ano está centrado na prevenção do HIV.
“Temos novos dados que indicam que as taxas de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana em adultos caíram em alguns países e que as mudanças no comportamento para prevenir a infecção—o aumento da utilização de preservativos, o adiamento da primeira experiência sexual e a redução do número de parceiros desempenhou um papel decisivo nessa queda”, diz o relatório.
Apesar disso, o número de pessoas que contraem o HIV continua a aumentar todos os anos.
Em 2005, aproximadamente 13.500 pessoas foram infectadas por dia com o vírus HIV, a maioria delas, 95%, nos países mais pobre africanos, de acordo com o estudo.
A zona mais afectada pela epidemia continua sendo a África subsaariana, onde há 25,8 milhões de infectados pelo HIV e 2,4 milhões de pessoas morreram de Sida em 2005, segundo a OMS. O relatório mostra que, dos 4,9 milhões de novos casos deste ano, 3,2 milhões são desta região.
Na América Latina, a cifra de novos infectados com o HIV em 2005 chega a 200 mil pessoas, com 24 mil mortes . Segundo a OMS, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas são seropositivas na América Latina.
O trabalho destaca alguns avanços recentes na região das Caraíbas (Bahamas, Barbados, Bermudas, República Dominicana e Haiti), que permitem um optimismo moderado: há concretamente uma clara redução do presença do HIV entre as mulheres grávidas, de um aumento na utilização do preservativo entre profissionais do sexo e da ampliação dos serviços de assistência e testes voluntários do HIV.
As Caraíbas é precisamente a única região onde o número de pessoas com HIV não aumentou em 2005.
A Europa Oriental e a Ásia Central registaram os maiores aumentos em contágio de HIV (1,6 milhão de novos infectados).
“Estamos esperançados com os progressos realizados por alguns países e pelo facto de que os programas sustentáveis de prevenção do HIV desempenharam um papel decisivo na redução do número de infecções. Mas a realidade é que a epidemia da Sida continua superando os esforços mundiais e nacionais para contê-la”, afirmou o Peter Piot, director executivo da ONUsida.
Peter Piot pediu para que haja uma ampliação urgente dos programas de prevenção do HIV, apesar de o relatório deste ano apontar que os níveis de acesso ao tratamento de HIV melhoraram nos últimos dois anos. De acordo com o texto, “calcula-se que neste ano foram evitados entre 250 mil e 350 mil mortes graças ao acesso maior ao tratamento do HIV”.
Em Portugal, desde 1983 e até 30 de Junho deste ano, estavam contabilizados 27013 casos e um total de 6277 mortes. Devido à subnotoficação, este número deverá ser exponencialmente maior. Segundo o Observatório Europeu para o HIV, Portugal deverá ter cerca de 60.000 casos, por oposição aos 27013 oficiais.
Dados do organismo das Nações Unidas dedicado ao combate à epidemia, revelam que Portugal é o segundo país europeu com mais altas taxas de infecção com o HIV - 280 novos casos por milhão de habitantes. Em cada milhão de habitantes, há 80 que são diagnosticados quando já sofrem de sida, ou seja, só descobrem a doença muitos anos depois de terem sido infectados. Só em 2004 foram diagnosticados 642 novos casos.

Os números são assustadores. Proteja-se!
Fonte: ONUsida e OMS
publicado por armando ésse às 10:43

Dezembro 01 2005

Segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas sobre a Sida e vírus HIV divulgado no passado dia 21 foram infectadas em todo o mundo em 2005, 4,9 milhões de pessoas, o maior salto desde que o primeiro caso foi descoberto, em 1981. Segundo o porta-voz do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Sida (ONUsida) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), actualmente há 40,3 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Sida em todo o mundo—contra 37,5 milhões em 2003.
Os 4,9 milhões de novas infecções de HIV registados em 2005, ocorreram principalmente na África subsaariana, Rússia e países do Leste Europeu, segundo o relatório.
Só neste ano, mais de 3,1 milhões de pessoas morreram por causa da Sida, incluindo 570 mil crianças.
Segundo a OMS e a ONUsida, o Relatório Mundial sobre a Epidemia da Sida deste ano está centrado na prevenção do HIV.
“Temos novos dados que indicam que as taxas de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana em adultos caíram em alguns países e que as mudanças no comportamento para prevenir a infecção—o aumento da utilização de preservativos, o adiamento da primeira experiência sexual e a redução do número de parceiros desempenhou um papel decisivo nessa queda”, diz o relatório.
Apesar disso, o número de pessoas que contraem o HIV continua a aumentar todos os anos.
Em 2005, aproximadamente 13.500 pessoas foram infectadas por dia com o vírus HIV, a maioria delas, 95%, nos países mais pobre africanos, de acordo com o estudo.
A zona mais afectada pela epidemia continua sendo a África subsaariana, onde há 25,8 milhões de infectados pelo HIV e 2,4 milhões de pessoas morreram de Sida em 2005, segundo a OMS. O relatório mostra que, dos 4,9 milhões de novos casos deste ano, 3,2 milhões são desta região.
Na América Latina, a cifra de novos infectados com o HIV em 2005 chega a 200 mil pessoas, com 24 mil mortes . Segundo a OMS, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas são seropositivas na América Latina.
O trabalho destaca alguns avanços recentes na região das Caraíbas (Bahamas, Barbados, Bermudas, República Dominicana e Haiti), que permitem um optimismo moderado: há concretamente uma clara redução do presença do HIV entre as mulheres grávidas, de um aumento na utilização do preservativo entre profissionais do sexo e da ampliação dos serviços de assistência e testes voluntários do HIV.
As Caraíbas é precisamente a única região onde o número de pessoas com HIV não aumentou em 2005.
A Europa Oriental e a Ásia Central registaram os maiores aumentos em contágio de HIV (1,6 milhão de novos infectados).
“Estamos esperançados com os progressos realizados por alguns países e pelo facto de que os programas sustentáveis de prevenção do HIV desempenharam um papel decisivo na redução do número de infecções. Mas a realidade é que a epidemia da Sida continua superando os esforços mundiais e nacionais para contê-la”, afirmou o Peter Piot, director executivo da ONUsida.
Peter Piot pediu para que haja uma ampliação urgente dos programas de prevenção do HIV, apesar de o relatório deste ano apontar que os níveis de acesso ao tratamento de HIV melhoraram nos últimos dois anos. De acordo com o texto, “calcula-se que neste ano foram evitados entre 250 mil e 350 mil mortes graças ao acesso maior ao tratamento do HIV”.
Em Portugal, desde 1983 e até 30 de Junho deste ano, estavam contabilizados 27013 casos e um total de 6277 mortes. Devido à subnotoficação, este número deverá ser exponencialmente maior. Segundo o Observatório Europeu para o HIV, Portugal deverá ter cerca de 60.000 casos, por oposição aos 27013 oficiais.
Dados do organismo das Nações Unidas dedicado ao combate à epidemia, revelam que Portugal é o segundo país europeu com mais altas taxas de infecção com o HIV - 280 novos casos por milhão de habitantes. Em cada milhão de habitantes, há 80 que são diagnosticados quando já sofrem de sida, ou seja, só descobrem a doença muitos anos depois de terem sido infectados. Só em 2004 foram diagnosticados 642 novos casos.

Os números são assustadores. Proteja-se!
Fonte: ONUsida e OMS
publicado por armando ésse às 10:43

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