A FÁBRICA

Fevereiro 01 2005




Só mesmo um psiquiatra para explicar, este "reality show" que chegou a campanha eleitoral. Sem política e sem ideologia, esta campanha eleitoral apenas versa as pessoas, com tricas personalizadas e com críticas destrutivas como único argumento. Veja -se Santana Lopes no comício de Braga, apregoar referindo-se a José Socrates " o outro candidato tem outros colos. Estes colos sabem bem", rodeado de mil mulheres. Se não houver uma inflexão no discursos dos líderes partidários, teremos de escolher no próximo dia 20 de Fevereiro o próximo primeiro-ministro, não pela sua qualidade como político e pelas suas políticas, mas sim pela cor dos olhos, pelo seu penteado, pelo seu corpo, pelo seu tom de voz ou pelo sentido de humor. A incoerência e a campanha negativista chegou ao limite do racional. A retórica política encheu-se de meras palavras ou slogans- choque de valores, choque tecnológico, choque de gestão, choque fiscal, competência, responsabilidade, utilidade, mudança, mérito , desafio- usados tanto pela esquerda como pela direita, na sua ânsia de conquistar o eleitorado.

Os políticos tentam todos os dias convencer-nos que o tempo das ideologias acabou, mas se as ideologias acabaram, o que é a política?

Uma simples gestão da administração pública?

Para isso contrate-se, os melhores gestores portugueses, e deixem o combate político para os filósofos. Que a política morra!

publicado por armando ésse às 10:35

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