A FÁBRICA

Setembro 09 2005
US Secretary of State Colin Powell addresses the United Nations Security Council 05 February, 2003 at the UN in New York. Powell was unveiling evidence that Iraq is harboring weapons of mass destruction in violation of UN resolutions. AFP PHOTO/Timothy A. CLARY.
O antigo secretário de Estado norte-americano Colin Powell admitiu quinta-feira que a sua apresentação em 2003 perante a ONU sobre as armas de destruição maciça (ADM) que o Iraque alegadamente tinha foi uma "mancha" na sua reputação.
"É uma mancha porque fui eu que fiz esta apresentação em nome dos Estados Unidos perante o mundo e isso fará sempre parte da minha ficha", disse Powell numa entrevista a Barbara Walters na ABCNews.
O antigo general, que foi o Secretário de Estado do presidente George W. Bush de 2001 a início de 2005, afirmou que a recordação deste episódio lhe era agora "dolorosa".
O militar-diplomata tinha feito a 05 de Fevereiro de 2003, perante o Conselho de Segurança da ONU, uma longa apresentação do dossier que os Estados Unidos elaboraram sobre as supostas ADM do regime de Saddam Hussein.
Estes argumentos serviram para justificar a invasão do país algumas semanas depois, mas nenhuma destas armas foi encontrada.
No discurso na ONU, Powell disse que se tinha baseado em informações recebidas em breafings na CIA (central de espionagem norte- americana).
O antigo secretário do Estado norte-americano desculpou quinta- feira o então director da Agência George Tenet defendendo que ele acreditava que os elementos que fornecia a eram "exactos".
Powell declarou-se também "consternado" com o facto de alguns responsáveis dos serviços secretos norte-americanos terem, segundo ele, sabido que algumas fontes não eram credíveis.
"Mas havia algumas pessoas no seio dos serviços secretos norte- americanos que sabiam na época que essas fontes não eram boas e nada disseram. Isso deixa-me consternado", disse.
Powell disse também "não ter visto" uma ligação entre os atentados anti-americanos de 11 de Setembro de 2001 e o regime de Bagdad.
"Nunca vi prova" de que houvesse uma ligação, declarou.
publicado por armando ésse às 07:50

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