A FÁBRICA

Setembro 15 2006

A jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci morreu ontem à noite num hospital da cidade de Florença, informou hoje a agência Ansa. Fallaci, de 77 anos, sofria de cancro há vários anos. O enterro de Fallaci será estritamente íntimo, a pedido da própria, segundo os seus familiares. A jornalista tinha sido internada numa clínica de Florença, devido ao agravamento da sua doença.
Conhecida e respeitada pela sua carreira como jornalista política, Fallaci era uma das mais consagradas escritoras, na área da intervenção política, em todo o mundo.
Oriana Fallaci, nasceu em Florença em 29 de Junho de 1929. Começou a carreira de jornalista aos 17 anos, foi correspondente internacional em vários meios de comunicação, repórter de guerra e escreveu vários livros. Cobriu os conflitos no Vietname, no Oriente Médio e na América Latina, numa época em que eram escassas as mulheres na frente de batalha. Levou um tiro e foi espancada durante os protestos estudantis no México, em 1968.
Depois, fez sucesso com o romance de ficção “Um Homem”, inspirado no seu caso com o grego Alexandros Panagoulis.
Fallaci ficou famosa pelas suas entrevistas com líderes de todo o mundo.Golda Meir, a primeira-ministra indiana Indira Gandhi, Henry Kissinger, Willy Brandt, Muammar Kadhafi, Ayatollah Khomeini ou Yasser Arafat foram alguns dos nomes que enfrentaram a prova de fogo “Oriana Fallaci”.
Na entrevista que fez com Kissinger, Fallaci comparou-o a um cowboy e obrigou-o a admitir que a Guerra do Vietname era “inútil”. Kissinger escreveu depois que a entrevista foi “simplesmente a conversa mais desastrosa que já tive na vida com qualquer jornalista”.
Segundo o relato da própria Fallaci, ela discutiu aos gritos com Arafat e começou uma entrevista com o líder líbio Muammar Kadhafi ridicularizando o seu manifesto, dizendo que era “tão pequeno e insignificante que cabia na sua caixinha de pó-de-arroz”. Durante um encontro com o líder iraniano, Ayatollah Khomein rasgou um chador.
Entre os galardões que recebeu ao longo da vida está o Prémio Viareggio ganho em 1979 com a publicação "Um Homem".
Nos últimos anos, teve uma atenção mediática intensa, Fallaci adoptou uma posição radical contra o fundamentalismo islâmico, bem descrita em "A Raiva e o Orgulho", publicado em 2002, ainda no rescaldo dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e em «A Força da Razão», onde a jornalista critica «as intenções secretas do Islão» e escreve que a fé islâmica “semeia o ódio no lugar do amor e a escravidão no lugar da liberdade”.
Fallaci lançou em Agosto de 2004 um livro, intitulado «Oriana Fallaci entrevista Oriana Fallaci», no qual analisou o «cancro moral que devora o Ocidente» e a sua própria doença.
Oriana Fallaci foi ainda professora nas Universidades de Chicago, Yale, Harvard e Columbia.
Vivia o seu tempo entre a Itália e os Estados Unidos.Nos livros alcançou uma notoriedade invejável. As obras foram traduzidos em 21 línguas. No ano passado, já doente, foi recebida por Bento XVI. Há vários anos, um cancro definiu-lhe o destino. A mulher que marcou a história mundial disse um dia que a morte não lhe metia medo, dava-lhe apenas uma sensação de melancolia.Com agências.
publicado por armando ésse às 10:30
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Setembro 15 2006

A jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci morreu ontem à noite num hospital da cidade de Florença, informou hoje a agência Ansa. Fallaci, de 77 anos, sofria de cancro há vários anos. O enterro de Fallaci será estritamente íntimo, a pedido da própria, segundo os seus familiares. A jornalista tinha sido internada numa clínica de Florença, devido ao agravamento da sua doença.
Conhecida e respeitada pela sua carreira como jornalista política, Fallaci era uma das mais consagradas escritoras, na área da intervenção política, em todo o mundo.
Oriana Fallaci, nasceu em Florença em 29 de Junho de 1929. Começou a carreira de jornalista aos 17 anos, foi correspondente internacional em vários meios de comunicação, repórter de guerra e escreveu vários livros. Cobriu os conflitos no Vietname, no Oriente Médio e na América Latina, numa época em que eram escassas as mulheres na frente de batalha. Levou um tiro e foi espancada durante os protestos estudantis no México, em 1968.
Depois, fez sucesso com o romance de ficção “Um Homem”, inspirado no seu caso com o grego Alexandros Panagoulis.
Fallaci ficou famosa pelas suas entrevistas com líderes de todo o mundo.Golda Meir, a primeira-ministra indiana Indira Gandhi, Henry Kissinger, Willy Brandt, Muammar Kadhafi, Ayatollah Khomeini ou Yasser Arafat foram alguns dos nomes que enfrentaram a prova de fogo “Oriana Fallaci”.
Na entrevista que fez com Kissinger, Fallaci comparou-o a um cowboy e obrigou-o a admitir que a Guerra do Vietname era “inútil”. Kissinger escreveu depois que a entrevista foi “simplesmente a conversa mais desastrosa que já tive na vida com qualquer jornalista”.
Segundo o relato da própria Fallaci, ela discutiu aos gritos com Arafat e começou uma entrevista com o líder líbio Muammar Kadhafi ridicularizando o seu manifesto, dizendo que era “tão pequeno e insignificante que cabia na sua caixinha de pó-de-arroz”. Durante um encontro com o líder iraniano, Ayatollah Khomein rasgou um chador.
Entre os galardões que recebeu ao longo da vida está o Prémio Viareggio ganho em 1979 com a publicação "Um Homem".
Nos últimos anos, teve uma atenção mediática intensa, Fallaci adoptou uma posição radical contra o fundamentalismo islâmico, bem descrita em "A Raiva e o Orgulho", publicado em 2002, ainda no rescaldo dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e em «A Força da Razão», onde a jornalista critica «as intenções secretas do Islão» e escreve que a fé islâmica “semeia o ódio no lugar do amor e a escravidão no lugar da liberdade”.
Fallaci lançou em Agosto de 2004 um livro, intitulado «Oriana Fallaci entrevista Oriana Fallaci», no qual analisou o «cancro moral que devora o Ocidente» e a sua própria doença.
Oriana Fallaci foi ainda professora nas Universidades de Chicago, Yale, Harvard e Columbia.
Vivia o seu tempo entre a Itália e os Estados Unidos.Nos livros alcançou uma notoriedade invejável. As obras foram traduzidos em 21 línguas. No ano passado, já doente, foi recebida por Bento XVI. Há vários anos, um cancro definiu-lhe o destino. A mulher que marcou a história mundial disse um dia que a morte não lhe metia medo, dava-lhe apenas uma sensação de melancolia.Com agências.
publicado por armando ésse às 10:30
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Setembro 14 2006

Cientistas americanos alertaram que as condições típicas do fenómeno climático El Niño, caracterizado por um aumento na temperatura dos oceanos, formaram-se no Oceano Pacífico. Um boletim da NOAA (Agência Oceânica e Atmosférica dos EUA), com o título “El Niño Returns”, diz que alguns impactos do fenómeno em formação já são visíveis na variação dos padrões de precipitações. “Nos últimos 30 dias, condições mais secas do que o normal vêm sendo observadas na Indonésia, Malásia e a maior parte das Filipinas, que são geralmente as primeiras áreas a experimentar os efeitos relacionados ao El Niño”, diz o boletim citado pela BBC on-line.
Segundo os cientistas, o desenvolvimento do El Niño explica em parte por que esta temporada de furacões no Oceano Atlântico tem sido menos activa do que o previsto. O fenómeno no Pacífico Sul, dizem, geralmente inibe a actividade dos furacões.
Ainda assim o meteorologista da NOAA Gerry Bell adverte que os impactos actuais do El Niño são por enquanto pequenos e que a temporada de furacões está longe de terminar. Pelas previsões do NOAA, esta seca deverá continuar pelo resto de 2006 e início de 2007.
O El Niño é um fenómeno de interacção atmosfera-oceano, associado a alterações dos padrões normais da temperatura da superfície do mar e dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial, entre a costa peruana e a Austrália.
Além da temperatura do mar, o fenómeno pode ser medido pela diferença média da pressão ao nível do mar entre os sectores do centro-leste (Taiti/Oceania) e oeste (Darwin/Austrália) do Pacífico Tropical. Esse índice está relacionado com o aquecimento e arrefecimento das águas na região. As fases positivas e negativas do fenómeno são denominadas de El Niño e La Niña, respectivamente.
Estes são fenómenos naturais que existem há vários anos e continuarão a existir como fenómenos cíclicos, sem um período regular. O fenómeno La Niña apresenta maior variabilidade e ocorre com uma frequência menor que o fenómeno El Niño; é atribuído a um arrefecimento anormal da superfície do mar , provocando chuvas torrenciais e agrava os efeitos das tempestades tropicais que fustigam alguns países.
O fenómeno El Niño de 1997-98 atingiu o máximo no início de Dezembro de 1997 com a irregularidade do oceano, atingindo mais de 4ºC. Em Janeiro e Fevereiro de 1998, apesar da superfície ocupada pelas anomalias terem diminuído, o impacto na atmosfera foi ainda maior, pois no Verão austral as temperaturas da superfície são máximas nesta estação.
O nome foi dado por pescadores peruanos, que notavam uma diminuição na quantidade de peixes na Costa do Peru, sempre na época do Natal, razão pela qual lhe deram o nome de El Niño (menino em espanhol).
LINK:http://www.noaanews.noaa.gov/stories2006/s2699.htm
publicado por armando ésse às 12:33

Setembro 14 2006

Cientistas americanos alertaram que as condições típicas do fenómeno climático El Niño, caracterizado por um aumento na temperatura dos oceanos, formaram-se no Oceano Pacífico. Um boletim da NOAA (Agência Oceânica e Atmosférica dos EUA), com o título “El Niño Returns”, diz que alguns impactos do fenómeno em formação já são visíveis na variação dos padrões de precipitações. “Nos últimos 30 dias, condições mais secas do que o normal vêm sendo observadas na Indonésia, Malásia e a maior parte das Filipinas, que são geralmente as primeiras áreas a experimentar os efeitos relacionados ao El Niño”, diz o boletim citado pela BBC on-line.
Segundo os cientistas, o desenvolvimento do El Niño explica em parte por que esta temporada de furacões no Oceano Atlântico tem sido menos activa do que o previsto. O fenómeno no Pacífico Sul, dizem, geralmente inibe a actividade dos furacões.
Ainda assim o meteorologista da NOAA Gerry Bell adverte que os impactos actuais do El Niño são por enquanto pequenos e que a temporada de furacões está longe de terminar. Pelas previsões do NOAA, esta seca deverá continuar pelo resto de 2006 e início de 2007.
O El Niño é um fenómeno de interacção atmosfera-oceano, associado a alterações dos padrões normais da temperatura da superfície do mar e dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial, entre a costa peruana e a Austrália.
Além da temperatura do mar, o fenómeno pode ser medido pela diferença média da pressão ao nível do mar entre os sectores do centro-leste (Taiti/Oceania) e oeste (Darwin/Austrália) do Pacífico Tropical. Esse índice está relacionado com o aquecimento e arrefecimento das águas na região. As fases positivas e negativas do fenómeno são denominadas de El Niño e La Niña, respectivamente.
Estes são fenómenos naturais que existem há vários anos e continuarão a existir como fenómenos cíclicos, sem um período regular. O fenómeno La Niña apresenta maior variabilidade e ocorre com uma frequência menor que o fenómeno El Niño; é atribuído a um arrefecimento anormal da superfície do mar , provocando chuvas torrenciais e agrava os efeitos das tempestades tropicais que fustigam alguns países.
O fenómeno El Niño de 1997-98 atingiu o máximo no início de Dezembro de 1997 com a irregularidade do oceano, atingindo mais de 4ºC. Em Janeiro e Fevereiro de 1998, apesar da superfície ocupada pelas anomalias terem diminuído, o impacto na atmosfera foi ainda maior, pois no Verão austral as temperaturas da superfície são máximas nesta estação.
O nome foi dado por pescadores peruanos, que notavam uma diminuição na quantidade de peixes na Costa do Peru, sempre na época do Natal, razão pela qual lhe deram o nome de El Niño (menino em espanhol).
LINK:http://www.noaanews.noaa.gov/stories2006/s2699.htm
publicado por armando ésse às 12:33

Setembro 14 2006

O movimento xiita libanês Hezbollah foi considerado culpado de crimes de guerra contra civis israelitas no recente conflito com Israel, acusou hoje a Amnistia Internacional. “Durante o mês que durou o conflito, o Hezbollah lançou perto de 4000 ‘rockets’ para o norte de Israel (...), um quarto dos quais foi lançado directamente para zonas urbanas”, anunciou a organização de Direitos Humanos com sede em Londres.
A Amnistia sublinha que o balanço dos bombardeamentos - 43 mortos e 33 feridos graves - teria sido muito mais grave se centenas de milhares de israelitas não tivessem fugido e se as cidades e vilas não estivessem equipadas com abrigos eficazes.
O Hezbollah utilizou, nomeadamente, “rockets katioucha” modificados, carregados com milhares de esferas metálicas, com o objectivo de atingirem alvos o mais longe possível. Oito dessas munições, afirma a Amnistia, causaram a morte de oito funcionários dos caminhos-de-ferro.
“A escala dos ataques do Hezbollah contra as cidades e vilas israelitas, a escolha de armas usadas e as declarações da direcção, confirmando a intenção de atingir civis, indicam claramente que o Hezbollah transgrediu as leis da guerra”, afirmou a secretaria-geral da Amnistia, Irene Khan.
Por outro lado, a Amnistia tinha já acusado Israel, em Agosto, de ter igualmente cometido “crimes de guerra” no Líbano, visando “deliberadamente” instalações civis e de ter utilizado bombas de fragmentação no final do conflito.
Para Irene Khan, “o facto de Israel ter igualmente cometido violações graves não justifica, de modo nenhum, as violações levadas a cabo pelo Hezbollah. Os civis não podem pagar o preço da conduta de cada campo”.
publicado por armando ésse às 09:52

Setembro 14 2006

O movimento xiita libanês Hezbollah foi considerado culpado de crimes de guerra contra civis israelitas no recente conflito com Israel, acusou hoje a Amnistia Internacional. “Durante o mês que durou o conflito, o Hezbollah lançou perto de 4000 ‘rockets’ para o norte de Israel (...), um quarto dos quais foi lançado directamente para zonas urbanas”, anunciou a organização de Direitos Humanos com sede em Londres.
A Amnistia sublinha que o balanço dos bombardeamentos - 43 mortos e 33 feridos graves - teria sido muito mais grave se centenas de milhares de israelitas não tivessem fugido e se as cidades e vilas não estivessem equipadas com abrigos eficazes.
O Hezbollah utilizou, nomeadamente, “rockets katioucha” modificados, carregados com milhares de esferas metálicas, com o objectivo de atingirem alvos o mais longe possível. Oito dessas munições, afirma a Amnistia, causaram a morte de oito funcionários dos caminhos-de-ferro.
“A escala dos ataques do Hezbollah contra as cidades e vilas israelitas, a escolha de armas usadas e as declarações da direcção, confirmando a intenção de atingir civis, indicam claramente que o Hezbollah transgrediu as leis da guerra”, afirmou a secretaria-geral da Amnistia, Irene Khan.
Por outro lado, a Amnistia tinha já acusado Israel, em Agosto, de ter igualmente cometido “crimes de guerra” no Líbano, visando “deliberadamente” instalações civis e de ter utilizado bombas de fragmentação no final do conflito.
Para Irene Khan, “o facto de Israel ter igualmente cometido violações graves não justifica, de modo nenhum, as violações levadas a cabo pelo Hezbollah. Os civis não podem pagar o preço da conduta de cada campo”.
publicado por armando ésse às 09:52

Setembro 13 2006

Os conhecimentos e aptidões da população adulta portuguesa não podiam ser piores: estamos em último lugar, entre 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no que se refere ao tempo médio que os cidadãos com mais de 25 anos passaram na escola. O indicador contabiliza em oito e meio os anos gastos em regime de educação formal no País, contra uma média global de 11,9 em todos os países.
Vale a pena dizer que a tendência está a mudar: a faixa etária dos 25 aos 34 anos apresenta uma subida de mais de 20 pontos percentuais, em relação ao grupo dos 45/54 anos, no que se refere à frequência do ensino secundário. Mesmo assim, os que realmente concluem o 12.º ano são apenas 40% dos indivíduos deste grupo etário. E 25 % do total da população portuguesa, contra 67% da média da OCDE. A manter-se a taxa de crescimento anual, estaremos a par da actual realidade dos outros países em 2013.
As más notícias e a perspectiva evolutiva pertencem ao relatório anual da OCDE dedicado ao ensino, Education at a Glance 2006. Na lista das qualificações da população adulta somos seguidos pelo México e Turquia, penúltimo e antepenúltimo lugares - países onde, tal como no nosso, mais de metade da população entre os 25 e os 64 anos não completou o secundário. No topo da escala surge a Noruega, onde a permanência média no sistema educativo é de quase 14 anos, seguida da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos.
O relatório, extenso e dedicado a 26 indicadores principais, repartidos por 30 países, aborda também a polémica questão da Matemática. Portugal destaca-se mais uma vez pela negativa: é o segundo país da OCDE que menos tempo dedica à disciplina e às competências da língua materna no currículo do 2.º ciclo do Ensino Básico, a par com a Irlanda. Reportando-se a dados de 2004, o relatório assinala que apenas 12% do currículo dos alunos portugueses entre os nove e os 11 anos é consagrado à Matemática, menos 4% do que a média dos países analisados. Atrás de nós só a Austrália, que dedica 9% do tempo de aulas aos números - e 13% à sua língua materna, logo seguida por Portugal, com apenas 15%.
Mas há outros dados interessantes no que respeita à proficiência dos alunos portugueses com os números. Apenas 6% conseguiu atingir os dois níveis mais elevados de competência matemática do PISA 2003, outro estudo da OCDE dedicado apenas à disciplina - concentrando-se a quase totalidade dos alunos nos níveis mais baixos. A explicação tem mais a ver com as diferenças dentro de cada escola - isto é, alunos com a mesma idade mas retidos em diferentes níveis de escolaridade, devido a reprovações - do que entre escolas. No entanto, quando há assimetrias entre as instituições de ensino, estas estão anexadas a uma certa estratificação económica, social e cultural.
Apesar de terem menos tempo de aulas na maioria das áreas, os alunos portugueses passam mais horas na escola do que a média dos países da OCDE. Veja-se o exemplo do 2.º ciclo, com as crianças entre os nove e os 11 anos a passarem 874 horas por ano na sua instituição de ensino, mais 66 do que a média dos países analisados. Quanto aos gastos, em Portugal são 4 422 euros bem contabilizados por estudante, desde o ensino básico até ao superior: o País consegue o 23.º lugar entre todos os países no que se refere a este indicador. Abaixo da média da totalidade dos países, claro, que é de 5 381 euros por aluno. Uma salvaguarda: apesar de ser menos do que o que os outros gastam, esse montante representa para Portugal uma maior fatia do Produto Interno Bruto per capita do que para esses mesmos países. Aqui, a questão é mesmo relativa. DN.
publicado por armando ésse às 10:33

Setembro 13 2006

Os conhecimentos e aptidões da população adulta portuguesa não podiam ser piores: estamos em último lugar, entre 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no que se refere ao tempo médio que os cidadãos com mais de 25 anos passaram na escola. O indicador contabiliza em oito e meio os anos gastos em regime de educação formal no País, contra uma média global de 11,9 em todos os países.
Vale a pena dizer que a tendência está a mudar: a faixa etária dos 25 aos 34 anos apresenta uma subida de mais de 20 pontos percentuais, em relação ao grupo dos 45/54 anos, no que se refere à frequência do ensino secundário. Mesmo assim, os que realmente concluem o 12.º ano são apenas 40% dos indivíduos deste grupo etário. E 25 % do total da população portuguesa, contra 67% da média da OCDE. A manter-se a taxa de crescimento anual, estaremos a par da actual realidade dos outros países em 2013.
As más notícias e a perspectiva evolutiva pertencem ao relatório anual da OCDE dedicado ao ensino, Education at a Glance 2006. Na lista das qualificações da população adulta somos seguidos pelo México e Turquia, penúltimo e antepenúltimo lugares - países onde, tal como no nosso, mais de metade da população entre os 25 e os 64 anos não completou o secundário. No topo da escala surge a Noruega, onde a permanência média no sistema educativo é de quase 14 anos, seguida da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos.
O relatório, extenso e dedicado a 26 indicadores principais, repartidos por 30 países, aborda também a polémica questão da Matemática. Portugal destaca-se mais uma vez pela negativa: é o segundo país da OCDE que menos tempo dedica à disciplina e às competências da língua materna no currículo do 2.º ciclo do Ensino Básico, a par com a Irlanda. Reportando-se a dados de 2004, o relatório assinala que apenas 12% do currículo dos alunos portugueses entre os nove e os 11 anos é consagrado à Matemática, menos 4% do que a média dos países analisados. Atrás de nós só a Austrália, que dedica 9% do tempo de aulas aos números - e 13% à sua língua materna, logo seguida por Portugal, com apenas 15%.
Mas há outros dados interessantes no que respeita à proficiência dos alunos portugueses com os números. Apenas 6% conseguiu atingir os dois níveis mais elevados de competência matemática do PISA 2003, outro estudo da OCDE dedicado apenas à disciplina - concentrando-se a quase totalidade dos alunos nos níveis mais baixos. A explicação tem mais a ver com as diferenças dentro de cada escola - isto é, alunos com a mesma idade mas retidos em diferentes níveis de escolaridade, devido a reprovações - do que entre escolas. No entanto, quando há assimetrias entre as instituições de ensino, estas estão anexadas a uma certa estratificação económica, social e cultural.
Apesar de terem menos tempo de aulas na maioria das áreas, os alunos portugueses passam mais horas na escola do que a média dos países da OCDE. Veja-se o exemplo do 2.º ciclo, com as crianças entre os nove e os 11 anos a passarem 874 horas por ano na sua instituição de ensino, mais 66 do que a média dos países analisados. Quanto aos gastos, em Portugal são 4 422 euros bem contabilizados por estudante, desde o ensino básico até ao superior: o País consegue o 23.º lugar entre todos os países no que se refere a este indicador. Abaixo da média da totalidade dos países, claro, que é de 5 381 euros por aluno. Uma salvaguarda: apesar de ser menos do que o que os outros gastam, esse montante representa para Portugal uma maior fatia do Produto Interno Bruto per capita do que para esses mesmos países. Aqui, a questão é mesmo relativa. DN.
publicado por armando ésse às 10:33

Setembro 11 2006

Comemora-se hoje o quinto aniversário dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono.
Cinco anos depois, há mais terrorismo, há mais mortes, há mais guerras, há menos liberdade, há mais violações dos Direitos Humanos e há mais violação de direitos constitucionais.
Cinco anos depois, deveríamos viver num mundo mais seguro mas aparentemente, a subtracção da liberdade não nos deu segurança. Como alguém já disse, quem troca a liberdade pela segurança, não merece nenhuma delas.
Cinco anos depois do maior ataque terrorista de sempre, o alegado autor, Bin Laden, continua à solta, apesar de duas guerras, Afeganistão e Iraque, milhares de vidas ceifadas e milhões de dólares gastos para a sua captura.
Cinco anos depois e nunca até hoje, as pessoas estiveram tão em desacordo, quanto à identidade dos verdadeireiros autores dos atentados, daquela manhã fatídica.

Se por um lado, na imprensa de referência, surge com clara evidência, a versão de um ataque terrorista efectuada pela Al-Qaeda, por outro lado alimentada pela Internet, surge a versão de um golpe terrorista, levado a cabo pelo aparelho de estado dos Estados Unidos da América.
Uma sondagem da Scripps-Howard Foundation, revelou, na semana passada, que 36 por cento dos americanos acham ser “provável” ou “muito provável” que a administração tenha sido cúmplice dos ataques de 11 de Setembro, ou participaram na conspiração ou não actuaram para evitar a sua execução. O mesmo inquérito indicava que 16 por cento da população acredita que o colapso das Torres Gémeas foi despoletado por explosivos, e 12 por cento considera que o Pentágono foi atingido por um míssil e não por um avião.

Existem duas versões claramente distintas dos ataques terroristas:

Versão Oficial

Eram 8h46 quando um Boeing 757 da American Airlines chocou contra a torre norte do World Trade Center. Cerca de um quarto de hora depois, às 9h03, já com todas as televisões em directo do local, um segundo aparelho, um Boeing 767 da United Airlines colidiu na torre sul. Imagens de terror, que arrepiaram todo o Mundo, cujo o assombro foi amplificado com o desmoronamento do edifício, cerca de hora e meia mais tarde.
Entretanto, meia hora depois do segundo embate no World Trade Center, um terceiro avião desviado despenhou-se sobre o Pentágono, em Washington.
Mais meia hora e um quarto aparelho caiu num campo aberto na Pensilvânia, o quarto ataque, que teria como alvo o Capitólio ou a Casa Branca, acabou por ser gorado pelos próprios passageiros do voo 93 da United Airlines, que já sabiam o que acabara de acontecer em Nova Iorque.
Quase 3.000 pessoas morreram: 2.602 no World Trade Center, 125 no Pentágono e 246 nos quatro aviões desviados.
O ataque foi reivindicado um ano depois pela Al-Qaeda, mas desde logo o seu líder Bin Laden foi apontado como o principal suspeito.
Por detrás dos maiores atentados terroristas de sempre, estiveram 19 jovens árabes extremistas que, armados com x-actos, canivetes e latas de ‘spray’ de pimenta, sequestraram e desviaram quatro voos domésticos. Ter-lhes-á bastado menos de 400 mil euros para levar a cabo a acção.

Versão Não Oficial

As Torres Gémeas vieram abaixo por demolição controlada com explosivos pré-posicionados e não devido a choques de aviões.
O edifício 7 do complexo do World Trade Center, onde não se verificou qualquer choque de avião, também veio abaixo por demolição controlada.
O Pentágono foi atingido por um míssil e não por um Boeing 757, ironicamente, no dia em que comemorava o 60º aniversário do início da sua construção.
No local onde se afirma ter-se despenhado o Voo 93 da United Airlines só ficou uma pequena cratera com seis metros de diâmetro e um amontoado de lixo que de forma alguma poderia pertencer ao Boeing 757.

Quase 3.000 pessoas morreram: 2.602 no World Trade Center, 125 no Pentágono e 246 nos quatro aviões desviados.
A Al-Qaeda foi uma criação dos serviços secretos americanos.
Por detrás dos maiores atentados terroristas de sempre, estão os antigos membros do think tank neoconservador Project for a New American Century (PNAC), Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Jed Bush, George Tenet e Donald Rumsfeld, que controlam actualmente a administração Bush, e que diziam no seu relatório de 2000, "O processo de transformação, mesmo que provoque mudança revolucionária, provavelmente será longo (O início de Um Novo Século Americano) se faltar um evento catastrófico e catalisador como um novo Pearl Harbour" (in Rebuilding America's defences: strategies, forces and resources for a New American Century).


Estas versões são irremediavelmente antagónicas, no entanto não tenho dúvidas, que no dia 11 de Setembro de 2001, os quatro atentados terroristas mataram quase 3000 inocentes.
Quanto à autoria dos atentados, não consigo responder claramente, se foi perpetrado pela Al-Qaeda, pelos Neo-conservadores do PNAC ou pelas agências de inteligência americanas, tais como a NSA, o FBI e a CIA..
publicado por armando ésse às 16:30

Setembro 11 2006

Comemora-se hoje o quinto aniversário dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono.
Cinco anos depois, há mais terrorismo, há mais mortes, há mais guerras, há menos liberdade, há mais violações dos Direitos Humanos e há mais violação de direitos constitucionais.
Cinco anos depois, deveríamos viver num mundo mais seguro mas aparentemente, a subtracção da liberdade não nos deu segurança. Como alguém já disse, quem troca a liberdade pela segurança, não merece nenhuma delas.
Cinco anos depois do maior ataque terrorista de sempre, o alegado autor, Bin Laden, continua à solta, apesar de duas guerras, Afeganistão e Iraque, milhares de vidas ceifadas e milhões de dólares gastos para a sua captura.
Cinco anos depois e nunca até hoje, as pessoas estiveram tão em desacordo, quanto à identidade dos verdadeireiros autores dos atentados, daquela manhã fatídica.

Se por um lado, na imprensa de referência, surge com clara evidência, a versão de um ataque terrorista efectuada pela Al-Qaeda, por outro lado alimentada pela Internet, surge a versão de um golpe terrorista, levado a cabo pelo aparelho de estado dos Estados Unidos da América.
Uma sondagem da Scripps-Howard Foundation, revelou, na semana passada, que 36 por cento dos americanos acham ser “provável” ou “muito provável” que a administração tenha sido cúmplice dos ataques de 11 de Setembro, ou participaram na conspiração ou não actuaram para evitar a sua execução. O mesmo inquérito indicava que 16 por cento da população acredita que o colapso das Torres Gémeas foi despoletado por explosivos, e 12 por cento considera que o Pentágono foi atingido por um míssil e não por um avião.

Existem duas versões claramente distintas dos ataques terroristas:

Versão Oficial

Eram 8h46 quando um Boeing 757 da American Airlines chocou contra a torre norte do World Trade Center. Cerca de um quarto de hora depois, às 9h03, já com todas as televisões em directo do local, um segundo aparelho, um Boeing 767 da United Airlines colidiu na torre sul. Imagens de terror, que arrepiaram todo o Mundo, cujo o assombro foi amplificado com o desmoronamento do edifício, cerca de hora e meia mais tarde.
Entretanto, meia hora depois do segundo embate no World Trade Center, um terceiro avião desviado despenhou-se sobre o Pentágono, em Washington.
Mais meia hora e um quarto aparelho caiu num campo aberto na Pensilvânia, o quarto ataque, que teria como alvo o Capitólio ou a Casa Branca, acabou por ser gorado pelos próprios passageiros do voo 93 da United Airlines, que já sabiam o que acabara de acontecer em Nova Iorque.
Quase 3.000 pessoas morreram: 2.602 no World Trade Center, 125 no Pentágono e 246 nos quatro aviões desviados.
O ataque foi reivindicado um ano depois pela Al-Qaeda, mas desde logo o seu líder Bin Laden foi apontado como o principal suspeito.
Por detrás dos maiores atentados terroristas de sempre, estiveram 19 jovens árabes extremistas que, armados com x-actos, canivetes e latas de ‘spray’ de pimenta, sequestraram e desviaram quatro voos domésticos. Ter-lhes-á bastado menos de 400 mil euros para levar a cabo a acção.

Versão Não Oficial

As Torres Gémeas vieram abaixo por demolição controlada com explosivos pré-posicionados e não devido a choques de aviões.
O edifício 7 do complexo do World Trade Center, onde não se verificou qualquer choque de avião, também veio abaixo por demolição controlada.
O Pentágono foi atingido por um míssil e não por um Boeing 757, ironicamente, no dia em que comemorava o 60º aniversário do início da sua construção.
No local onde se afirma ter-se despenhado o Voo 93 da United Airlines só ficou uma pequena cratera com seis metros de diâmetro e um amontoado de lixo que de forma alguma poderia pertencer ao Boeing 757.

Quase 3.000 pessoas morreram: 2.602 no World Trade Center, 125 no Pentágono e 246 nos quatro aviões desviados.
A Al-Qaeda foi uma criação dos serviços secretos americanos.
Por detrás dos maiores atentados terroristas de sempre, estão os antigos membros do think tank neoconservador Project for a New American Century (PNAC), Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Jed Bush, George Tenet e Donald Rumsfeld, que controlam actualmente a administração Bush, e que diziam no seu relatório de 2000, "O processo de transformação, mesmo que provoque mudança revolucionária, provavelmente será longo (O início de Um Novo Século Americano) se faltar um evento catastrófico e catalisador como um novo Pearl Harbour" (in Rebuilding America's defences: strategies, forces and resources for a New American Century).


Estas versões são irremediavelmente antagónicas, no entanto não tenho dúvidas, que no dia 11 de Setembro de 2001, os quatro atentados terroristas mataram quase 3000 inocentes.
Quanto à autoria dos atentados, não consigo responder claramente, se foi perpetrado pela Al-Qaeda, pelos Neo-conservadores do PNAC ou pelas agências de inteligência americanas, tais como a NSA, o FBI e a CIA..
publicado por armando ésse às 16:30

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