A FÁBRICA

Setembro 11 2005

Salvador Allende nasceu em 26 de Junho de 1908, na cidade de Valparaíso. Em 1926, entra na Escola de Medicina da Universidad de Chile, concluindo o curso de Medicina. Em 1933 é um dos fundadores do Partido Socialista do Chile, de cujo grupo parlamentar faz parte entre 1937 e 1946. Por fazer oposição ao governo conservador do General Carlos Ibáñez, é exilado na região de Caldera. Em 1939, após o triunfo do Presidente Pedro Aguirre Cerda, aceita o cargo de Ministro da Saúde.
Casa-se, no ano de 1940, com Hortensia Bussi, que lhe deu três filhas: Laura, María Isabel e Beatriz. Foi eleito Secretário Geral do Partido Socialista chileno, em 1942. EM 1945 foi eleito Senador pelas províncias sulistas de Valdivia, Llanquihue, Chiloé, Aysén e Magallanes. Durante quase quinze anos, de 1949 a 1963, preside ao Colégio Médico do Chile.
Em 1952, candidata-se à Presidência da República pela primeira vez, recebendo 5% dos votos. É reeleito Senador, representando as províncias de Tarapacá e Antofagasta, no norte do país. Recandidata-se à Presidência da República, sendo derrotado pelo candidato independente Jorge Alessandri Rodríguez, que tinha o apoio de uma coligação de direita, em 1958. A pequena diferença de menos de trinta e cinco mil votos assusta a burguesia chilena. Em 1961, chega ao Senado pela sua região natal: Valparaíso, reduto conservador, tradicionalmente difícil para a esquerda.
Recandidata-se novamente em 1964. Para impedir a vitória dos socialistas, a direita chilena vota maciçamente em Eduardo Frei, democrata cristão. Allende recebe cerca de 40% dos votos.
Conquista a Presidência do Senado em 1966. Em 1969 reelege-se como Senador por Chiloé, Aysén e Magallanes. O candidato do Partido Comunista às eleições presidenciais, o poeta Pablo Neruda, desiste da candidatura, em favor de Salvador Allende.
Em 04 de Setembro de 1970, Salvador Allende obtém a primeira maioria relativa (36%) nas eleições presidenciais, apoiado pela Unidad Popular, sucessora da Frente Popular. Devido à Lei Eleitoral chilena, o Congresso Nacional deve escolher entre as duas primeiras maiorias relativas. Após um acordo com a Democracia Cristã, Salvador Allende é eleito Presidente da República, assumindo a Presidência, sob a apreensão e o temor de todos os conservadores, no dia 04 de Novembro de 1970.
Inicia-se a chamada Via Chilena ao Socialismo, “la revolución de empanada y vino tinto”.
Durante o Governo Popular, a luta popular incrementa-se, contra todas as campanhas destabilizadoras promovidas pela direita apoiada pelos democratas cristãos. A CIA observa, planeia, conspira. A Unidade Popular ganha a maioria absoluta nas eleições municipais de 1971, além de cerca de 43% dos votos parlamentares de 1973. Fracassada uma tentativa de impugnar Salvador Allende, o grupo de centro-direita começa uma intensa campanha para preparar a intervenção das forças armadas.
Sob intenso clima de agitação, provocado pelos sectores reaccionários e conservadores, com amplo apoio dos EUA, via CIA, fazem greves de sectores vitais, como transportes, para minar o abastecimento de víveres. Os motoristas de camiões são pagos, com vários meses de adiantamento, para ficar em casa. O Golpe de Estado de 11 de Setembro de 1973, derruba aquele que foi o mais democrático regime da América do Sul. Um dos líderes golpistas é Augusto Pinochet, Ministro da Defesa do Governo de Salvador Allende.
O Presidente Salvador Allende Gossens é covardemente assassinado no Palácio de La Moneda, no dia 11 de Setembro de 1973.
Iniciava-se no Chile uma das mais sangrentas ditaduras militares da América Latina, comandada pelo general Augusto Pinochet, proclamado no ano seguinte "Chefe Supremo da Nação". Imediatamente após o golpe, o general inicia uma repressão cruel contra a oposição, proibindo qualquer actividade política e oprimindo os sectores da esquerda com prisões, torturas e execuções em massa, espalhando o terror por todo país e exterior. O Chile, que foi abrigo dos perseguidos de todo o continente, e um dos últimos pilares de liberdade na América do Sul, persegue implacavelmente os seus compatriotas.

A longa noite do horror fascista, cobriu o Chile.
publicado por armando ésse às 09:02
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