A FÁBRICA

Março 31 2005

Depois de ter dedicado sete textos, no dia 27 de Janeiro, ao "Dia da Memória", para comemorar os 60 anos anos da libertação dos campos de morte de Auchwitz-Birkenau, não podia de forma alguma deixar passar em claro, os 60 anos da morte de Anne Frank no campo de concentração de Bergen Belsen.
Annelise Frank nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt, filha de Otto Frank e Edith Holländer. Em 1933, com a subida ao poder de Adolf Hitler, a família Frank mudou-se para a relativamente segura Amesterdão, na Holanda. No dia 5 de Dezembro de 1933, Otto e Edith Frank mudaram-se para Amesterdão (Anne permaneceu em Aachen com sua avó materna até que as coisas estabilizassem na Holanda). Em Fevereiro de 1934, Anne mudou-se para Amesterdão e nesse mesmo ano ingressou na escola Montessori. Em Março de 1939, a situação dos judeus na Alemanha começou a ficar intolerável. Isso obrigou a avó materna de Anne a deixar Aachen, indo morar com a família Frank em Amesterdão. Mesmo com muitos membros do Partido Nazi presentes no seu território, a Holanda tratava os judeus refugiados muito bem e os Frank sentiam-se seguros. Em Maio de 1942, todos os judeus com mais de seis anos de idade foram obrigados a usar a estrela de David costurada nas suas roupas, para separa-los dos não-judeus.
No dia 12 de Junho de 1942, quando Anne completou 13 anos de idade, recebeu de presente um diário e nesse mesmo dia ela escreveu:
”Espero poder contar-te tudo, como nunca pude contar a ninguém, e espero que sejas uma grande fonte de conforto e ajuda.” (12 de Junho de 1942).
Um mês após seu aniversário a família mudou-se para o Anexo Secreto onde Anne escreveu grande parte de seu diário.
No Anexo, Anne queria manter correspondência com pessoas do mundo exterior, o que era extremamente perigoso, obrigando-a a criar amigos imaginários para quem escrevia cartas no seu diário. Com o tempo ela restringiu essas cartas a apenas uma amiga imaginária, o seu diário a quem chamava: Kitty.
Em Março de 1944, depois de ter ouvido uma transmissão na rádio inglesa de Gerrit Bolkestein, membro do governo holandês no exílio, convidando os cidadãos a preservarem as suas histórias de guerra, Anne, decidiu que assim que a guerra terminasse, publicaria um livro baseado no seu diário,até então escrevia o diário, estritamente para si própria.
A partir de Maio de 1944, num período de dois meses e meio, Anne começou a rever o seu diário com o intuito de publicá-lo (em 4 de Agosto do mesmo ano, data em que os moradores do Anexo foram presos pelos nazis, Anne ainda não tinha completado a sua revisão) . Essa ficou conhecida como a versão “B”.
Por volta de 28 de Outubro de 1944 foi transferida com a irmã e Auguste van Pels para Bergen Belsen onde morreu possivelmente no final de Fevereiro ou início de Março de 1945, vítima de tifo. A data universalmente aceite como da sua morte é o dia 31 de Março de 1945, faz hoje 60 anos. Provavelmente o seu corpo foi enterrado nas valas comuns do campo que foi libertado por tropas inglesas em 12 de Abril de 1945.
Depois do Anexo ser invadido de surpresa pela polícia nazi em 4 de Agosto de 1944
, Miep e Bep Voskuijl subiram até o esconderijo e encontraram os cadernos e anotações de Anne espalhados pelo chão. Miep guardou-os com o intuito de entregá-los a Anne quando a menina voltasse.
Quando a guerra terminou e Miep soube que Anne tinha morrido, entregou o material a Otto Frank, recém chegado a Amesterdão dos campos de concentração com as seguintes palavras: “aqui está o legado da sua filha Anne”.

Otto passou a traduzir para o alemão trechos do diário da filha, para anexá-los junto com as cartas que mandava para a sua mãe residente em Basileia. No dia 3 de Abril de 1946, um jornal alemão noticiou a existência do diário de Anne. Em 1947, Otto Frank, encorajado pelos amigos, decidiu publicar uma versão de “B” com muitas modificações.
O Diário de Anne Frank foi publicado na Holanda pela primeira vez em Junho de 1947. Otto tinha realizado o desejo de Anne: tornar-se escritora.
Com uma edição inicial de 1500 cópias, o Diário de Anne Frank foi traduzido e publicado em 67 línguas, sendo um dos livros mais lidos no mundo.

"Anne Frank com tudo o que veio a representar, simboliza também o poder de um livro. Graças ao diário que escreveu, entre 1942 e 1944, no anexo secreto de um armazém em Amesterdão, Anne Frank tornou-se a figura mais memorável da Segunda Guerra Mundial - além de Hitler, evidentemente que também revelou num livro a sua visa e as suas crenças. Decerto modo o Holocausto começou com um livro e terminou com outro.No entanto, foi o livro de Anne que triunfou e que apresentou ao mundo a segunda criança mais famosa da História."
Roger Rosenblatt
Fonte: www.annefrank.com.
publicado por armando ésse às 12:57

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