A FÁBRICA

Janeiro 27 2005


Antes do início da Segunda Guerra Mundial, os nazis enviaram para os campos de concentração a totalidade dos opositores ao regime, fossem eles conservadores ou comunistas. Só na sequência da "Noite de Cristal", a 10 de Novembro de 1938, e da anexação da Áustria, os judeus se irão juntar aos presos políticos. A perseguição feroz e paranóica ao povo judeu apenas se manifesta de forma mais violenta após a conquista da Polónia, dando corpo às directivas constantes da "acção de pacificação" - era esse o nome dado às referidas directivas- com que se pretendia aniquilar a "Intelligentzia" polaca, por forma a impedir a sua influência junto da população. Hitler queria e as palavras são suas " manter um baixo nível de vida e escravos baratos". Este conceito de aproveitamento económico dos habitantes dos países ocupados provocará em 1942, uma viragem na política de utilização dos campos. Até então o recurso a presos como mão-de-obra para as fábricas de armamento ou de interesse nacional estava formalmente impedido. A partir de Setembro de 1942, o esforço militar alemão impôs uma mudança de filosofia -"o extermínio pelo trabalho"- que se traduziu na aniquilação massiva de prisioneiros.Os primeiros beneficiados com esta alteração foram as SS, que a partir de então se transformaram nos verdadeiros patrões desta quase inesgotável mão de obra, manejando-a e utilizando-a a seu bel prazer.Deles passa a depender o recrutamento destes operários forçados, imprescendíveis para o aparelho produtivo alemão.A alimentação, de muita má qualidade e quase inexistente, surge como a principal causa de morte de várias centenas de milhar de prisioneiros, facto que, pasme-se deixou o chefe máximo das SS, Heinrich Himmler, profundamente indignado.A espiral de homicídios atingia em 1944, a espantosa cifra mensal de 30 mil mortos.O avanço dos Aliados em duas frentes, ocidental e oriental e o colapso da economia do Reich parecem ter enlouquecido ainda mais os nazis os líderes nazis.O extermínio converteu-se nas palavras do própio Himmler, numa "necessidade imperiosa, nos numerosos campos de concentração.Os métodos usados até então eram baseados no pressuposto de que o terror era a melhor forma de negar a personalidade do individo e de o manipular. A partir de então com os campos em risco de cair em mãos inimigas, a morte quantitativa substitui o principio do castigo.

Mais do que castigar urge exterminar.


publicado por armando ésse às 12:10

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