A FÁBRICA

Abril 01 2005

Karol Wojtyla nasceu em 18 de Maio de 1920 em Wadowice, sul da Polónia. Filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, Emilia Kaczorowsky.
Os pais de Karol Wojtyla baptizaram-no poucos dias depois nascer na Igreja de Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o falecimento da sua mãe ao dar à luz a uma menina que morreu antes de nascer. Anos mais tarde faleceu o seu irmão e em 1941 morreu o seu pai.
Quando jovem, o futuro Pontífice mostrou uma grande paixão pelo teatro e as artes literárias polacas. Tanto, que ainda no colégio pensava seriamente na possibilidade de continuar os estudos de filologia e linguística polaca, mas um encontro com o Cardeal Sapieha durante uma visita pastoral, fez-lhe considerar seriamente a possibilidade de seguir a vocação que tinha impressa no coração: o sacerdócio.
Com a anexação da Polónia durante a Segunda Guerra Mundial pela Alemanha as Universidades da Polacas são encerradas, com o objectivo de liquidar os maiores pensadores da cultura polaca. Frente a esta situação Karol Wojtyla com um grupo de jovens organizaram uma Universidade clandestina onde estudou filosofia, línguas e literatura. Pouco antes de decidir o seu ingresso no seminário, o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário numa pedreira. Segundo relata o hoje Pontífice, esta experiência ajudou-o a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, sensatez e ardor religioso dos trabalhadores e dos pobres.
Em 1942 ingressou no Departamento teológico da Universidade Jaguelloniana. Durante estes anos teve que viver escondido, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.
Em 1 de Novembro de 1946, com a idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracóvia e celebrou sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo na Catedral de Wavel. Em pouco tempo obteve a licenciatura de Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angelicum e mais tarde doutorou-se em Filosofia. Durante algum tempo desempenhou as funções de professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade Estatal de Cracóvia, onde interagiu com importantes representantes do pensamento católico polaco, especialmente na vertente conhecida como “tomismo lublinense”.
Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracóvia, Dom Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do Episcopado Polaco. Participou do Concílio Vaticano II, onde participou activamente, especialmente nas comissões responsáveis por elaborar a Constituição Dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso trabalho apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distracção e aventura ao ar livre.
Em 13 de Janeiro de 1964 faleceu Dom Baziak, ocupando D. Wojtyla o lugar na diocese de Cracóvia como Bispo - titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante seu trabalho como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, na promoção do apostolado juvenil e vocacional, na construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, na promoção humana e formação religiosa dos operários e no incentivo ao pensamento e as publicações católicas.
Em Maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi nomeado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1974 o novo Cardeal ordenou 43 novos sacerdotes, na ordenação sacerdotal mais numerosa desde que terminou a Segunda Guerra Mundial.
Em 1978 morre o Papa Paulo VI e é eleito novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I. O “Papa do Sorriso”, entretanto, falece passados 33 dias da sua nomeação. Em 16 de Outubro de 1978, logo depois de um novo conclave, o Cardeal polaco Karol Wojtyla é eleito como o sucessor de São Pedro, quebrando a tradição de mais de 400 anos de escolher Papas de origem italiana. Em 22 de Outubro de 1978 foi investido como Sumo Pontífice assumindo o nome de João Paulo II. A 13 de Maio de 1981, foi atingido a tiro e gravemente ferido durante uma tentativa de assassinato quando entrava na Praça de São Pedro, no Vaticano.
João Paulo II publicou livros de poesia e, sob o pseudónimo Andrzej Jawien, escreveu uma peça de teatro, “A Loja do Ourives” (1960). Os seus escritos éticos e teológicos incluem “Amor Frutuoso e Responsável” e “Sinal de Contradição”, ambos publicados em 1979. A sua primeira Encíclica, “Redemptor Hominis” (Redentor dos Homens, 1979), explica a ligação entre a redenção por Cristo e a dignidade humana. Encíclicas posteriores defendem o poder da misericórdia na vida dos homens (1980), a importância do trabalho como “forma de santificação” (1981), a posição da Igreja na Europa de Leste (1985), os males do Marxismo, materialismo e ateísmo (1986) o papel da Virgem Maria como fonte da unidade Cristã (1987), os efeitos destrutivos da rivalidade das super-potências (1988), a necessidade de reconciliar o capitalismo com a justiça social (1991) e uma argumentação contra o relativismo moral (1993). A 11ª encíclica de João Paulo II, “Evalegium Vitae” (1995), reitera a sua posição contra o aborto, controlo de natalidade, fertilização in vitro, engenharia genética e eutanásia. Defende também que a pena capital nunca é justificável. A sua 12ª encíclica, “Ut Unum Sint” (1996) refere temas que continuam a dividir as igrejas Cristãs, como os sacramentos da Eucaristia, o papel da Virgem Maria e a relação entre as Escrituras e a tradição. Nos anos 80 e 90, João Paulo II efectuou várias viagens, incluindo visitas a África, Ásia e América; em Setembro de 1993 deslocou -se às repúblicas do Báltico na primeira visita papal a países da ex. União Soviética. João Paulo II influenciou a restauração da democracia e liberdades religiosas na Europa de Leste, especialmente na sua Polónia natal. Reagindo ferozmente à dissidência no interior da Igreja, reafirmou os ensinamentos Católicos Romanos contra a homossexualidade, aborto e métodos “artificiais” de reprodução humana e controlo de natalidade, assim como a defesa do celibato dos padres. No ano 2000, o Ano Sagrado em que a Igreja reflectiu os seus 2000 anos de História, João Paulo II pediu perdão pelos pecados cometidos pelos Católico Romanos. Apesar de não ter mencionado erros específicos, diversos cardeais reconheceram que o papa se referia ás injustiças e intolerância do passado relativamente aos não-Católicos. Nestes males reconhece - se o período das Cruzadas, da Inquisição e a apatia da igreja. O pedido de desculpas precedeu uma deslocação de João Paulo II à Terra Santa. João Paulo II resistiu à secularização da igreja. Ao redefinir as responsabilidades da laicização, dos padres e das ordens religiosas, rejeitou a ordenação das mulheres e opôs - se à participação política e à manutenção de cargos políticos pelos padres. Os seus movimentos ecuménicos iniciais foram dirigidos para a Igreja Ortodoxa e para o Anglicanismo, e não para o Protestantismo Europeu. João Paulo II visitou Portugal por três vezes: a primeira visita de João Paulo II a Portugal, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Em 2 de Março de 1983 fez escala em Lisboa viagem à América Central De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, Lisboa, e novamente em Fátima. Uma outra visita, em que beatificou os videntes de Fátima, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000.
publicado por armando ésse às 10:06

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