A FÁBRICA

Abril 14 2008

A história do Titanic inicia-se com a tentativa feita por J. Bruce Ismay, presidente da White Star Line e J.P.Morgan o seu maior accionista, em concorrer na rota do Atlântico com a Cunard Line, proprietária dos paquetes Mauritania e Lusitania.
Em 1907 ambos decidiram construir 3 paquetes de grande porte e luxo para operar na rota Reino Unido - Estados Unidos. Seriam eles o Olympic, o Titanic e posteriormente o Britanic.
O Titanic teve a sua construção iniciada a 31 de Março de 1909 e foi lançado ao mar a 31 de Maio de 1911 tornando-se, com os seus 270 metros de comprimento por 28 de largura, o maior objecto móvel construído pelo homem.
Em Julho de 1911 foi marcada a data da viagem inaugural do Titanic: 20 de Março de 1912.
Devido ao facto de o Olympic bater com o cruzador da marinha britânica Hawke, ficando com fortes avarias que obrigaram o estaleiro a fornecer homens e materiais para atender às reparações, a primeira viagem do Titanic foi adiada para o dia 10 de Abril de 1912.
A 3 de Fevereiro de 1912, o Titanic deu entrada na Thompson Graving Dock, concluindo-se os acabamentos e iniciando-se os testes de navegação, testando a embarcação e os seus equipamentos.
No dia 2 de Abril partiu, sob o comando do Capitão Bartlett, para Southampton, o porto base para as viagens transatlânticas que começaria a realizar, onde chegou na madrugada do dia 4, iniciando o carregamento de carga e alimentos, além de receber a bordo a maior parte da tripulação. A embarcação ficou pronta para zarpar para a viagem inaugural no dia 9 de Abril.
No dia 10 de Abril, às 07:30 embarcou o novo comandante, Capitão Edward J. Smith, ex. Comandante do Olympic. Das 09:30 às 11:00 é realizado o embarque dos passageiros das 2a. e 3a. Classes. Os passageiros de 1a. Classe embarcaram às 11:30. Nessa tarde, o Titanic parte sendo puxado por rebocadores.
Um incidente ocorreu quando o Titanic, já navegando pelos seus próprios meios, passa próximo da embarcação New York. O deslocamento de água do seu movimento fez com que as amarras da outra embarcação se quebrassem e a popa da mesma vá na sua direcção. Graças a uma rápida intervenção da tripulação do New York a colisão é evitada por apenas 2 metros.
A partir daí, tudo correu normalmente até à triste madrugada de 14 e 15 de Abril, quando o Titanic naufragou após colidir com um iceberg a cerca de 400 milhas de St. John, Terra Nova e aproximadamente a 900 milhas do porto de New York.
Na manhã de Domingo, dia 14 de Abril, o Titanic recebeu a primeira de seis mensagens de advertência, que chegariam ao longo do dia, sobre icebergs.
Depois do jantar, o capitão Edward J. Smith, subiu até à ponte e conversou com o oficial de guarda sobre o tempo calmo e a dificuldade de visualizar icebergs.
Embora não tivessem binóculos, os vigias da noite, Frederick Fleet e Reginald Lee, assumiram os seus postos e, pouco antes da meia-noite, o vigia Fleet avisou a ponte, que se encontrava um iceberg 460 metros à frente. Numa manobra de emergência, o capitão tenta desviar o Titanic mas não conseguiu evitar a colisão a estibordo com a enorme massa de gelo.
Dez minutos após a colisão, a água inundava completamente todos os compartimentos danificados.
Thomas Andrews, calculou que ainda havia cerca de hora e meia até que a embarcação se afundasse completamente, sendo dadas ordens aos passageiros para que vestissem os coletes salva-vidas, ao mesmo tempo em que os botes eram lançados ao mar.
Houve tumultos e desorganização enquanto os botes salva-vidas eram lançados e ocupados. Temendo-se que eles se virassem no mar, os tripulantes inicialmente não permitiram que fossem ocupados com a capacidade máxima, 60 pessoas. Ao descer um dos últimos botes disponíveis, um oficial disparou três tiros para o ar, a fim de evitar que outros passageiros saltassem para o bote já cheio. Começou a haver pânico entre os passageiros. Por esta altura, o Titanic já se afundava.
Enquanto isso, a banda de música continuava a tocar no salão de jantar. Às 2h10min foi enviado o último pedido de socorro. Cinco minutos depois, a ponte de comando foi invadida pela água. Oito minutos mais tarde, o casco partiu-se ao meio e afundou-se. Apenas 706 das 2207 pessoas a bordo na viagem inaugural do navio de luxo sobreviveram. Os 706 sobreviventes foram resgatados pelo Carpathia, que chegou ao local às 3h30min.
O naufrágio do Titanic, foi para a época um golpe tremendo para a humanidade, ferindo profundamente o orgulho humano que, com as suas conquistas recentes, julgava arrogantemente ter dominado definitivamente a natureza. Os factos demonstravam uma total confiança na embarcação tanto que, com o chegar das primeiras notícias sobre o choque com o iceberg, durante algum tempo, ainda se afirmou que a embarcação permanecia flutuando, que nenhuma vida havia sido perdida e a maior questão era a de saber qual a doca que nos Estados Unidos, conseguiria receber tão grande embarcação para reparos.
As declarações dos seus proprietários e construtores, os elogios dos media ingleses, tornaram o Titanic “insubmersível”, um navio que ”o próprio Deus” não poderia afundar. Deus não se meteu na tragédia,
bastou um iceberg.
publicado por armando ésse às 08:05

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