A FÁBRICA

Novembro 30 2007

Ingrid Betancourt Pulecio nasceu em Bogotá, Colômbia, em 25 de Dezembro de 1961.Filha do ex. Senador e ex. Embaixador colombiano, Gabriel Betancourt e de Yolanda Pulecio, ex. Miss Colômbia. Passou parte da juventude em Paris, pois o seu pai era embaixador na UNESCO. Desde criança, habituou-se a conviver com gente como Pablo Neruda, o pintor Fernando Botero e Gabriel García Márquez, amigos da família. Fez os seus estudos no Instituto de Estudo Políticos de Paris, onde se licenciou em Ciências Políticas. Nesta altura conhece Fabrice Delloye, com o qual se casa em 1981. Deste casamento nasceram os seus dois filhos, Mélanie e Lorenzo, que vivem actualmente em França.
Em 1990 divorcia-se de Fabrice e o destino fá-la regressar à Colômbia para empreender uma carreira política, baseada na luta contra a máquina de corrupção movida pelo dinheiro do narcotráfico. Na Colômbia os cartéis da droga, que movimentam milhares de milhões de dólares, compram, literalmente, Deputados, Senadores e até, o Presidente da República.
“Sabem como são poderosos, na Colômbia, os cartéis da droga, esta droga que mina a vida dos nossos jovens. Certamente que têm ouvido falar das matanças e dos escândalos políticos que eles causam. Mas, por trás destas organizações mafiosas, está o meu povo – um povo corajoso e orgulhoso que deseja libertar-se desta engrenagem infernal. É por ele que luto." (Com Raiva no Coração, Terramar, Março 2002).

Quando decidiu seguir a carreira política, dois acontecimentos, moldaram-lhe o carácter: Por um lado, o assassinato em 1989, (por ordem de Pablo Escobar, o líder do cartel de Medellín) de Luis Carlos Galan, candidato à presidência da república colombiana, amigo da sua família e que era a favor da extradição dos narcotraficantes para os Estados Unidos e por outro lado a sua luta pessoal, contra o presidente Ernesto Samper, cuja campanha presidencial foi financiada com o dinheiro do narcotráfico.
Em 1994 é eleita Deputada, com a maior votação de sempre e nesse mesmo ano, casa-se com o publicitário Juan Carlos Lecompte. Em Junho de 1996, sofreu um atentado, a mando dos narcotraficantes. O carro em que seguia recebeu uma rajada de metralhadora que por mera casualidade não a matou. Em Dezembro desse mesmo ano, recebeu no seu gabinete um mensageiro (que se tinha introduzido no Parlamento com a conivência de algum Deputado ou Senador), que lhe transmitiu secamente um aviso: ” É preciso que saiba que corre perigo, que a sua família corre perigo. Parta enquanto pode, pois as pessoas que represento já fizeram um contrato para a abater. Para ser absolutamente exacto, doutora: já pagamos aos sicários.” (Com Raiva no Coração).
Mas, Ingrid Betancourt não se deixa intimidar: “Estou consciente dos perigos, mas estes não me farão recuar. É nisso que reside a minha esperança.”
Paladina da cruzada anti corrupção, foi também conquistada pela defesa do ambiente, tendo criado em 1998, o Oxigénio, um pequeno partido ecologista, e logo de seguida consegue eleger-se Senadora, outra vez com a maior votação de sempre na eleição para o Senado.
Em 2001 candidata-se à presidência da República colombiana. Em 20 de Fevereiro de 2002, o governo rompe as negociações de paz com as FARC, próximo de San Vicente del Caguán, numa vasta zona desmilitarizada. Conduzindo uma violenta ofensiva, as forças governamentais reocupam a vila e as suas imediações. As autoridades recusam a solicitação de Betancourt que pede, enquanto candidata à presidência, para viajar de avião com os jornalistas que acompanham o Presidente Andrés Pastrana ao local. Apesar dos conselhos dos que tentam dissuadi-la, ela decide ir assim mesmo, por terra. Em 23 de Fevereiro, em companhia de sua assessora de imprensa, Clara Rojas, e de dois jornalistas, ela penetra na zona onde há combates intensos entre o exército e a organização terrorista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Foi raptada nesse dia pelas FARC, mantendo-se ainda em cativeiro.
Desde então, a sua família, com o apoio de intelectuais e políticos franceses e colombianos, tem lutado para que Ingrid Betancourt não seja esquecida e para que o governo consiga negociar a sua libertação. Ingrid Betancourt também conta com dezenas de comités de apoio na França e em outros países europeus, todos mobilizados pela sua libertação.
Ingrid Betancourt, é uma mulher de coragem, pela luta solitária que trava contra a poderosíssima força mafiosa do narcotráfico e contra a corrupção nas altas esferas da política colombiana, mas é também a voz renovadora da esperança no triunfo da democracia na Colômbia.
Ingrid Betancourt libertada.
publicado por armando ésse às 15:22

Novembro 30 2007

Ingrid Betancourt Pulecio nasceu em Bogotá, Colômbia, em 25 de Dezembro de 1961.Filha do ex. Senador e ex. Embaixador colombiano, Gabriel Betancourt e de Yolanda Pulecio, ex. Miss Colômbia. Passou parte da juventude em Paris, pois o seu pai era embaixador na UNESCO. Desde criança, habituou-se a conviver com gente como Pablo Neruda, o pintor Fernando Botero e Gabriel García Márquez, amigos da família. Fez os seus estudos no Instituto de Estudo Políticos de Paris, onde se licenciou em Ciências Políticas. Nesta altura conhece Fabrice Delloye, com o qual se casa em 1981. Deste casamento nasceram os seus dois filhos, Mélanie e Lorenzo, que vivem actualmente em França.
Em 1990 divorcia-se de Fabrice e o destino fá-la regressar à Colômbia para empreender uma carreira política, baseada na luta contra a máquina de corrupção movida pelo dinheiro do narcotráfico. Na Colômbia os cartéis da droga, que movimentam milhares de milhões de dólares, compram, literalmente, Deputados, Senadores e até, o Presidente da República.
“Sabem como são poderosos, na Colômbia, os cartéis da droga, esta droga que mina a vida dos nossos jovens. Certamente que têm ouvido falar das matanças e dos escândalos políticos que eles causam. Mas, por trás destas organizações mafiosas, está o meu povo – um povo corajoso e orgulhoso que deseja libertar-se desta engrenagem infernal. É por ele que luto." (Com Raiva no Coração, Terramar, Março 2002).

Quando decidiu seguir a carreira política, dois acontecimentos, moldaram-lhe o carácter: Por um lado, o assassinato em 1989, (por ordem de Pablo Escobar, o líder do cartel de Medellín) de Luis Carlos Galan, candidato à presidência da república colombiana, amigo da sua família e que era a favor da extradição dos narcotraficantes para os Estados Unidos e por outro lado a sua luta pessoal, contra o presidente Ernesto Samper, cuja campanha presidencial foi financiada com o dinheiro do narcotráfico.
Em 1994 é eleita Deputada, com a maior votação de sempre e nesse mesmo ano, casa-se com o publicitário Juan Carlos Lecompte. Em Junho de 1996, sofreu um atentado, a mando dos narcotraficantes. O carro em que seguia recebeu uma rajada de metralhadora que por mera casualidade não a matou. Em Dezembro desse mesmo ano, recebeu no seu gabinete um mensageiro (que se tinha introduzido no Parlamento com a conivência de algum Deputado ou Senador), que lhe transmitiu secamente um aviso: ” É preciso que saiba que corre perigo, que a sua família corre perigo. Parta enquanto pode, pois as pessoas que represento já fizeram um contrato para a abater. Para ser absolutamente exacto, doutora: já pagamos aos sicários.” (Com Raiva no Coração).
Mas, Ingrid Betancourt não se deixa intimidar: “Estou consciente dos perigos, mas estes não me farão recuar. É nisso que reside a minha esperança.”
Paladina da cruzada anti corrupção, foi também conquistada pela defesa do ambiente, tendo criado em 1998, o Oxigénio, um pequeno partido ecologista, e logo de seguida consegue eleger-se Senadora, outra vez com a maior votação de sempre na eleição para o Senado.
Em 2001 candidata-se à presidência da República colombiana. Em 20 de Fevereiro de 2002, o governo rompe as negociações de paz com as FARC, próximo de San Vicente del Caguán, numa vasta zona desmilitarizada. Conduzindo uma violenta ofensiva, as forças governamentais reocupam a vila e as suas imediações. As autoridades recusam a solicitação de Betancourt que pede, enquanto candidata à presidência, para viajar de avião com os jornalistas que acompanham o Presidente Andrés Pastrana ao local. Apesar dos conselhos dos que tentam dissuadi-la, ela decide ir assim mesmo, por terra. Em 23 de Fevereiro, em companhia de sua assessora de imprensa, Clara Rojas, e de dois jornalistas, ela penetra na zona onde há combates intensos entre o exército e a organização terrorista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Foi raptada nesse dia pelas FARC, mantendo-se ainda em cativeiro.
Desde então, a sua família, com o apoio de intelectuais e políticos franceses e colombianos, tem lutado para que Ingrid Betancourt não seja esquecida e para que o governo consiga negociar a sua libertação. Ingrid Betancourt também conta com dezenas de comités de apoio na França e em outros países europeus, todos mobilizados pela sua libertação.
Ingrid Betancourt, é uma mulher de coragem, pela luta solitária que trava contra a poderosíssima força mafiosa do narcotráfico e contra a corrupção nas altas esferas da política colombiana, mas é também a voz renovadora da esperança no triunfo da democracia na Colômbia.
Ingrid Betancourt libertada.
publicado por armando ésse às 15:22

Novembro 30 2007

Ingrid Betancourt, a candidata às eleições presidenciais da Colômbia, que foi raptada em Fevereiro de 2002 pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), às quais várias organizações internacionais, pediam uma prova de vida, encontra-se viva, conforme anunciou hoje o governo colombiano, após a detenção de três elementos da rede urbana das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em Bogotá, tendo encontrado em seu poder vídeos de Ingrid Betancourt e de outros reféns.
Nas imagens, Ingrid Betancourt aparece sentada em frente a uma pequena mesa, “bastante magra”, “com o cabelo muito comprido” e com uma mão aparentemente “acorrentada”, explicou à televisão LCI a irmã da refém, Astrid Betancourt.
Há três meses, Hugo Chávez foi encarregado pelo governo colombiano de mediar a troca de 45 reféns das FARC, entre os quais Ingrid Betancourt, por 500 guerrilheiros presos na Colômbia.
Na sua recente visita a França, Hugo Chávez disse ao Presidente francês Nicolas Sarkozy que o chefe das FARC " tinha prometido uma carta contendo uma prova de vida antes do final do ano", relacionada com Ingrid Betancourt e os outros reféns mantidos em cativeiro pela guerrilha.
Aparentemente as FARC estavam a tentar fazer chegar as provas de vida de Ingrid Betancourt ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
O Comité de Apoio a Ingrid Betancourt assinalou que as provas de vida encontradas na posse dos guerrilheiros “demonstram a eficácia” da mediação de Chávez e Piedade Córdoba.
“É inegável que os seus esforços foram coroados por um êxito. Esperamos que o seu trabalho possa ser retomado, em concertação com o governo colombiano”, refere um comunicado do Comité de Apoio a Ingrid Betancourt.
publicado por armando ésse às 14:06

Novembro 30 2007

Ingrid Betancourt, a candidata às eleições presidenciais da Colômbia, que foi raptada em Fevereiro de 2002 pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), às quais várias organizações internacionais, pediam uma prova de vida, encontra-se viva, conforme anunciou hoje o governo colombiano, após a detenção de três elementos da rede urbana das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em Bogotá, tendo encontrado em seu poder vídeos de Ingrid Betancourt e de outros reféns.
Nas imagens, Ingrid Betancourt aparece sentada em frente a uma pequena mesa, “bastante magra”, “com o cabelo muito comprido” e com uma mão aparentemente “acorrentada”, explicou à televisão LCI a irmã da refém, Astrid Betancourt.
Há três meses, Hugo Chávez foi encarregado pelo governo colombiano de mediar a troca de 45 reféns das FARC, entre os quais Ingrid Betancourt, por 500 guerrilheiros presos na Colômbia.
Na sua recente visita a França, Hugo Chávez disse ao Presidente francês Nicolas Sarkozy que o chefe das FARC " tinha prometido uma carta contendo uma prova de vida antes do final do ano", relacionada com Ingrid Betancourt e os outros reféns mantidos em cativeiro pela guerrilha.
Aparentemente as FARC estavam a tentar fazer chegar as provas de vida de Ingrid Betancourt ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
O Comité de Apoio a Ingrid Betancourt assinalou que as provas de vida encontradas na posse dos guerrilheiros “demonstram a eficácia” da mediação de Chávez e Piedade Córdoba.
“É inegável que os seus esforços foram coroados por um êxito. Esperamos que o seu trabalho possa ser retomado, em concertação com o governo colombiano”, refere um comunicado do Comité de Apoio a Ingrid Betancourt.
publicado por armando ésse às 14:06

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