A FÁBRICA

Março 25 2008

O Governo canadiano está a promover a deslocação de uma delegação de diplomatas e de caçadores de focas a cinco capitais europeias, com vista a evitar um boicote alargado aos produtos da espécie animal. Segundo noticiou a estação Radio-Canadá, a delegação, composta por um embaixador e caçadores de focas das regiões da Terra Nova, Quebeque e Nunavut, inicia a sua visita à Europa no próximo fim-de-semana e irá passar por cinco capitais: Londres (Reino Unido), Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria).
A deslocação visa sensibilizar os governos europeus para a importância da caça à foca enquanto actividade económica e demonstrar que é uma actividade sustentável e sujeita a rigorosa e cuidada política de gestão animal. A ida a Bruxelas assume particular interesse, porquanto a Bélgica foi o primeiro país da União Europeia a decretar, em Janeiro de 2007, um embargo total aos produtos derivados de foca, decisão que o Canadá contestou junto da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Ministério canadiano das Pescas e dos Oceanos anunciou este mês que a quota autorizada este ano para a caça às focas será de 275 mil animais, um aumento face aos 270 mil e 335 mil permitidos, respectivamente, em 2007 e 2006. Várias associações internacionais de defesa da vida animal, insurgiram-se contra a medida, entre as quais o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), mas Otava está firme quanto ao propósito de defender a caça à foca em todas as instâncias internacionais.
O massacre das focas bebés, no Canadá, é o maior e mais cruel massacre de animais que temos que assistir no nosso planeta. A caça é feita barbaramente, já que as focas bebé são mortas à cacetada e muitas vezes a pele é retirada com o animal ainda vivo, deixando na neve um rasto vermelho de sangue.
As autoridades canadianas justificam a caça dizendo que a população triplicou desde a década de 1970 e que existem hoje no Canadá mais de cinco milhões de focas.Segundo os pescadores, este número de focas está a afectar a pesca do bacalhau, já que cada foca adulta consome por ano cerca de uma tonelada de comida.
No entanto, estes argumentos não convencem as organizações de defesa dos animais, lembrando que a maioria das focas bebés são mortas com menos de um mês de vida sendo que nesta fase ainda não aprenderam a nadar e por isso não têm como escapar aos caçadores.
Estudos científicos sérios, provaram que a diminuição da população de peixes, deve-se em exclusivo, à excessiva actividade piscatória, perpetuado pela indústria pesqueira, a mesma que atribui a falta de pescado às focas.Os ambientalistas estão numa campanha internacional para parar o massacre das focas no Canadá, ameaçando realizar protestos mundiais para boicotar os produtos e o turismo no Canadá.
publicado por armando ésse às 08:37

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