A FÁBRICA

Setembro 15 2006

A jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci morreu ontem à noite num hospital da cidade de Florença, informou hoje a agência Ansa. Fallaci, de 77 anos, sofria de cancro há vários anos. O enterro de Fallaci será estritamente íntimo, a pedido da própria, segundo os seus familiares. A jornalista tinha sido internada numa clínica de Florença, devido ao agravamento da sua doença.
Conhecida e respeitada pela sua carreira como jornalista política, Fallaci era uma das mais consagradas escritoras, na área da intervenção política, em todo o mundo.
Oriana Fallaci, nasceu em Florença em 29 de Junho de 1929. Começou a carreira de jornalista aos 17 anos, foi correspondente internacional em vários meios de comunicação, repórter de guerra e escreveu vários livros. Cobriu os conflitos no Vietname, no Oriente Médio e na América Latina, numa época em que eram escassas as mulheres na frente de batalha. Levou um tiro e foi espancada durante os protestos estudantis no México, em 1968.
Depois, fez sucesso com o romance de ficção “Um Homem”, inspirado no seu caso com o grego Alexandros Panagoulis.
Fallaci ficou famosa pelas suas entrevistas com líderes de todo o mundo.Golda Meir, a primeira-ministra indiana Indira Gandhi, Henry Kissinger, Willy Brandt, Muammar Kadhafi, Ayatollah Khomeini ou Yasser Arafat foram alguns dos nomes que enfrentaram a prova de fogo “Oriana Fallaci”.
Na entrevista que fez com Kissinger, Fallaci comparou-o a um cowboy e obrigou-o a admitir que a Guerra do Vietname era “inútil”. Kissinger escreveu depois que a entrevista foi “simplesmente a conversa mais desastrosa que já tive na vida com qualquer jornalista”.
Segundo o relato da própria Fallaci, ela discutiu aos gritos com Arafat e começou uma entrevista com o líder líbio Muammar Kadhafi ridicularizando o seu manifesto, dizendo que era “tão pequeno e insignificante que cabia na sua caixinha de pó-de-arroz”. Durante um encontro com o líder iraniano, Ayatollah Khomein rasgou um chador.
Entre os galardões que recebeu ao longo da vida está o Prémio Viareggio ganho em 1979 com a publicação "Um Homem".
Nos últimos anos, teve uma atenção mediática intensa, Fallaci adoptou uma posição radical contra o fundamentalismo islâmico, bem descrita em "A Raiva e o Orgulho", publicado em 2002, ainda no rescaldo dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e em «A Força da Razão», onde a jornalista critica «as intenções secretas do Islão» e escreve que a fé islâmica “semeia o ódio no lugar do amor e a escravidão no lugar da liberdade”.
Fallaci lançou em Agosto de 2004 um livro, intitulado «Oriana Fallaci entrevista Oriana Fallaci», no qual analisou o «cancro moral que devora o Ocidente» e a sua própria doença.
Oriana Fallaci foi ainda professora nas Universidades de Chicago, Yale, Harvard e Columbia.
Vivia o seu tempo entre a Itália e os Estados Unidos.Nos livros alcançou uma notoriedade invejável. As obras foram traduzidos em 21 línguas. No ano passado, já doente, foi recebida por Bento XVI. Há vários anos, um cancro definiu-lhe o destino. A mulher que marcou a história mundial disse um dia que a morte não lhe metia medo, dava-lhe apenas uma sensação de melancolia.Com agências.
publicado por armando ésse às 10:30
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Setembro 15 2006

A jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci morreu ontem à noite num hospital da cidade de Florença, informou hoje a agência Ansa. Fallaci, de 77 anos, sofria de cancro há vários anos. O enterro de Fallaci será estritamente íntimo, a pedido da própria, segundo os seus familiares. A jornalista tinha sido internada numa clínica de Florença, devido ao agravamento da sua doença.
Conhecida e respeitada pela sua carreira como jornalista política, Fallaci era uma das mais consagradas escritoras, na área da intervenção política, em todo o mundo.
Oriana Fallaci, nasceu em Florença em 29 de Junho de 1929. Começou a carreira de jornalista aos 17 anos, foi correspondente internacional em vários meios de comunicação, repórter de guerra e escreveu vários livros. Cobriu os conflitos no Vietname, no Oriente Médio e na América Latina, numa época em que eram escassas as mulheres na frente de batalha. Levou um tiro e foi espancada durante os protestos estudantis no México, em 1968.
Depois, fez sucesso com o romance de ficção “Um Homem”, inspirado no seu caso com o grego Alexandros Panagoulis.
Fallaci ficou famosa pelas suas entrevistas com líderes de todo o mundo.Golda Meir, a primeira-ministra indiana Indira Gandhi, Henry Kissinger, Willy Brandt, Muammar Kadhafi, Ayatollah Khomeini ou Yasser Arafat foram alguns dos nomes que enfrentaram a prova de fogo “Oriana Fallaci”.
Na entrevista que fez com Kissinger, Fallaci comparou-o a um cowboy e obrigou-o a admitir que a Guerra do Vietname era “inútil”. Kissinger escreveu depois que a entrevista foi “simplesmente a conversa mais desastrosa que já tive na vida com qualquer jornalista”.
Segundo o relato da própria Fallaci, ela discutiu aos gritos com Arafat e começou uma entrevista com o líder líbio Muammar Kadhafi ridicularizando o seu manifesto, dizendo que era “tão pequeno e insignificante que cabia na sua caixinha de pó-de-arroz”. Durante um encontro com o líder iraniano, Ayatollah Khomein rasgou um chador.
Entre os galardões que recebeu ao longo da vida está o Prémio Viareggio ganho em 1979 com a publicação "Um Homem".
Nos últimos anos, teve uma atenção mediática intensa, Fallaci adoptou uma posição radical contra o fundamentalismo islâmico, bem descrita em "A Raiva e o Orgulho", publicado em 2002, ainda no rescaldo dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e em «A Força da Razão», onde a jornalista critica «as intenções secretas do Islão» e escreve que a fé islâmica “semeia o ódio no lugar do amor e a escravidão no lugar da liberdade”.
Fallaci lançou em Agosto de 2004 um livro, intitulado «Oriana Fallaci entrevista Oriana Fallaci», no qual analisou o «cancro moral que devora o Ocidente» e a sua própria doença.
Oriana Fallaci foi ainda professora nas Universidades de Chicago, Yale, Harvard e Columbia.
Vivia o seu tempo entre a Itália e os Estados Unidos.Nos livros alcançou uma notoriedade invejável. As obras foram traduzidos em 21 línguas. No ano passado, já doente, foi recebida por Bento XVI. Há vários anos, um cancro definiu-lhe o destino. A mulher que marcou a história mundial disse um dia que a morte não lhe metia medo, dava-lhe apenas uma sensação de melancolia.Com agências.
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