A FÁBRICA

Fevereiro 28 2008

A mais vulgar aplicação do nylon é nas charmosas meias de vidro, um dos símbolos do glamour. As meias de vidro foram lançadas a 27 de Outubro em 1938, na Feira Mundial de Nova Iorque, com um grande sucesso. As mulheres aderiram imediatamente às meias de nylon porque eram tão bonitas como as meias de seda, eram mais baratas e duravam muito mais por muito tempo, além que podiam ser tão finas, que dava a sensação de não as usarem.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial o nylon teve uma larga utilização no fabrico de pára-quedas, pneus, tendas, cordas, fatos impermeáveis, o que fez praticamente desaparecer a produção de meias.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, as meias de nylon foram mundialmente difundidas, e tornaram-se uma peça comum em todos os guarda-vestidos das senhoras de todo o mundo. Nos anos sessenta com a introdução da mini-saia de Mary Quant e a criação dos collants, o nylon teve uma expansão sem precedentes.
Para que tudo isto acontecesse, anos antes, mais propriamente a 28 de Fevereiro de 1935, o professor de Química americano W.H. Carothers tinha criado uma fibra sintética, na empresa americana da DuPont, a que deu o nome de Nylon. A origem do nome, é ambígua mas é mais comummente aceite, que a palavra deriva da junção de NY (Nova Iorque, em inglês) e LON (Londres), as duas cidades onde o nylon foi inicialmente fabricado. O nylon foi a primeira de todas as fibras sintéticas, feita a partir do petróleo, gás natural, ar e água, através de complexos processos industriais.
"A nova fibra era forte como o aço e delicada como uma teia de aranha", diziam os fabricantes, tendo passado a ser utilizada para fazer escovas de dentes, cordas, artigos moldados e vestuário. Embora tenha todas estas aplicações, o nylon é conhecido pelo seu uso no campo dos tecidos.
Wallace Hume Carothers (27 de Abril de 1896 – 29 de Abril de 1937), nasceu em Burlington, Iowa. Licenciou-se em Química, no Colégio Tarkio, no Missouri, tendo feito posteriormente o mestrado na Universidade de Illinois, onde obteve o doutoramento em 1924.
Em 1927, Carothers foi convidado para chefiar um projecto de investigação na empresa americana E. J. DuPont, com o objectivo de desenvolver um novo material sintético que pudesse ser fabricado em quantidade, tivesse a leveza da seda e fosse de elevada resistência. Na DuPont chefiou uma equipa de pesquisadores em Wilmington que obteve resultados notáveis. No campo prático foram sintetizados e patenteados o nylon (1935) e o neoprene (1937), produtos que viriam a revolucionar a indústria e de larga utilidade comercial. Foi eleito director associado do Journal of the American Chenical Society (1929) e do Organic Synthesis (1930), as duas mais conceituadas publicações sobre química dos Estados Unidos. Também foi eleito para a Academia de Ciências Norte-Americana (1936), tornando-se o primeiro químico dedicado à pesquisa industrial a receber esta distinção. Suicidou-se em 29 de Abril de 1937.
publicado por armando ésse às 11:20

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