A FÁBRICA

Fevereiro 06 2008

Para muita gente, Elizabeth Taylor foi a mais bela mulher do século XX, não é de admirar, também por isso, que tivesse, quase, tantos casamentos como papéis principais no Cinema. Começou com esta estória dos casamentos, logo aos 18 anos, quando casou com Nick Hilton, herdeiro da célebre cadeia de hotéis. Quando a actriz abortou involuntariamente, depois de ter sido espancada pelo senhor Hilton, pediu o divórcio. Estiveram casados durante oito meses.
O senhor que se seguiu foi Michael Wilding, um actor inglês 20 anos mais velho. Desta vez o matrimónio durou cinco anos e gerou dois filhos. Liz divorciou-se de Wilding em 1957 e conseguiu estar assim durante algumas horas. Antes que o diabo esfregasse o olho, casou-se com Mike Todd, o produtor de «A Volta ao Mundo em 80 Dias». Consta que Todd foi um dos dois grandes amores da vida dela, o outro, toda a gente sabe, foi Richard Burton. Um ano e meio depois, Liz Taylor ficou viúva: o avião particular do produtor caiu no Novo México com ele a bordo.
Num desses golpes em que o destino é fértil, o melhor amigo de Mike Todd, o cantor Eddie Fisher, estava à mão de semear para a consolar. E consolou-a tão bem que acabaram por casar. Para tornar a coisa mais picante, Eddie Fisher era casado com a melhor amiga de Liz, a actriz Debbie Reynolds.
Entretanto, durante as filmagens de «Cleópatra», Liz Taylor e Richard Burton, apaixonam-se, sendo que, ela ainda era casada com Fisher, e ele com uma certa Sybil Williams. Nada de importante, para avançar para mais um casamento. Liz e Burton casaram-se de seguida, separaram-se e voltaram a casar-se e foram felizes e infelizes para sempre.
Burton morreu em 1984, mas Liz Taylor ainda tinha pelo menos mais dois casamentos para aviar: o primeiro com um senador americano e o segundo com um camionista. O senador chamava-se John Warner, e parece que redundou no matrimónio mais chato de todos, pois Liz fez a promessa de se dedicar às lides caseiras. O camionista era um tal Larry Fortensky, 22 anos mais jovem que a actriz. Passado algum tempo Liz trocou o camionista pelo milionário texano Tony Rollan, de 30 anos.
Elizabeth Rosemond Taylor, nasceu em Londres, em 27 de Fevereiro de 1932, filha de um casal de americanos radicados na Inglaterra. Com o início da II Guerra, a família regressou a Los Angeles. Começou a fazer filmes quando tinha apenas 11 anos, no mítico filme Lassie Come Home. A partir daí foi-se estabelecendo como uma das mais talentosas, carismáticas e sensuais actrizes de sempre. National Velvet, onde contracenava com Mickey Rooney, fez dela uma estrela aos 13 anos de idade. Seguiram-se novas aventuras com Lassie mas entretanto os estúdios MGM não sabiam o que fazer com ela. Aos 14 anos já tinha um corpo de mulher muitíssimo bem definido e os papéis em filmes infantis começaram a parecer impróprios. O início ainda tentaram disfarçar a voluptuosidade da jovem com camisolas largas, mas apenas com 16 Elizabeth Taylor começa a interpretar papéis de adulta.
Em 1950 tem o seu primeiro grande sucesso nesta segunda fase da sua carreira no filme Father of the Bride, com Spencer Tracy. No ano seguinte divide o ecrã com Montgomery Clift em A Place in the Sun. A sua sensualidade é avassaladora e Hollywood cai imediatamente aos seus pés.
A primeira metade dos anos 50 é pouco prolífera em grandes papéis, mas em 1956 a actriz entra em The Giant, ao lado De James Dean e Rock Hudson, voltando a afirmar-se como a actriz de uma geração. No ano seguinte é nomeada ao Óscar pelo filme Raintree Country. Começa aí a brilhante sucessão de papéis de Liz Taylor que terminará apenas em 1968. Nos anos seguintes entra em Cat on a Hot Thin Roof, Suddenly Last Summer e Butterfield 8. Com este último filme, conquista o seu primeiro Óscar, à quarta nomeação. No entanto esse foi um prémio de simpatia. O seu terceiro marido, Michael Tood, tinha morrido semanas antes num desastre de aviação e a própria Taylor estava ás portas da morte. O Óscar para uma moribunda acabou por ser apenas o primeiro de uma carreira que ainda tinha muito para dar.
Três anos depois a actriz é a estrela de Cleópatra. O filme foi um fracasso mas esteve cheio de histórias no elenco. Liz Taylor exigiu que fosse Richard Burton a interpretar Marco António e na rodagem do filme apaixonaram-se. Ainda nas rodagens do filme Taylor volta a estar ás portas da morte, tendo mesmo sido declarado morta por alguns jornais. Nesse mesmo ano faria ainda V.I.P.´s o segundo de nove filmes que faria com Richard Burton. Em 1966, faz Who´s Affraid Virginia Wolf?, o seu melhor desempenho coroado com o seu segundo Óscar.
Elizabeth Taylor era com 36 anos a maior estrela de Hollywood. No entanto os seus insistentes problemas de saúde, acompanhados pela forte dependência do álcool, terminaram com a carreira da actriz antes dos 40 anos.
publicado por armando ésse às 14:42
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