A FÁBRICA

Abril 26 2005

Há dezanove anos atrás, o reactor número quatro da antiga central nuclear de Chernobyl, Ucrânia, rebentou, provocando o maior desastre do género no mundo. O acidente provocou a morte de sete mil pessoas e libertou uma radiação duzentas vezes superior às bombas atómicas de Hiroshima e Nagasáqui. Dados apresentados por cientistas apontam para que mais de 500 mil de pessoas nas próximas gerações possam continuar a ser afectadas pelo maior acidente do género da história da humanidade. Actualmente, a radioactividade libertada é associada a aproximadamente dois mil casos de cancro na tiróide.Cientistas israelitas e ucranianos também descobriram evidências de que pequenas doses de radiação poderiam provocar mudanças no ADN humano e que estas passam para futuras gerações. As análises a crianças, que nasceram depois da explosão de Chernobyl - descendentes de pais que limparam o reactor da central nuclear russa - registaram um grande aumento de mutações, que poderão ser de longa duração, revelou um estudo. O estudo também encontrou factores que decréscimo dos efeitos como a passagem do tempo entre a exposição e a concepção e a duração do trabalho dos daqueles que limparam o reactor. A nuvem de radioactividade que surgiu depois da explosão na Ucrânia continha gás xenónio e césio inactivos, mas a maioria dos componentes era isótopos radioactivos de iodo. Além das perdas humanas, a radioactividade de Chernobyl contaminou os solos e águas de 137 mil quilómetros quadrados de territórios na Ucrânia, BieloRússia e Rússia. Chernobyl inutilizou ainda 114 mil hectares de terra e 492 mil hectares de floresta, forçando 400 mil pessoas a abandonarem as suas habitações.
publicado por armando ésse às 07:09

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