A FÁBRICA

Abril 16 2008

Muitos críticos musicais, afirmam que a canção dos Beatles, "Lucy in the Sky with Diamonds", do álbum, “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, é uma referência à droga conhecida por LSD. Jonh Lennon sempre afirmou que não, que “Lucy in the Sky with Diamonds” foi inspirada num desenho feito por seu filho, Julian Lennon.
Polémica à parte, faz hoje 65 anos que o químico
Albert Hofmann descobriu a droga alucinógena LSD, abreviatura da expressão alemã Liserg Saure Diethylamid ( dietilamida do ácido lisérgico). O químico suíço fez a descoberta por acaso, ao aspirar acidentalmente uma pequena quantidade de pó no laboratório. Albert Hofmann estava à procura de um estimulante da circulação sanguínea quando se deparou com o fungo do centeio. Este fungo era muito temido na Idade Média como causador de pestes mas ao mesmo tempo, sabia- se que ele tinha também efeitos positivos, por exemplo, o de conter hemorragias no parto.
Não foram, porém, as propriedades medicinais e, sim, os efeitos alucinógenos que transformaram o LSD numa das bandeiras do movimento hippie dos anos sessenta. A empresa para quem Hoffman trabalhava, a Sandoz, naturalmente, tentou lucrar com a descoberta, encarregando cientistas para testarem a droga na psiquiatria. O medicamento foi lançado no mercado com o nome “Delysid”, para tratamento de fobias e neuroses, mas com a advertência de que provocava alucinações.
Como pioneiro involuntário, Hofmann não tinha noção da dosagem correcta da droga, por isso não demorou nada, a surgirem as primeiras histórias de horror, sendo, que o seu consumo em excesso provocava a morte. Como a droga provoca alterações visuais, despersonalização e até a sensação de que se pode voar, ocorriam casos de suicídios em que dependentes de LSD saltavam de pontes e viadutos. As alterações de ânimo, do pensamento e, sobretudo, da percepção, acabaram por fazer internar em clínicas psiquiátricas, muitos dos seus consumidores.
Albert Hoffman, que tem mais de cem anos, disse um dia, que o ideal seria toda a gente, ter duas vidas: uma com e outra sem LSD.
publicado por armando ésse às 07:36

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